O Samba está voltando aqui no blog com a presença de um artista que viveu 98 anos sempre com uma imagem de malandro...
O samba de breque o tem como principal representante e esse senhor mostrou junto com Bezerra da Silva e Dicró como é fazer esse tipo de música...
Seu Moreira da Silva ou Kid Morengueira deixou saudade em todos que curtem música brasileira...
No titulo tem um link para uma página na internet onde tem um histórico do Kid...
As músicas de hoje fizeram sucesso na voz dele e a última que é um clássico de Chico Buarque também fez parte do seu repertório:
(Billy Blanco)
Na gafieira
(Wílson Batista e Geraldo Pereira)
Ao leres esta, hás de te lembrar,
Daquela grana que eu te emprestei,
Quando estavas mal de vida, e nunca te cobrei.
Hoje estás bem, e eu me encontro em apuros,
Espero receber, e pode ser sem juros.
Este é o motivo pelo qual te escrevi.
Agora quero que saibas, como me lembrei de ti:
Conjeturando sobre a minha sorte,
Transportei-me em pensamentos ao pólo Norte.
E lá chegando sobre aquelas regiões,
Vá vendo só quais as minhas condições…
Morto de fome, de frio e sem abrigo,
Sem encontrar em meu caminho um só amigo.
Eis que de repente, vi surgir na minha frente,
Um grande urso, apavorado me senti.
E ao vê-lo caminhando sobre o gelo,
Porque não dizê-lo, foi que me lembrei de ti.
Espero que mandes, pelo portador,
O que não é nenhum favor, estou te cobrando o que é meu.
Sem mais, queiras aceitar um forte abraço
Deste que muito te favoreceu.
Eu não sou filho de judeu, Dá cá o meu.
(Chico Buarque)
Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
Não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central
Carpe Diem













