sexta-feira, agosto 06, 2004

Calcanhotto ou Partimpim?

Estava numa loja de disco conversando com um amigo quando chegou para vender o novo disco da Adriana Calcanhotto e causou estranheza, pois o mesmo vinha com um nome diferente:

Adriana Partimpim

Alguns dias depois eu soube que era uma forma de fazer um trabalho diferenciado aos quais estavamos acostumados a escutar dela, ou seja, fazer um disco infantil que fosse para adultos...
Hoje eu queria fazer uma homenagem a essa gaúcha mostrando sua discografia que começa no inicio da década de 90 e segue até hoje com ela sendo uma das melhores cantoras dessa geração atual:

Enguiço 1990 Sony Music
Senhas 1992 Sony Music
A Fábrica do Poema 1994 Sony Music
Maritmo 1998 Sony Music
Público 2000 BMG
Público (DVD) 2000 BMG
Cantada 2002 BMG
Adriana Partimpim 2004 BMG

Maiores informações nos sites:

http://www.adrianacalcanhotto.com/
http://www.adrianapartimpim.com/

Entrem, pois é muito interessante a conversa que as duas Adrianas fazem no segundo site e para encerrar uma música desse último disco do Chico Buarque e Edu Lobo que expressa bem esse clima infanto-adulto...:

Ciranda da Bailarina
(Edu Lobo - Chico Buarque)
Procurando bem todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba só a bailarina que não tem
E não tem coceira berruga nem frieira

Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem todo mundo tem piolho ou tem cheiro de creolina

Todo mundo tem um irmão meio zarolho só a bailarina que não tem
Nem unha encardida nem dente com comida nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém todo mundo tem remela

Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina ou tem febre amarela só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente

Medo de cair, gente
Medo de vertigem quem não tem
Confessando bem todo mundo faz pecado

Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha bigode de groselha

Calcinha um pouco velha ela não tem
O padre também pode até ficar vermelho se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho só a bailarina que não tem
Sala sem mobília goteira na vasilha problema na família quem não tem


Essa música também foi um tema de um trabalho meu da faculdade no semestre passado...

Um abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quinta-feira, agosto 05, 2004

Saudade do Príncipe

Em 1990 a MPB perdia um dos grandes compositores da geração anos 70 e eu gostaria de fazer essa homenagem, já que fiz ao seu pai segunda feira:

Luiz Gonzaga Jr, o Gonzaguinha

Filho adotivo do Rei do Baião é autor de obras primas que eu faço questão de selecionar para vocês:

Sangrando, Começaria Tudo Outra Vez, Guerreiro Menino( Um Homem Também Chora), Ponto de Interrogação, O que é O que é, Espere por Mim Morena, Grito de Alerta, Explode Coração, É, E Vamos à Luta, Feliz, Lindo Lago do Amor, Mamão com Mel, Caminhos do Coração e tantas outras...

Maiores informações:

http://www.gonzaguinha.com.br/
http://gonzaguinha.technet.com.br/

Gostaria de encerrar com duas músicas que não são tão badaladas, mas que me marcaram muito e são duas belíssimas letras:

Semente do Amanhã (Nunca pare de sonhar)
(Gonzaguinha)

Ontem o menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã
Para não ter medo que esse tempo vai passar
Não se desespere
Nem pare de sonhar
Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida
Fé no homem
Fé no que virá
Nós podemos tudo
Nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

Redescobrir
(Gonzaguinha)

Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia
Como um animal que sabe da floresta, perigosa
Redescobrir o sal que está na própria pele, macia
Redescobrir o doce no lamber das línguas, macias
Redescobrir o gosto e o sabor da festa, magia
Vai o bicho homem fruto da semente, memória
Renascer da própria força, própria luz e fé, memória
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós, história
Somos a semente, ato, mente e voz, magia
Não tenha medo, meu menino bobo, memória
Tudo principia na própria pessoa, beleza
Vai como a criança que não teme o tempo, mistério
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor, magia
Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia

Minhas Saudações:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quarta-feira, agosto 04, 2004

Um Violão Amigo

Hoje eu queria cumprir uma promessa feita a um grande músico pernambucano de que ia homenagear o seu trabalho aqui no blog:

Claudio Almeida

Pernambucano de Pesqueira, ele é considerado um dos grandes músicos e arranjadores aqui do estado e já tocou com vários nomes da MPB, como Alceu, Elba, Geraldo Azevedo, Zeca Baleiro, entre outros...
Na sua discografia ele já tem dois discos e, puxando a sardinha para o meu lado ajudei a divulgar o primeiro, pois trabalhava na Music Store do Shopping Recife e sugeri a ele trazer um banner para mostrar que nós tinhamos um artista instrumental de qualidade, e com isso vendemos o disco com mais frequência e virou um CD carro chefe do estilo na loja...:

Claudio Almeida
Alma Pernambucana

Nesse segundo tenho uma modesta participação, já que sugeri a gravação das Bachianas de Villa Lobos, pois era dicifil se achar uma gravação com violão... Eita que hoje eu tô modesto que só...
Mas eu gostaria de dizer para quem gosta de música de qualidade pode procurar o disco nas lojas ou então pelo e-mail:

clalm@elogica.com.br

No mês passado foi publicada uma matéria no Correio Braziliense falando sobre o segundo disco e o mais nos orgulha é que o crítico Plácido Fernandes faz uma verdadeira exaltação e com isso Claudio recebeu encomendas de todo o país, até do exterior, é por isso que devemos valorizar o que é nosso, pois o pessoal de fora já descobriu...
Para encerrar, apesar de estar falando em música instrumental, tem uma núsica para encerrar esta homenagem, que é uma do primeiro disco, um arranjo diferente dela com a participação de outro amigo César Michilles no sax, nesse primeiro disco ainda tem uma versão para o Bolero de Ravel com um arranjo de Maracatu que é de primeira linha;

Hino do Elefante de Olinda
Clídio Nigro
Ao som dos clarins de Momo

O povo aclama com todo ardor
O Elefante exaltando suas tradições
E também seu esplendor
Olinda, esse meu canto é inspirado em teu louvor
Entre confetes e serpentinas venho te oferecer, com alegria, o meu amor
Olinda, quero cantar

A ti esta canção
Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor, a sonhar
Em Olinda sem igual
Salve o teu carnaval

Um forte abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

terça-feira, agosto 03, 2004

A Sobrinha

Hoje eu vou encerrar a trilogia sobre a família Velloso e vou homenagear a sobrinha de Caetano e Bethânia:

Belô Velloso

Essa baiana precisa ser descoberta pelo grande público, pois é uma das melhores cantoras da nova geração e infelizmente o grande público não tem acesso; Sua discografia é:

Belô Velloso 1996
Um Segundo 1997
Marés 1999
Acústico 2000
Acústico com Clip 2001
Pegue ou Largue 2002

A música escolhida para encerrar é uma de Chico Buarque:

Você vai me seguir
(Chico Buarque - Ruy Guerra)
Você vai me seguir

Aonde quer que eu vá
Você vai me servir
Você vai se curvar
Você vai resistir
Mas vai se acostumar
Você vai me agredir
Você vai me adorar
Você vai me sorrir
Você vai se enfeitar
E vem me seduzir
Me possuir, me infernizar
Você vai me trair
Você vem me beijar
Você vai me cegar
E eu vou consentir
Você vai conseguir
Enfim, me apunhalar
Você vai me velar
Chorar, vai me cobrir
E me ninar

Maiores informações:

http://www.belovelloso.com.br/

O meu abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

segunda-feira, agosto 02, 2004

Saudade Do Rei

Quinze anos atrás o nordeste perdeu seu grande representante:

Luiz Gonzaga, O Rei do Baião

Eu sou um privilegiado de poder fazer essa homenagem aquele que durante décadas levou o sertão para esse mundo todo sempre com seu vozeirão característico, o seu chapéu de couro e a sua sanfona branca...
Não precisa falar muito, então vamos para a música que na minha opinião representa essa luta para mostra que o nordeste é capaz de se manter:

Vozes da seca
(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)
Seu doutô, os nordestinos, têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulistas nessa seca do sertão
Mas doutô, uma esmola a um homem que é são

Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão
É por isso que pedimos proteção a vosmicê,

Homi por nós escoído para as rédias do poder
Pois doutô, dos vinte estados temos oito sem chover,

Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem comer
Dê serviço a nosso povo, encha os rios de barragem

Dê comida a preço bom, não esqueça a açudagem
Livre assim nós da esmola que no fim dessa estiagem

Lhe pagamos até os juros sem gastar nossa coragem
Si o doutô fizer assim salva o povo do sertão

Se um dia a chuva vim que riqueza pra nação
Nunca mais nós pensa em seca vai dar tudo nesse chão,

Como vê nosso destino
Mecê tem na vossa mão Mecê tem na vossa mão

Viva Seu Luiz Gonzaga, O Rei do Baião!!!!

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

domingo, agosto 01, 2004

A Mulher do Infinito Desejo

Depois de ontem falar sobre Caetano, hoje eu vou homenagear a sua irmã, que teve uma atitude corajosa de trocar uma gravadora multinacional por uma pequena, independente, estou falando de:

Maria Bethânia

Como seu irmão, vou colocar um site não oficial e também o da gravadora atual para que todos possam conhecer um pouco mais dessa cantora fenomenal:

http://www.mariabethania.hpg.ig.com.br/
http://www.biscoitofino.com.br/

E a homenagem se encera com uma música de Chico Buarque que na minha opinião não tem outra gravação, só a de Bethânia:

Olhos nos Olhos
(Chico Buarque)
Quando voce me deixou, meu bem

Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme
Quase enlouqueci
Mas depois como era de costume, obedeci
Quando voce me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que voce faz
Ao sentir que sem voce eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando sem mais nem porque
E tantas águas rolaram
Tantos homens me amaram bem mais e melhor que voce
Quando talvez precisar me mim
Voce sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que voce diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

Sem mais, um abraço:

Beto L. Carvalho
blcarvalho@pop.com.br
bl_carvalho@yahoo.com.br

sábado, julho 31, 2004

O Homem da Cajuína

Hoje eu vou homenagear sobre um artista que é um dos maiores do mundo sem sombra de dúvidas:

Caetano Veloso

Ícone de uma geração, é um dos maiores compositores da história da MPB... Se for ficar falando sobre ele vai ser um post gigante, então para resumir:

http://www.caetanoveloso.com.br/

E como de praxe a música que eu considero um dos mais belos poemas vai para vocês e foi gravado por Gal Costa e também por Roberto Carlos:

Força Estranha
(Caetano Veloso)
Eu vi o menino correndo

Eu vi o tempo, brincando ao redor
Do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada
E eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada
Que nunca passou
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso uma força estranha
Por isso é que eu canto
Não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos
Na fronte do artista
O tempo não pára
E no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é a estrada
É o tempo
É o pé é o chão
Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
É o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada, é o sol
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso uma força estranha
Por isso é que eu canto
Não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Com poucas palavras me despeço, um abraço:

Beto L. Carvalho
blcarvalho@pop.com.br
bl_carvalho@yahoo.com.br

sexta-feira, julho 30, 2004

Poesia Matuta

A poesia nordestina tem alguns exemplos que devemos conhecer, pois é importante essa valorização para que não tenhamos que importar a cultura de outros locais...
Um grande exemplo da poesia matuta é um arquiteto paraibano chamado:

Jessier Quirino

Ele é um poeta de vários livros escritos com poemas e causos que orgulham esta região sofrida:

A Folha de Boldo - Notícias de Cachaceiros
Prosa Morena
Política de Pé de Muro - O Comitê do Povão
Chapéu Mau e Lobinho Vermelho
Agruras da Lata D'água
Paisagem de Interior

Os livros não estão por ordem, mas procurem eles...
Para encerrar eu tô colocando um poema, onde ele relembra um passado que dá gosto relembrar, dedico ele aos mais experientes:

Vou-me Embora Pro Passado
( Jessier Quirino)
Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros
VemaguetJeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.
Lá dançarei TwistHully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de NycronFaroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e BanlonVerei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di LáDominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de GrapetteNa farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.
No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.
Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando" ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz,da Cachemere BouquetCoty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê, english Lavanda Atkinsons
Ou Helena Robinstein
Saem de saia plissada ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado flertando bem de fininho.
E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar de mão dada com o guri
Com vestido de organdi com gola de tafetá.
Os homens lá do passado só andam tudo tinindo
De linho Diagonal,camisas Lunfor, a tal sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo ou Fox do bico fino
De camisas volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinhoPente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.
Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba largaRamenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame MuchoSolfejando a meio tom.
No passado é outra história!Outra civilização..
Tem Alvarenga e Ranchinho tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo, mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta Tem também Mamãe Dolores,
Marcelino Pão e Vinho, tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro não se vê tantos horrores.
Lá no passado tem corso, lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso com notícias atuais.
Tem petisqueiro e bufê junto à mesa de jantar
Tem bisquit e bibelôTem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega, de drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira, de rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.
Lá, também tem radiola, de madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia, pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada de Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo, lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.
Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina, tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca, o famoso CatalinaT
em cigarros Yolanda, Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas, tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante,
Relógio Eterna MaticCom 24 rubisPontual a toda hora.
Se ouve página sonora, na voz de Angela Maria"- Será que sou feia?
- Não é não senhor!- Então eu sou linda?- Você é um amor!...
"Quando não querem a paquera, mulheres falam:
"Passando,Que é pra não enganchar!""Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar, faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.
No passado tem remédio pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat,Mel Poejo e AsmapanBromi
l E Capivarol,Arnica, Phimatosan,Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton, Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo,Píluas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós, uma tal Robusterina
A saúde feminina.
Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluido, pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência, nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho, nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado da jornada, do batente
Terei uma cama patente daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado.

Maiores informações:

http://www.jessierquirino.com.br

Aquele velho abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br


quinta-feira, julho 29, 2004

Espaço para os Amigos

Hoje eu vou falar sobre um cara que tem um futuro muito promissor como um artista da nova geração de músicos aqui de Recife:

Leo Rios

Carioca que tem alma pernambucana e que infelizmente deu uma parada na carreira, mas com certeza irá voltar e eu espero que seja o mais breve possivel...
Ele não tem nenhum disco lançado, só um demo que possui três músicas:

Adolá
Mil Faces
Janaina


Prestem atenção nessa letra que considero uma poesia da mais alta qualidade:

Adolá
(Léo Rios)
Pele que não se toca
Boca que não se beija
Sentimento evapora
Duvido que vá voltar
Tudo ficou Preto e Branco 

Dias, semanas em pranto
Mas fiz sozinho a mudança
Tô pronto para quem chegar
Foi meio assim sem resposta
Depois de tantas apostas
Mas ficou a certeza
De quem perdeu por não amar
Seja o que for não tem volta
Se quem fechou esta porta
Abortou a esperança
Semente que faz perdoar
Escravo em navio negreiro
Conselho de jangadeiro
Ah, lágrima de um guerreiro
Que perdeu por batalhar
Amor ferido, derradeiro
Em barco para Madagascar
Adolá não me diz nada não
Sabe Deus se vou voltar
Não ria, Não é fevereiro
Não ria, Não é fevereiro
Não ria, Não é fevereiro de mim...

Adolá quer dizer até logo em um dialeto africano; E queria pedir ao meu amigo que volte pois a MPB precisa de artistas como você.

Então Adolá para todos:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quarta-feira, julho 28, 2004

O Homem do Piercing

Continuando falando sobre uma geração de Nordestinos que sairam da sua terra natal para tentar a vida no "Sul Maravilha", quando Chico César começou a fazer sucesso ele falou de um maranhense que era seu parceiro e que em breve o todo mundo ia querer escutar esse artista que se chama:

Zeca Baleiro

Eu procurei logo quando chegou o disco aqui e pude comprovar a qualidade das poesias que esse maranhense faz e que encantou Gal Costa que o convindou para fazer uma participação no seu Acústico MTV e com isso ele se tornou conhecido no Brasil inteiro fazendo sucesso com seus quatro discos solos e um com parceria:

Por Onde Andará Stephen Fry? 1997
Vô Imbolá 1999
Líricas 2000
PetShopMundoCão 2002
Raimundo Fagner & Zeca Baleiro 2003
 
Os quatro primeiros saíram pela MZA e o último pela Indie Records

Esse último disco reúne duas gerações desses nordestinos que precisam sair daqui para serem reconhecidos na sua terra, pois a sociedade tem o péssimo hábito de não valorizar o que é de casa...
Para fazer a minha homenagem o primeiro grande sucesso dele:

FLOR DA PELE
(Zeca Baleiro)
Música incidental: Vapor Barato(Wally Salomão/ Jards Macalé)
 
Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar na janela me faz morrer
 Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
 Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
 Que teu olhar na janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto, sem rumo, sem vela,
Cavalo sem sela
Um bicho solto, um cão sem dono, um menino, um bandido
Às vezes me preservo, noutras suicido
Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar na janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto, sem rumo, sem vela,
Cavalo sem sela Um bicho solto, um cão sem dono, um menino, um bandido
 Às vezes me preservo, noutras suicido
"Oh sim Eu estou tão cansado mas não pra dizer
Que não acredito mais em você
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a deus
Mas vou tomar aquele velho navio
Aquele velho navio"
Um barco sem porto, sem rumo, sem vela,
Cavalo sem sela Um bicho solto, um cão sem dono, um menino, um bandido
Às vezes me preservo, noutras suicido

Maiores informações no site oficial:

http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/

Meu abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

 

terça-feira, julho 27, 2004

O Homem do Filá

Um dia eu estava vendo TV e descobri um cantor que tinha um visual diferente mas com uma bela voz e eu me perguntei quem era esse sujeito e percebi que era o mesmo que tinha escutado Lenine falar numa outra entrevista; O nome dele é:

Chico César
 
Paraibano de Catolé do Rocha ele foi na década de 80 para São Paulo e como toda uma geração só veio estourar já nos anos 90 mas hoje em dia pode ser considerado um grande representante deste cenário da música brasileira.
Gravou cinco discos:

aos vivos
Cuzcuz-clã

Beleza mano
Mama mundi
Respeitem meus cabelos, brancos

Ele é um poeta e queria fazer minha homenagem tradicional com a que acho a mais bela letra:

Templo
(Chico César)
Se você olha pra mim
Se me dá atenção
Eu me derreto suave
Neve no vulcão
Se você toca em mim
Alaúde emoção
Eu em desmancho suave
Nuvem no avião
Himalaia himeneu
Esse homem nu sou eu
Olhos de contemplação
Inca maia pigmeu
Minha tribo me perdeu
Quando entrei no templo da paixão 

O site oficial é:

www.uol.com.br/chicocesar

O meu velho abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

segunda-feira, julho 26, 2004

Instrumental

Hoje é dia de música instrumental com o grupo Sá Grama que faz o clássico com o popular utilizando a linha armorial criada por Ariano Suassuna na década de 70 com o Quinteto Armorial que tinha entre seus integrantes, Antônio Nóbrega que já falei dele nesse blog.
O Sá Grama é formado por alunos e professores do Conservatório Pernambucano de Música e já tem quatro discos:

Sá Grama
Engenho
Tábua de Pirulito
Trilha sonora do Filme "O Auto da Compadecida"

É um prato cheio de cultura regional feita com qualidade com todos os elementos que se tem nesse nordeste tão rico e divulgar essa cultura.

O site do grupo é:

www.sagrama.com.br

Por hoje é só, meu abraço:

Beto L.Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

 

domingo, julho 25, 2004

Patativa

Eu hoje eu vou fazer uma homenagem a um poeta popular do nosso nordeste, o cearense Patativa do Assaré que eu conheci em 1985 pois em virtude de uma enchente que tivemos aqui no sertão que vivia uma seca braba e era moda se fazer discos para se arrecadar dinheiro para ajudar as vítimas, como por exemplo:

We are The World - Usa For Africa

Aqui no Brasil tivemos o Nordeste Já, um compacto que se comprava nas agências da Caixa, salvo engano, e tinha uma música que fooi criaçõa coletiva:

Chega de Mágoa

E uma que foi feita sobre um poema dele:

Seca d´água

E ela dizia assim:

"É triste para o nordeste o que a natureza fez, mandou cinco anos de seca e uma chuva em cada mês e agora em 85 mandou tudo de uma vez...
... A sorte do nordestino é mesmo de fazer dó, Seca sem chuva é ruim mas Seca d´água é pior..."

Hoje em dia temos que enaltecer um poeta semi analfabeto que publicou livros com poesias maravilhosas e com isso temos que nos orgulhar dessas façanhas e acreditar que as dificuldades são para serem superadas...

Procurem saber mais infomações sobre este poeta popular no site:

http://www.tanto.com.br/Patativa.htm

Eu gostaria de encerrar essa homenagem com um dos mais belos poemas que foi gravado por Luiz Gonzaga:

A Triste Partida
(Patativa de Assaré)
Meu Deus, meu Deus,
Passou-se setembro outubro e novembro,
Estamos em Dezembro
Meu Deus que é de nós
Assim diz o pobre do seco Nordeste com medo da peste e da fome feroz
A treze do mês fez a experiência perdeu sua crença

Nas pedras de sal com outra esperança com gosto
Se agarra pensando na barra do alegre Natal
Passou-se o Natal e a barra não veio

O sol tão vermeio nasceu muito além
na copa da mata buzina a cigarra
Ninguém vê a barra pois barra não tem
Sem chuva na terra descamba janeiro até fevereiro

No mesmo verão reclama o roceiro dizendo consigo:
Meu Deus é castigo não chove mais não
Apela pra março o mês preferido do santo querido senhor São José

Sem chuva na terra está tudo sem jeito lhe foge do peito o resto da fé
Assim diz o velho sigo noutra trilha convida a família e começa a dizer:

Eu vendo o burro o jumento e o cavalo nós vamos a São Paulo viver ou morrer
Nós vamos a São Paulo que a coisa está feita

Por terra alheia nós vamos vagar
Se o nosso destino não for tão mesquinho pro mesmo cantinho nós torna a voltar
Venderam o burro jumento e cavalo até mesmo o galo venderam também

E logo aparece um feliz fazendeiro por pouco dinheiro lhe compra o que tem
Em cima do carro se junta a família chega o triste dia já vão viajar

A seca é terrível que tudo devora lhe bota pra fora do torrão natá
No segundo dia já tudo enfadado o carro embalado veloz a correr

O pai de família triste e pesaroso um filho choroso começa a dizer
De pena e saudade papai, sei que morro meu pobre cachorro quem dá de comer?

E outro responde: Mamãe, o meu gato da fome e maltrato mimi vai morrer
A mais pequenina tremendo de medo mamãe, meu brinquedo

E meu pé de fulô a minha roseira sem água ela seca e minha boneca também lá ficou
Assim vão deixando com choro e gemido seu norte querido um céu lindo azul

O pai de família nos filhos pensando o carro rodando na estrada do sul
O carro embalado no topo da serra olhando pra terra seu berço seu lar

Aquele nortista partido de pena de longe acena adeus, Ceará
Chegaram em São Paulo sem cobre e quebrado o pobre acanhado procura um patrão

Só vê cara feia de uma estranha gente tudo é diferente do caro torrão
Trabalha um ano dois anos mais anos e sempre no plano de um dia inda vim

O pai de família triste maldizendo assim vão sofrendo tormento sem fim
O pai de família ali vive preso sofrendo desprezo

E devendo ao patrão o tempo passando vai dia e vem dia
Aquela família não volta mais não
Se por acaso um dia ele tem por sorte notícia do Norte

O gosto de ouvir saudade no peito lhe bate de molhos
As águas dos olhos começam a cair
Distante da terra tão seca mas boa sujeito a garoa a lama e o pau

É triste se ver um nortista tão bravo viver sendo escravo na terra do Sul

Um grande abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

sábado, julho 24, 2004

O Homem dos Olhos de Raio X

"É bonito se ver na beira da praia, a gandaia das ondas que o barco balança..."

Lenine artista pernambucano que para vencer teve que ir para o Rio de Janeiro no inicio da década de 80 e se virou com outras atividades até ser descoberto no meio dos anos 90 com a música "Leão do Norte" que coloquei no último post e hoje é considerado um dos maiores artistas dessa nova geração da MPB.
Ele tem hoje na sua discografia cinco discos que são por ordem:

Baque Solto - Lenine e Lula Queiroga
Olho de Peixe - Lenine e Marcos Suzano
O Dia em que Faremos Contato - Lenine
Na Pressão - Lenine
Falange Canibal - Lenine

Eu o vi pela primeira vez num show dele com Suzano no parque da Jaqueira em 1995 e começei a dizer para todos que era certeza de sucesso pelo trabalho que eles faziam e graças a Deus eu estava certo...

Eu queria encerrar mostrando a música que para mim é uma das mais bonitas do seu repertório:

Relampiano
(Paulinho Moska/ Lenine)
Tá relampiano Cadê Neném?
Tá relampiano Cadê Neném?
Tá vendendo drops no sinal pra alguém
Tá vendendo drops no sinal, ninguém
Todo dia é dia, Toda hora é hora
Neném não demora pra se levantar
Mãe lavando roupa, pai já foi embora
O caçula chora, mas há de se acostumar
Com a vida lá de fora do barraco
"Hay que endurecer" um coração tão fraco
Para vencer o medo de trovão
Sua vida aponta a contramão
Tudo é tão normal, todo tal e qual
Neném não tem hora pra ir se deitar
Mãe passando roupa do pai de agora
De um outro caçula que ainda vai chegar
É mais uma boca dentro do barraco
Mais um quilo de farinha do mesmo saco
Para alimentar o novo João Ninguém
A cidade cresce junto com Neném

Um abraço:

Beto L. Carvalho

sexta-feira, julho 23, 2004

Pernambucar

Eu hoje queria falar sobre a diversidade cultural existente aqui em Pernambuco que é muito forte com vários ritmos que tornam as festas tradicionais serem as muito interessantes.
Em Pernambuco eu observei que temos esses ritmos que animam o Carnaval, São João e outras festas populares:

Maracatu
Frevo
Forró
Ciranda
Coco de Roda
Reisado
Bumba meu Boi
Cabloclinhos
Repente
Cantoria
Xote
Xaxado
Baião

E também temos o que  não é tradicional, como por exemplo:

Mangue
Pop Rock
Eletrônico
Blues
Jazz
MPB

E até mesmo o ritmos vindo de outros estados que tem o seu espaço, embora eu ache que eles tem mais espaço que os da terra, mas isso é outra história...Por exemplo:

Axé Music
Brega do Pará
Pagode

E para homenagear este estado cultural, nada mais justo que uma música que é a representação desta diversidade cultural:

Leão do Norte
(Lenine e Paulo César Pinheiro)
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
Vou dando cheiro em meu bem (Eu sou do mangue, também)

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pifo no meio do Carnaval
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...

 
Saudações Pernambucanas:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br


quinta-feira, julho 22, 2004

Os Museus

Hoje eu falar não sobre música, mas sobre os museus que temos aqui, pois vale a pena visitar para tentar entender a cultura que é feita pelos artistas aqui no nordeste:

Primeiro os museus do Recife:

Museu do Estado- Av Rui Barbosa 960 Graças
Museu do Forte das Cinco Pontas-Pça das Cinco Pontas sn  São José
Museu da Abolição- Rua Benfica 1150  Madalena
Mamam- Rua da Aurora 265 Rua da União 88  Boa Vista
Mispe- Rua da Aurora 379  Boa Vista
Museu do Homem do Nordeste- Av 17 de Agosto 2187  Casa Forte
Museu Murillo La Greca- Leonardo Bezerra Cavalcanti 366  Parnamirim

Agora os de Olinda:

Mac- Rua 13 de Maio 157 Carmo
Mamulengo Tiridá- Rua do Amparo 59 Carmo
Museu Regional de Olinda- Rua do Amparo 128 Carmo
 
Vamos visitar os museus!!!!!!!!!

Por hoje é só, aquele velho abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quarta-feira, julho 21, 2004

Lembranças

Estava ouvindo rádio dois meses atrás e ouvi uma música que me trouxe boas lembranças da época de colégio quando eu me meti a fazer um curso de teatro que não deu muito certo, mas isso é outra história, e a gente iria montar a peça de Chico Buarque e Paulo Pontes:

Gota D´Água

Pois bem esa música que escutei faz parte desse musical baseado na tragédia grega "Medéia" de Eurípedes trazendo a estória para os dias atuais e é uma obra prima de Chico e ficou muito legal na voz dessa cantora que eu não conhecia infelizmente mas que já passei a admirar sua bela voz:

Vanessa Bumagny

Procurem essa cantora que não vão se arrepender:

http://www.vanessabumagny.com.br/
http://www.mcd.com.br/

Para homenagear as pessoas que fizeram esse curso de teatro, e uma delas hoje em dia é atriz profissonal, é super legal saber que pelo uma pessoa encarou a profissão eu coloco a letra da música que me fez recordar o passado:

FLOR DA IDADE
(Chico Buarque)
A gente faz hora, faz fila na vila do meio-dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramelaA janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira festa, o primeiro amor
Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberta, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro copo, o primeiro amor
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja de cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava
Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
 
Um dia se Deus quiser eu monto essa peça...
 
Aquele velho abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

terça-feira, julho 20, 2004

Espaços Culturais 2

Hoje vai ser só para complementar o de ontem com os teatros de médio e pequeno porte que temos aqui, caso eu tenha esquecido algum me avisem...

Outros Teatros:

Armazém 14: Fica no Recife Antigo

Barreto Júnior: Situado no Pina

Beberibe: Centro de Convenções de Pernambuco

Apolo: Recife Antigo

Hermillo: Recife Antigo

Arteplex: Shopping Guararapes

Waldemar de Oliveira: Boa Vista

Mauricio de Nassau: Recife Antigo

Capiba: Sesc Casa Amarela

Pois é, vamos preservar estes espaços já que todos estão sendo mal aproveitados, ou seja, espacço para se fazer cultura tem é só ter coragem e correr atrás para realizar os projetos...

O meu abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

 

segunda-feira, julho 19, 2004

Espaços Culturais

Hoje eu vou começar a falar sobre os espaços que temos aqui para se fazer cultura em Recife; Começaremos a falar por alguns teatros que são os maiores os quatro maiores:

Grandes Teatros:

Teatro de Santa Isabel: Um dos maiores e mais bonitos e aconchegante do Brasil
Teatro Guararapes: Maior teatro do Centro de Convenções de Pernambuco, é onde ocorre shows, grande eventos e etc...
Teatro da UFPE: Divide com o Guararapes os grandes eventos e fica situado no Centro de Convenções da Universidade Federal
E encerrando vamos falar do:
Teatro do Parque: Na minha opinião o mais interessante para shows, é onde ocorre o Projeto 


domingo, julho 18, 2004

Porque Hoje em Dia não temos mais Festivais de Música?

Nas décadas de 60 e 70 vivemos no país uma onda de grandes festivais que lançou uma grande geração de artistas maravilhosos como, por exemplo:

Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Edu Lobo, Gilberto Gil, MPB4, Quarteto em Cy, Mutantes, Geraldo Vandré, Tom Jobim e tantos outros...
As emissoras de TV, como Globo e Record investiam e existiam verdadeiras “Batalhas” entre torcidas nos ginásios, como a clássica entre Sabiá de Tom Jobim e Chico Buarque e Para que não dizer que não falei das flores de Geraldo Vandré onde a torcida desta vaiou a vitória da outra, pois a maioria das pessoas que queria uma canção de protesto, pois estávamos em plena ditadura militar.
Depois desta fase tivemos no inicio da década de 80 outro grande festival que foi o “MPB Shell”que revelou entre outros:
Oswaldo Montenegro, Eduardo Dusek, Joyce, Sandra de Sá
O último grande festival foi em 1985 promovido pala Globo que é o “Festival dos Festivais” que revelou, por exemplo:
Tetê Espíndola, Leila Pinheiro
Infelizmente este tipo de evento virou um comércio principalmente pelas gravadoras e acabou perdendo a credibilidade...
Tivemos também o “Canta Nordeste” realizado pela Globo Nordeste à partir de 1991 e revelou:
Petrúcio Amorim, Israel Filho, Cristina Amaral, Nádia Maia, Geraldo Lins, Edy Carlos.

Vamos voltar a fazer festivais para dar mais espaço para cultura...

Para homenagear os festivais:

Sabiá
(Tom Jobim/Chico Buarque).
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar.
Vou deitar à sombra de uma palmeira
Que já não há
Colher a flor que já não dá
E algum amor talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
Vou voltar

Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos de me enganar
Como fiz enganos de me encontrar
Como fiz estradas de me perder
Fiz de tudo e nada de te esquecer
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar

Pra não Dizer que não Falei de Flôres

(Geraldo Vandré).
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a cançãoPelos campos a fome em grandes plantaçõesPelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhões.
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não.
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

Espaços Culturais

Hoje eu vou começar a falar sobre os espaços para se fazer cultura aqui em Recife e irei começar pelos maiores teatros que temos; Nessa série eu irei dividr os teatros em duas categorias :
Os grandes que iremos falar hoje e os médios e pequenos que falaremos amanhã:

Os Grandes Teatros:
 
Teatro de Santa Isabel: Um dos mais tradicionais e antigos é considerado um dos mais acochegantes e bonitos do Brasil

Teatro Guararapes: Situado no Centro de Convenções de Pernambuco, sendo o seu maior teatro, é conhecido pela ótima acústica e por ser o local de grande sshows e eventos de grande porte

Teatro da UFPE: Fica no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco e divide com o Guararapes os grandes shows e eventos que são feitos para este tipo de local

E por último o :

Teatro do Parque: Que pro ser localizado no centro da cidade, na minha opinião é o melhor local para shows intimistas, como por exemplo,  Projeto Seis e Meia e também é conhecido por sua sessão de cinema com preços populares

Por hoje é só, aquele velho abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br