sábado, agosto 28, 2004

Os Caras do Trem Azul

Hoje é dia de uma banda que tem como característica principal estarem juntos por mais de vinte anos sempre fazendo sucesso:

Roupa Nova

Banda que criou um estilo de fazer MPB que agradou uma geração e hoje os filhos deles ainda curtem...
Engraçado que das músicas que eu escolhi nenhuma foi composta pelo grupo e as três primeiras foram grandes sucessos deles e a última é do disco chamado Ouro de Minas, onde eles gravaram com cantoras de primeiro time da MPB sucessos de artistas mineiros, e é um dueto com Luciana Mello uma das mais belas vozes da nova geração:

Dona
(Sá & Guarabyra)
Dona desses traiçoeiros, sonhos, sempre verdadeiros
Oh Dona desses animais dona de seus ideais
Pelas ruas onde andas onde mandas todos nós
Somos sempre mensageiros esperando tua voz
Teus desejos, uma ordem nada é nunca, nunca é não
Por que tens essa certeza dentro do teu coração
Tan, tan, tan, batem na porta não precisa ver quem é
P'ra sentir a impaciência do teu pulso de mulher
Um olhar me atira à cama um beijo me faz amar
Não levanto, não me escondo porque sei que és minha
Dona...Dona desses traiçoeiros...
Não há pedras em teu caminho não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade que te impeçam de voar
Entre a cobra e o passarinho entre a pomba e o gavião
Ou teu ódio ou teu carinho nos carregam pela mão
É a moça da cantiga a mulher da criação
Umas vezes nossa amiga outras nossa perdição
O poder que nos levanta a força que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe que isso tudo te faz Dona, Dona...

Roupa nova

(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Todos os dias, toda manhã sorriso aberto e roupa nova
Passarim preto de terno branco, Pinduca vai esperar o trem
Todos os dias, toda manhã ele sozinho na plataforma
Ouve o apito, sente a fumaça e vê chegar o amigo trem
Que acontece que nunca parou nessa cidade de fim de mundo
E quem viaja pra capital não tem olhar para o braço que acenou
O gesto humano fica no ar, o abandono fica maior
E lá na curva desaparece com sua fé
Homem que é homem não perde a esperança não ele vai parar
Quem é teimoso não sonha outro sonho não qualquer dia ele para
Assim Pinduca toda manhã, sorriso aberto e roupa nova
Passarim preto de terno branco vai renovar a sua fé

Sapato Velho

(Mu - Claudio Nucci - Paulinho Tapajós)
Você lembra, lembra, daquele tempo eu tinha estrelas nos olhos
Um jeito de herói era mais forte e veloz que qualquer mocinho de cowboy
Você lembra, lembra, eu costumava andar bem mais de mil léguas
Pra poder buscar flores de maio azuis e os seus cabelos enfeitar
Água da fonte cansei de beber pra não envelhecer
Como quisesse roubar da manhã um lindo por de sol
Hoje, não colho mais as flores de maio
Nem sou mais veloz como os heróis
E talvez eu seja simplesmente como um sapato velho
Mais ainda sirvo se você quiser
Basta você me calçar que eu aqueço o frio dos seus pés

Nascente

(Flávio Venturini - Murilo Antunes)
Clareia manhã
O sol vai esconder a clara estrela
Ardente, pérola do céu refletindo teus olhos
A luz do dia a contemplar teu corpo
Sedento, louco de prazer e desejos
Ardentes

Estou esperando seus votos na escolha das músicas da vida de vocês:

blcarvalho@click21.com.br
blcarvalho@ig.com.br

Um grande abraço:

Beto L. Carvalho

sexta-feira, agosto 27, 2004

O Homem do Se...

Eu hoje gostaria de homenagear um cantor e compositor que é o mais tocado em bares pelo Brasil afora e também é um dos mais requisitados em rádios On line:

Djavan

Alagoano, apareceu no inicio da década de 80 e até hoje é um dos artistas que se segura nesse mercado tão cheio de contradições, mas deixem para lá que isso não é assunto para agora...
Como é de praxe não vou falar muito sobre ele e vou colocar o site oficial para maiores informações:

http://www.djavan.com.br/

As músicas escolhidas, são duas que eu gosto muito e espero que vocês também curtam:


FALTANDO UM PEDAÇO
(Djavan)
O amor é um grande laço

Um passo pr'uma armadilha
Um lobo correndo em círculo pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha
Tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha
O amor é como um raio galopando em desafio
Abre fendas, cobre vales revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho
O amor e a agonia cerraram fogo no espaço
Brigando horas a fio o cio vence o cansaço
E o coração de quem ama fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando que nem o meu nos seus braços


SEDUZIR
(Djavan)
Cantar

É mover o dom do fundo de uma paixão
Seduzir
As pedras, catedrais, coração
Amar
É perder o tom nas comas da ilusão
Revelar todo sentido
Vou andar, vou voar
Pra ver o mundo
Nem que eu bebesse o mar
Encheria o que eu tenho de fundo

Eita que é dificil escolher alguma música dele, é mais fácil as pessoas escolherem as músicas da sua vida, então o que estão esperando?? Votem em um dos e-mails abaixo:

blcarvalho@click21.com.br
blcarvalho@ig.com.br


Um abraço fraternal:

Beto L. Carvalho

quinta-feira, agosto 26, 2004

O Compositor de Mãe e Filha

Hoje eu queria homenagear um artista que é um dos maiores nomes de uma MPB que sinto saudade hoje em dia:

Milton Nascimento

Ele é um compositor que pode se dizer lançou a mãe e depois de quase quarenta anos, lançou a filha desta e com a mesma certeza de que são duas cantoras excelentes:

Elis Regina e Maria Rita

Ficou dificil arrumar uma música que representasse elas com ele, por isso escolhi, como ontem, quatro músicas que maracaram essa parceria tripla...
A primeira é uma gravação de Elis para uma música dele, a segunda é uma gravação deles dois, caso esteja errado alguém por favor me avise, a terceira é uma gravação da Maria Rita numa música que eu pensava que sua mãe tinha gravado, e a quarta, finalmente é a gravação de lançamento dela no disco Pietá dele:

Travessia
(Milton Nascimento / Fernando Brant)
Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver
Forte eu sou, mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha e nem é meu este lugar
Estou só e não existo, muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar, meu caminho é de pedra, como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der, não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver

Nada Será Como Antes
(Milton Nascimento/Ronaldo Bastos)
Eu já estou com o pé nessa estrada

Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos, que notícias me dão de você
Sei que nada será como está amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Um domingo qualquer, qualquer hora ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos que notícias me dão de você
Sei que nada será como está amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

Encontros E Despedidas
(Milton Nascimento / Fernando Brant)
Mande notícias do mundo de lá diz quem fica

Me dê um abraço venha me apertar tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem a vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugaré a vida desse meu lugar é a vida

Tristesse
(Milton Nascimento)
Como você pode pedir pra eu falar do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é mas cada um se foi
Quanta saudade brilha em mim se cada sonho é seu
Virou história em sua vida, mas prá mim não morreu
Lembra, lembra, lembra, cada instante que passou
De cada perigo, da audácia do temor que sobrevivemos que cobrimos de emoção
Volta a pensar então
Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então

Eita, que a eleição está continuando, votem nas músicas da sua vida, quantas quiserem:

blcarvalho@click21.com.br
blcarvalho@ig.com.br

Um grande abraço:

Beto L. Carvalho

quarta-feira, agosto 25, 2004

O Homem das Olinda

Hoje é dia de homenagear um artista pernambucano que é controverso, mas ao mesmo tempo é de talento espantoso:

Alceu Valença

Não vou falar muito, as informações sobre ele vocês tem acesso no site:

www.alceuvalenca.com.br

Ficou dificil, escolher uma música para colocar, já que sou um admirador da sua obra, então resolvi escolher quatro que considero representativas, sem ser as mesmas que se fala quando o nome dele é citado:

Amor covarde
(Alceu Valença)
Amor covarde, que morde que arde

Cadela magra, metade de mim
A madrugada se arrasta, tão lenta assim, dor...dor...dor...
Moça bonita, novilha tão rara
Não há quem valha metade de mim
A dor do amor, navalhada que arde assim dor...dor...dor...
Estrela d´alva, pedaço de lua
A pele nua, cheirando a jasmim
Boca cereja, bandeja de prata do-in dor...dor...dor...
Moça bonita, novilha tão rara
Não há quem valha metade de mim
Nascemos sós, só seremos serenos no fim

Pétalas
(Herbert Azul - Alceu Valença)
As borboletas voam sobre o meu jardim

São cores vivas, pousam sobre as "onze horas"
Nas rosas claras, violetas e jasmins
Um beija-flor traindo a rosa amarela
Beijou a bela margarida infiel
Papoula e dália estão cravadas de ciúmes
E o beija-flor beijando flores a granel
Pétalas, asas amarelas
Pétalas, espinho seco

Folha, flor, lagarta
Pétalas as flores voam e voltam na outra estação
Só serei flor quando tu flores no verão

Desejo(Alceu Valença)
Te desejo Morena, eu te desejo
Quando a vida inventou o desejo

O desejo, num outro desejo, se transformou
O desejo não pára, o desejo não cansa
É o moto contínuo que a vida inventou
O amor é movido a desejo

Essa vida cigana, o caminhador
O desejo não pára, o desejo não cansa
É o moto contínuo que a vida inventou

Solidão(Alceu Valença)
A solidão é fera

A solidão devora
É amiga das horas
Prima-irmã do tempo
E faz nossos relógios
Caminharem lentos
Causando um descompasso
No meu coração
A solidão dos astros
A solidão da lua
A solidão da noite
A solidão da rua

E a eleição agora é para quantas músicas vocês quiserem votar de uma até... :

blcarvalho@click21.com.br
blcarvalho@ig.com.br

Estou esperando seu voto, ou seu comentário aqui no blog, é só clicar lá em "clique aqui e opine"...

O meu abraço diário:

Beto L. Carvalho

terça-feira, agosto 24, 2004

A Garota Lutadora

Hoje eu tinha prepararado uma homenagem a possibilidade de se ganhar mais um ouro nas Olimpiadas, mas infelizmente a pequena notável da delegação brasileira não conseguiu...
Pensando direitinho eu resolvi que mesmo não tendo saido a tão sonhada medalha eu quero homenagear essa menina que enfrentou várias dificuldades, como uma cirurgia no joelho que recebe todo peso do corpo, mas conseguiu ser a quinta do mundo no Solo, frustração para alguns, mas é o melhor resultado da história da ginástica brasileira:

Salve Daiane dos Santos!!!!

A música escolhida hoje não podia ser outra se não o tema da sua coreografia e o engraçado é que pouca gente sabe que existe uma letra nesse clássico do chorinho que foi gravado por Baby do Brasil, na época ela era Consuelo:

Brasileirinho
(Waldir Azevedo e Pereira Costa)


Um brasileiro quando é do choro é entusiasmado
Quando cai no samba nao fica parado e é um desacato quando chega no salão
Não ha quem possa resistir quando o chorinho brasileiro faz sentir
Ainda mais de cavaquinho, com um pandeiro e um violao na marcação
Brasileirinho chegou a todos, encantou
Fez todo mundo dançar a noite inteira no terreiro até o sol raiar
E quando o baile terminou a turma não se conformou
Brasileirinho abafou até um velho que ja estava encostado nesse dia se acabou
Para falar a verdade eu tava conversando com alguém de respeito
E ao ouvir o choro eu dei logo um jeito deixei o camarada falando sozinho
Gostei, dancei, pulei, bisei até me acabei
E nunca mais esquecerei o tal chorinho brasileirinho

E a eleição está mudada, está liberada a escolha das músicas não precisa ser dez músicas, podem ser quantas vocês quiserem, meu povo:

blcarvalho@click21@ig.com.br
blcarvalho@ig.com.br

Um abraço e votem:

Beto L. Carvalho

segunda-feira, agosto 23, 2004

Ouro e Cultura

Eu hoje eu peço licença para homenagear o maior atleta olimpico brasileiro que ontem ganhou a primeira medalha de ouro do Brasil:

Robert Scheidt

Eu só encontrei num site, ele falando que curtia Skank então a homenagem do blog é uma música que é muito legal e tem uma versão com Milton Nascimento que é bem legal:

Resposta
(Samuel Rosa / Nando Reis)
Bem mais que o tempo que nós perdemos

Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro o que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz
E ainda espero resposta
Desfaz o vento o que há por dentro
Desse lugar que ninguém mais pisou
Você está vendo o que está acontecendo
Nesse caderno sei que ainda estão os versos seus
Tão meus que peço nos versos meus tão seus que espero
Que os aceite em paz eu digo que eu sou motivo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou prefiro continuar distante
Bem mais que o tempo que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro o que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou
Desfaz o vento o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou
Você está vendo o que está acontecendo
Nesse caderno sei que ainda estão

Salve o Iatismo Brasileiro!!!!
Salve Robert Scheidt!!!!

A Eleição continua de vento em popa, participem escolhendo as músicas da sua vida:

blcarvalho@click21.com.br
blcarvalho@ig.com.br

Meu abraço de Ouro:

Beto L. Carvalho

domingo, agosto 22, 2004

Os Caras dos Alagados

Essa semana falando sobre Raul Seixas, falei sobre um comercial que homenageava pessoas que venceram dificuldades e hoje eu resolvi falar sobre a banda de um deles o grande Herbert Vianna:

Paralamas do Sucesso

Banda ícone dos anos 80, é uma alegria ver que superaram as dificuldades resultantes do acidente do seu vocalista e estão até hoje fazendo sucesso com a mesma qualidade, embora especialistas terem dito que Herbert não iria voltar a cantar, mas graças a Deus ele João Barone e Bi Ribeiro estão na estrada, lançando seus discos...
Eu queria colocar duas músicas que na minha opinião são das mais belas letras da música brasileira:

Quase um Segundo
(Herbert Vianna)


Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo que você quer
Pra me transformar no que te agrada no que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim será que você ainda pensa
Às vezes te odeio por qua se um segundo
Depois te amo mais teus pêlos teu gosto, teu rosto,
Tudo que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando por isso eu te liguei

Lanterna Dos Afogados
( Herbert Vianna )
Quando tá escuro e ninguém te ouve

Quando chega a noite e você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto pra quem precisa chegar
Eu tô na Lanterna dos Afogados eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa pra uma vida curta
Mas já não me importa basta poder te ajudar
E são tantas marcas que já fazem parte
Do que eu sou agora, mas ainda sei me virar
Eu tô na Lanterna dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar

O site para informações:

www.osparalamas.com.br

A eleição é de vocês, votem:

blcarvalho@click21.com.br
blcarvalho@ig.com.br

O meu abraço:

Beto L. Carvalho

sábado, agosto 21, 2004

A Baiana que entra na Roda

Hoje eu vou encerrar uma série sobre os Doces Bárbaros grupo baiano que reunia além dessa excelente cantora, Bethânia, Caetano e Gil:

Gal Costa

Eu a considero uma das maiores cantoras do Brasil e acho que é uma das mais belas vozes do mundo...
Eu vou mostrar uma música que ficou marcada por uma gravação do Rappa, mas que já tinha sido gravada por ela nos anos 70 e regravou no seu disco Acústico MTV com a participação de Zeca Baleiro que tinha gravado uma música no seu primeiro disco e que tinha uma parte onde ele colocou a voz dela na primeira gravação, então nesse disco ela juntou as duas e é essa versão que apresento agora:

Vapor barato/À Flor da Pele
(Jards Macalé – Waly Salomão) /(Zeca Baleiro)

Oh, sim, eu estou tão cansado, mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas e vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro, graças a Deus
E não me importa, honey
Minha honey baby, baby, honey baby
Oh, minha honey baby, baby, honey baby
Oh, sim, eu estou tão cansado mas não pra dizer
Que eu tô indo embora talvez eu volte
Um dia eu volto, mas eu quero esquece-la, eu preciso
Oh, minha grande ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão oh, minha honey baby
Baby, honey baby oh, minha honey baby
Honey baby, honey baby, ah
Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que o teu olhar, flor, na janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Que o meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto, sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto, um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo noutras suicido
Baby, honey baby baby baby baby baby baby
Honey baby, oh, minha honey baby
Baby, honey baby baby baby baby baby


Maiores informações no site:

http://www.galcosta.com.br/

E a eleição está continuando:

blcarvalho@click21.com.br
blcarvalho@ig.com.br

Meu grande abraço:

Beto L. Carvalho

sexta-feira, agosto 20, 2004

O Simbolo do Rock Brasileiro

Eu hoje vou homenagear o grande simbolo do rock tupiniquim que é:

Raul Seixas

Um baiano que enfrentou tudo e todos e que deixou grandes clássicos e se foi no final dos anos 80, mas o seu legado está vivo, pois observei que existem várias gravações atuais de músicas compostas por ele...
A música de hoje é uma que está no ar numa propaganda do Governo Federal e aproveito para homenagear também as duas pessoas que estão sendo lembradas pela força de vontade de superar as grandes dificuldades e voltar a exercer suas atividades com maestria:


Tente Outra Vez
(Raul Seixas / Paulo Coelho / M. Motta)
Veja, não diga que a canção está perdida

Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Pois a água viva ainda está na

Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não
Tente, levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar, não não não
Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira
Bailando no ar
Queira, basta ser sincero e desejar profundo

Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez
Tente e não diga que a vitória está perdida

Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

Salve Herbert Vianna e Ronaldo!!!!

Maiores informações sobre Raulzito no site:

http://www.raulseixas.com.br/

E a eleição continua, votem nas dez músicas da sua vida:

blcarvalho@click21.com.br

Um abraço amigo:

Beto L. Carvalho

quinta-feira, agosto 19, 2004

O Canto e o Ministério

Hoje eu vou atender um pedido de uma amiga recente da faculdade, Marcela Bittencourt , que me sugeriu o nosso Ministro da Cultura que é um dos maiores artistas que temos aqui no Brasil:

Gilberto Gil

Baiano, formou com Caetano, Bethânia e Gal Costa o grupo Doces Bárbaros, participou da tropicália, foi exilado e compôs clássicos que certamente estarão entre as escolhidas na eleição...
Eu procurei colocar uma música que não estivesse na possibilidade de ser uma dessas, pois sei que tem pelo menos uma dele que vai entrar na escolha né?
Essa música foi uma das primeiras que escutei quando passei a me interessar por MPB:

Tempo Rei
(Gilberto Gil)

Não me iludo tudo permanecerá do jeito que tem sido
Transcorrendo transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
Pães de Açúcar, Corcovados
Fustigados pela chuva e pelo eterno vento
Água mole, pedra dura
Tanto bate que não restará nem pensamento
Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei
Pensamento, mesmo o fundamento singular do ser humano
De um momento para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos
Mães zelosas, pais corujas
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam, não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar por um segundo
Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei


Maiores informações você consegue no site:

http://www.gilbertogil.com.br

E a eleição já começou, estou recebendo os primeiros e-mails... Só recordando:

Escolha as dez músicas nacionais da sua vida e me mande um e-mail para o endereço abaixo para que a partir de 27/09 possamos homenagear as mais votadas...

blcarvalho@click21.com.br

Um abraço e votem:

Beto L. Carvalho

quarta-feira, agosto 18, 2004

Eleição

Aproveitando o momento das eleições resolvi fazer uma aqui no blog para escolher as músicas que mais marcaram a vida de todos vocês que são meus amigos e estão aqui comigo neste espaço que é de todos...
Como vai funcionar a votação:

Gostaria que cada pessoa que visitar o blog me mande um e-mail com as dez músicas da sua vida, nacionais claro...
As dez mais votadas irão ser colocadas em uma semana, cada dia serão publicadas duas, como já venho fazendo...
É muito importante que todos participem para que a cultura brasileira seja difundida com mais força;
A votação irá durar um mês e pouco, se encerrando no dia 25/09, um sábado para que na segunda 27/09 que é o meu aniversário já se inicie a divulgação das vencedoras.
Não se esqueçam de divulgar essa eleição para que mais pessoas tenham direito de dar sua opinião...
Não prometo nenhum prêmio, mas se alguem se habilitar em dar algum presente para sortear não hesitarei em aceitar...
Para manter a tradição de sempre divulgar algum artista, eu vou colocar uma música que marcou minha vida num momento muito especial:

Rua Ramalhete
(Tavito/Ney Azambuja)
Sem querer fui me lembrar
De uma rua e seus ramalhetes
O amor anotado em bilhetes
Daquelas tardes
No muro do Sacré-Coeur,
De uniforme e olhar de rapina,
Nossos bailes no clube da esquina,
Quanta saudade!
Muito prazer, vamos dançar
Que eu vou falar no seu ouvido
Coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido,
Vamos deixar tudo rolar;
E o som dos Beatles na vitrola.
Será que algum dia eles vêm aí
Cantar as canções que a gente quer ouvir


Um abraço e opinem:

Beto L. Carvalho

terça-feira, agosto 17, 2004

Grandes Músicas 8

Encerrando essa série de músicas especiais, eu gostaria de colocar um tema que vira e mexe a MPB trata que é a relação familiar e dois grandes exemplos estão aqui; A primeira é uma música de Belchior que ficou imortalizada por Elis Regina e a segunda é uma das músicas de maior sucesso do Legião Urbana e as duas trazem com muita propriedade esse relacionamento entre os pais e seus filhos:

Como nossos Pais
(Belchior)
Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu viv ie tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina, na rua
É que se fez o seu braço,O seu lábio e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
E eu sei de tudo na ferida, Viva, do meu coração
Já faz tempo eu vi você na rua cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém.
Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando
Mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado
E que não vê que o novo sempre vem
Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus contando o vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!

Pais e Filhos
(Legião Urbana)
Estátuas e cofres, e paredes pintadas, ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar, nada é fácil de entender
Dorme agora:É só o vento lá fora
Quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo só vou voltar depois das três
Meu filho vai ter nome de santo, quero o nome mais bonito
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
Porque se você parar para pensar, na verdade não há
Me diz porque é que o céu é azul, me explica a grande fúria do mundo
São meus filhos que tomam conta de mim
Eu moro com a minha mãe mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém, eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais eu moro com meus pais.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã,
Porque se você parar para pensar, na verdade não há.
Sou uma gota d'água, sou um grão de areia.
Você diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo e isso é absurdo:
São crianças como você o que você vai ser quando você crescer?

E amanhã eu tenho uma novidade, e comentem...

Um abraço meu povo:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

segunda-feira, agosto 16, 2004

Grandes Músicas 7

No penúltimo dia das músicas não poderia de deixar de entrar no espírito olímpico e homenagear as mulheres do meu Brasil, já que temos a maior delegação feminina da história com quase metade do total de atletas participantes e assistindo um dos comerciais eu tive a inspiração para as músicas de hoje, a primeira é um clássico do Milton Nascimento e a segunda do Chico Buarque e Augusto Boal é a que fala exatamente sobre a força que as mulheres de onde as Olimpíadas está sendo realizada possuem;
Essa homenagem vai, principalmente para a pernambucana arretada que proporcionou um momento raro que é o fato de ser finalista da natação depois de quase meio século:

Viva Joanna Maranhão!!!!!!!!!!!

Maria Maria
(Milton Nascimento & Fernando Brant)

Maria, Maria é um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, Maria é o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive apenas agüenta
Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo essa marca
Maria, Maria mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania de ter fé na vida


Mulheres de Atenas
(Chico Buarque - Augusto Boal)

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam se banham com leite, se arrumam suas melenas
Quando fustigadas não choram se ajoelham, pedem, imploram mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quandos eles embarcam, soldados elas tecem longos bordados mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos querem arrancar violentos carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho costumam buscar o carinho de outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços quase sempre voltam pros braços de suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade nem defeito nem qualidade têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios o seu homem, mares, naufrágios lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas e as gestantes abandonadas não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem se conformam e se recolhem às suas novenas, serenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas

Um abraço para todas as mulheres do meu Brasil:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

domingo, agosto 15, 2004

Grandes Músicas 6

Hoje é dia de mostrar duas músicas que tem mensagens interessantes e que devemos seguir para que o mundo seja mais fácil de se viver...
A primeira ficou conhecida na voz de Zizi Possi e foi composta por Gilberto Gil e João Donato e é uma das mais belas letras, assim como a segunda que tem uma versão muito legal com Bethânia e foi composta por Almir Satter e Renato Texeira:

A Paz
(Gilberto Gil/ João Donato)

A paz invadiu o meu coração, de repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão arrancasse meus pés do chão
Onde um dia não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão, fez nascer um Japão na paz
Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós
Que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz
Eu vim, vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ais


Tocando em Frente
(Almir Sater/Renato Teixeira)

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe,
Eu só levo a certeza de que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor prá poder pulsar
É preciso paz prá poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu sou
Estrada eu vou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a própria história
E cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz


Um abraço e deixem o seu comentário:

Beto L. Carvalho

sábado, agosto 14, 2004

O Comentário é Aqui e Agora

Para comentar sobre o blog é só clicar em comments e deixar a sua opinião...

Um abraço:

Beto L. Carvalho

Haloscan commenting and trackback have been added to this blog.

Grandes Músicas 5

Hoje eu queria colocar duas músicas que tem uma história interessante, a primeira é na verdade um poema de Vinicius de Moraes que foi musicado por Gerson Conrad, músico do grupo Secos e Molhados e ficou imortalizada por este grupo que tinha como sua voz Ney Matogrosso e as novas gerações quando escutam, pensam que é uma música dele, a segunda é uma música do Cazuza que ficou tem duas versões com ele e uma com Caetano Veloso, que enganou o próprio pai do Cazuza que não acreditou que a aquela versão voz e violão feita pelo baiano era do seu filho, pois essa música na época do Barão Vermelho era um rock agitado e acabou inspirando o autor num dos últimos gravar ela numa versão mais calma vamos para elas:

Rosa de Hiroshima
(Gerson Conrad e V. de Moraes)

Pense nas crianças mudas, telepáticas
Pense nas meninas cegas, inexatas
Pense nas mulheres, rotas alteradas
Pense nas feridas como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radiotiva, estúpida inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfumeSem rosa, sem nada

Todo o amor que houver nesta vida
(Cazuza)

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia
E se eu achar a sua fonte escondida
Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

sexta-feira, agosto 13, 2004

Grandes Músicas 4

Hoje as músicas foram compostas por um autor que ficou marcado pela resistência contra a ditadura militar:

Geraldo Vandré

São duas obras primas, a primeira composta somente por ele e a segunda em parceria com Geraldo Azevedo e viraram hinos dessa resistência a um regime que oprimia e não dava liberdade para a sociedade:


Para Não Dizer que Não Falei das Flores
(Geraldo Vandré)


Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações

Pelas ruas marchando indecisos cordões A
inda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhão
Há soldados armados, amados ou não

Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão
Nas escolas, nas ruas, campos, construções

Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão

A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Canção da Despedida
Geraldo Azevedo/Geraldo Vandré

Já vou embora mas sei que vou voltar
Amor não chora se eu volto é pra ficar
Amor não chora que a hora é de deixar
O amor de agora pra sempre ele ficar
Eu quis ficar aqui mas não podia
O meu caminho a ti não conduzia
Um rei mal coroado não queria
O amor em seu reinado

Pois sabia não ia ser amado
Amor não chora eu volto um dia
O rei velho e cansado já morria
Perdido em seu reinado sem Maria
Quando me despedia no meu canto lhe dizia


Espero que isso seja só um passado do Brasil...

Um abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quinta-feira, agosto 12, 2004

Grandes Músicas 3

Hoje tem mais duas concorrentes para a eleição da semana que vem da melhor música na opinião de vocês...
Uma delas é um verdadeiro clássico da música brasileira e tem duas gravações definitivas, uma com o autor Peninha e outra com Caetano Veloso e a outra é uma música dessa nova fase da MPB que eu descobri ouvindo Renato Braz e depois escutei com Consuelo de Paula e foi composta por Mário Gil e Paulo César Pinheiro e é uma letra forte, mas belíssima:

Sonhos
(Peninha)
Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo
De repente eu me vi assim completamente seu
Vi a minha força amarrada no seu passo vi que sem você não há caminho
Eu nem me acho eu vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia
Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha mais pureza, mais carinho,
Mais calma, mais alegria no meu jeito de me dar
Quando a canção se fez mais forte, mais sentida quando a poesia fez folia em minha vida
Você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa
Mas não tem revolta, não
Eu só quero que você se encontre, ter saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio a esperança é um dom que eu tenho em mim
Não tem desespero, não você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz

Anabela
(Mário Gil e Paulo César Pinheiro)
No porto de vila velha vi Anabela chegar

Olho de chama de vela, cabelo de velejar, pele de fruta cabocla com a boca de cambucá
Seios de agulha de bússola na trilha do meu olhar fui ancorando nela naquela ponta de mar
No pano do meu veleiro veio Anabela deitar vento eriçava o meu pelo
Queimava em mim seu olhar seu corpo de tempestade rodou meu corpo no ar
Com mãos de rodamoinho fez o meu barco afundar
Eu que pensei que fazia daquele ventre meu cais
Só percebi meu naufrágio quando era tarde demais
Vi Anabela partindo pra não voltar nunca mais

Por hoje é só, o meu abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quarta-feira, agosto 11, 2004

Grandes Músicas 2

Continuando a apresentação das músicas que considero as mais interessantes da música brasileira, hoje eu vou apresentar dois grandes sucessos que vão ficar marcados para sempre na minha vida, e elas foram compostas por Chico Buarque e Milton Nascimento e Renato Teixeira, respectivamente:

Cálice
(Chico Buarque/ Milton Nascimento)
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito silêncio na cidade não se escuta
De que nem me vale ser filho da santa melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa atordoado, eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda de muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo de que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel me embriagar até que alguém me esqueça

ROMARIA (Renato Teixeira)
É de sonho e de pó o destino de um só feito eu

Perdido em pensamentos sobre o meu cavalo é de laço e de nó
De gibeira e jiló dessa vida cumprida a sol
Sou caipira pira pora Nossa Senhora de Aparecida

Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
Sou caipira pira pora Nossa senhora de Aparecida Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
O meu pai foi peäo, minha mäe solidäo

Meus irmäos perderam-se na vida em busca de aventuras
Descansei, joguei, investi desisti se há sorte eu näo sei, nunca vi
Me disseram porém, que eu viesse aqui

Pra pedir de romaria e prece paz nos desaventos
Como eu näo sei rezar só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar

Vão escolhendo a sua preferida que semana que vem tem eleição...

Um abraço fraterno:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

terça-feira, agosto 10, 2004

Grandes Músicas

Começo hoje uma série sobre músicas que considero as mais belas da MPB e gostaria de fazer uma eleição com todos que frequentam o blog para saber qual a mais interessante...
Nesse primeiro dia eu começo com uma do Cazuza e uma dos Engenheiros do Hawaii que na minha época da adolescente eram as músicas da minha cabeceira:

Essa eu já coloquei no blog sobre o filme de Cazuza mas é uma música que vale a pena relembrar:

Codinome Beija-Flor
(Reinaldo Árias / Cazuza / Ezequiel Neves )
Pra que mentir fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor a emoção acabou
Que coincidência é o amor a nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação pra desfilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel devagarinho flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Que só eu que podia dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

A segunda tem um verso que para quem tem personalidade devem ter como frase da vida:

Somos Quem Podemos Ser
(Humberto Gessinger)
Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão(Uma estrela de brilho raro um disparo para um coração)
A vida imita o vídeo garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento um momento de embriaguez
"Somos quem podemos ser sonhos que podemos ter"
Um dia me disseram quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum(Como um dia depois do outro como um dia, um dia comum)
A vida imita o vídeo garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento um momento de embriaguez
"Somos quem podemos ser sonhos que podemos ter"
Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão
"Quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida também tem"
"Somos quem podemos ser sonhos que podemos ter"

Então durante essa semana eu irei indicar as músicas e na próxima irei pedir para a votarem as melhor delas...

Um abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

segunda-feira, agosto 09, 2004

O Homem dos Menestréis

"Se fosse resolver iria te dizer foi minha agonia..."

É com esse verso da música "Agonia" que eu começo minha homenagem de hoje :

Oswaldo Montenegro

Ele é um compositor, cantor, diretor e tantas outras atividades...
Apareceu no inicio da década de 8o no festival MPB Shell num ano com esa música acima e no outro com outra que eu considero uma das mais belas letras da nossa música, "Bandolins" que vem mais abaixo encerrando a homenagem.
Eu gostaria de citar um disco que é uma obra prima, onde ele canta a obra de Chico Buarque no formato Voz e Violões e é chamado de "Seu Francisco", procurem que não vão se arrepender...

Maiores Informações:

http://www.oswaldomontenegro.com.br
http://www.omol.com.br/

Esse segundo link é para o site do fã clube e é muito legal também para se navegar...

E como falei acima ai vai a letra dessa música que é o grande clássico dele:

BANDOLINS
(Oswaldo Montenegro)
Como fosse um par que nessa valsa triste se desenvolvesse
Ao som dos bandolins e como não e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo se rodopiando ao som dos bandolins
Como fosse um lar seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite caminhava assim
E como um par o vento e a madrugada iluminavam a fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança que entra na roda a noite está no fim,
E ela valsando só na madrugada se julgando amada ao som dos bandolins

Um abraço:

Beto L. Carvalho

domingo, agosto 08, 2004

O Pai Musical

Hoje é o dia dos pais e por isso eu escolhi um pai de uma familia musical para homenagear não só Seu Gerson, meu pai que admira ele, mas todos os pais:

Dorival Caymmi

Baiano pai de três filhos, Dori, Nana e Danilo que nos 90 anos de seu pai completados em abril lançaram um disco maravilhoso, só com músicas dele:

Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo

Este disco é uma das obras primas que ainda se faz aqui no Brasil...
Eu gostaria de terminar a homenagem com uma música que começou a ser composta aqui em Recife em 1941 e é uma declaração de amor a cultura pernambucana feita por um grande baiano:

Dora
(Dorival Caymmi)
Dora, rainha do frevo e do maracatu

Dora, rainha cafuza de um maracatu
Te conheci no Recife dos rios cortado de pontes
Dos bairros das fontes coloniais
Dora, chamei, ô Dora ô Dora
Eu vim à cidade pra ver meu bem passar
Ô Dora, agora no meu pensamento eu te vejo
Requebrando pra cá e hora pra lá
Meu bem os clarins da banda militar tocam para anunciar
Sua Dora agora vai passar venham ver o que é bom
Ô Dora, rainha do frevo e do maracatu
Ninguém requebra nem dança melhor do que tu
Ô, Dora, rainha do frevo e do maracatu
Ninguém requebra nem dança melhor do que tu
Ô Dora, ô Dora

Dora rainha do frevo e do maracatu
Dora, rainha cafuza de um maracatu do maracatu
Dora, rainha do maracatu...

Feliz Dia dos Pais para todos, principalmente para Seu Gerson

Um grande abraço:

Beto L. Carvalho

sábado, agosto 07, 2004

A Música que vem do Mangue

A cultura Pernambucana é muito rica e nós temos que nos orgulhar dela e com isso eu venho homenagear um dos ícones da nova geração:

Chico Science e Nação Zumbi

Banda surgida na década de 90 no auge do Movimento Mangue, que além deles tenha a mundo livre s/a que revolucionaram o regionalismo dando um toque de rock a esses elementos culturais com uma roupagem que fez até Paralamas do Sucesso abrir show para eles na Europa...
A banda sofreu um baque muito grande quando em 1997 seu vocalista Chico Science morreu num acidente de carro em Olinda nas vésperas do carnaval daquele ano, mas o resto da banda continuou só com o nome Nação Zumbi e hoje continua como uma das bandas mais respeitadas do cenário musical brasileiro...
A sua discografia é a seguinte:

Da Lama ao Caos 1994 Chaos/Sony Music
Afrociberdelia 1996 Chaos/Sony Music
CSNZ (duplo) 1997 Chaos / Sony Music
Rádio S.AMB.A 2000 YBrasil Music
Nação Zumbi 2002 Trama

Viva Chico Science, Zapatta e Sandino

Agora, um dos principais sucessos deles que já foi gravado também pelo Paralamas:

Manguetown
(Chico Science/ Lucio Maia / Dengue)


Estou enfiado na lama, é um bairro sujo
Onde os urubus têm casas e eu não tenho asas
Mas estou aqui em minha casa, onde os urubus têm asas
Vou pintando, segurando as paredes no mangue do meu quintal
Manguetown
Andando por entre os becos, andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo da lama do Manguetown
Andando por entre os becos, andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo da lama do Manguetown
Esta noite sairei,vou beber com meus amigos
E com asas que os urubus me derem ao dia
Eu voarei por toda a periferia
Vou sonhando com a mulher que talvez eu possa encontrar
Ela também vai andar na lama do meu quintal; Manguetown
Andando por entre os becos, andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo da lama do Manguetown...
Fui no Mangue catar lixo pegar um caranguejo
Conversar com urubu

"Eu vim com a Nação Zumbi ao seu ouvido Falar..."

Saúdo todos com o meu abraço:

Beto L. Carvalho