quinta-feira, agosto 19, 2004

O Canto e o Ministério

Hoje eu vou atender um pedido de uma amiga recente da faculdade, Marcela Bittencourt , que me sugeriu o nosso Ministro da Cultura que é um dos maiores artistas que temos aqui no Brasil:

Gilberto Gil

Baiano, formou com Caetano, Bethânia e Gal Costa o grupo Doces Bárbaros, participou da tropicália, foi exilado e compôs clássicos que certamente estarão entre as escolhidas na eleição...
Eu procurei colocar uma música que não estivesse na possibilidade de ser uma dessas, pois sei que tem pelo menos uma dele que vai entrar na escolha né?
Essa música foi uma das primeiras que escutei quando passei a me interessar por MPB:

Tempo Rei
(Gilberto Gil)

Não me iludo tudo permanecerá do jeito que tem sido
Transcorrendo transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
Pães de Açúcar, Corcovados
Fustigados pela chuva e pelo eterno vento
Água mole, pedra dura
Tanto bate que não restará nem pensamento
Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei
Pensamento, mesmo o fundamento singular do ser humano
De um momento para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos
Mães zelosas, pais corujas
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam, não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar por um segundo
Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei


Maiores informações você consegue no site:

http://www.gilbertogil.com.br

E a eleição já começou, estou recebendo os primeiros e-mails... Só recordando:

Escolha as dez músicas nacionais da sua vida e me mande um e-mail para o endereço abaixo para que a partir de 27/09 possamos homenagear as mais votadas...

blcarvalho@click21.com.br

Um abraço e votem:

Beto L. Carvalho

quarta-feira, agosto 18, 2004

Eleição

Aproveitando o momento das eleições resolvi fazer uma aqui no blog para escolher as músicas que mais marcaram a vida de todos vocês que são meus amigos e estão aqui comigo neste espaço que é de todos...
Como vai funcionar a votação:

Gostaria que cada pessoa que visitar o blog me mande um e-mail com as dez músicas da sua vida, nacionais claro...
As dez mais votadas irão ser colocadas em uma semana, cada dia serão publicadas duas, como já venho fazendo...
É muito importante que todos participem para que a cultura brasileira seja difundida com mais força;
A votação irá durar um mês e pouco, se encerrando no dia 25/09, um sábado para que na segunda 27/09 que é o meu aniversário já se inicie a divulgação das vencedoras.
Não se esqueçam de divulgar essa eleição para que mais pessoas tenham direito de dar sua opinião...
Não prometo nenhum prêmio, mas se alguem se habilitar em dar algum presente para sortear não hesitarei em aceitar...
Para manter a tradição de sempre divulgar algum artista, eu vou colocar uma música que marcou minha vida num momento muito especial:

Rua Ramalhete
(Tavito/Ney Azambuja)
Sem querer fui me lembrar
De uma rua e seus ramalhetes
O amor anotado em bilhetes
Daquelas tardes
No muro do Sacré-Coeur,
De uniforme e olhar de rapina,
Nossos bailes no clube da esquina,
Quanta saudade!
Muito prazer, vamos dançar
Que eu vou falar no seu ouvido
Coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido,
Vamos deixar tudo rolar;
E o som dos Beatles na vitrola.
Será que algum dia eles vêm aí
Cantar as canções que a gente quer ouvir


Um abraço e opinem:

Beto L. Carvalho

terça-feira, agosto 17, 2004

Grandes Músicas 8

Encerrando essa série de músicas especiais, eu gostaria de colocar um tema que vira e mexe a MPB trata que é a relação familiar e dois grandes exemplos estão aqui; A primeira é uma música de Belchior que ficou imortalizada por Elis Regina e a segunda é uma das músicas de maior sucesso do Legião Urbana e as duas trazem com muita propriedade esse relacionamento entre os pais e seus filhos:

Como nossos Pais
(Belchior)
Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu viv ie tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina, na rua
É que se fez o seu braço,O seu lábio e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
E eu sei de tudo na ferida, Viva, do meu coração
Já faz tempo eu vi você na rua cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém.
Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando
Mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado
E que não vê que o novo sempre vem
Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus contando o vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!

Pais e Filhos
(Legião Urbana)
Estátuas e cofres, e paredes pintadas, ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar, nada é fácil de entender
Dorme agora:É só o vento lá fora
Quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo só vou voltar depois das três
Meu filho vai ter nome de santo, quero o nome mais bonito
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
Porque se você parar para pensar, na verdade não há
Me diz porque é que o céu é azul, me explica a grande fúria do mundo
São meus filhos que tomam conta de mim
Eu moro com a minha mãe mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém, eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais eu moro com meus pais.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã,
Porque se você parar para pensar, na verdade não há.
Sou uma gota d'água, sou um grão de areia.
Você diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo e isso é absurdo:
São crianças como você o que você vai ser quando você crescer?

E amanhã eu tenho uma novidade, e comentem...

Um abraço meu povo:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

segunda-feira, agosto 16, 2004

Grandes Músicas 7

No penúltimo dia das músicas não poderia de deixar de entrar no espírito olímpico e homenagear as mulheres do meu Brasil, já que temos a maior delegação feminina da história com quase metade do total de atletas participantes e assistindo um dos comerciais eu tive a inspiração para as músicas de hoje, a primeira é um clássico do Milton Nascimento e a segunda do Chico Buarque e Augusto Boal é a que fala exatamente sobre a força que as mulheres de onde as Olimpíadas está sendo realizada possuem;
Essa homenagem vai, principalmente para a pernambucana arretada que proporcionou um momento raro que é o fato de ser finalista da natação depois de quase meio século:

Viva Joanna Maranhão!!!!!!!!!!!

Maria Maria
(Milton Nascimento & Fernando Brant)

Maria, Maria é um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, Maria é o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive apenas agüenta
Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo essa marca
Maria, Maria mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania de ter fé na vida


Mulheres de Atenas
(Chico Buarque - Augusto Boal)

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam se banham com leite, se arrumam suas melenas
Quando fustigadas não choram se ajoelham, pedem, imploram mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quandos eles embarcam, soldados elas tecem longos bordados mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos querem arrancar violentos carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho costumam buscar o carinho de outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços quase sempre voltam pros braços de suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade nem defeito nem qualidade têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios o seu homem, mares, naufrágios lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas e as gestantes abandonadas não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem se conformam e se recolhem às suas novenas, serenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas

Um abraço para todas as mulheres do meu Brasil:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

domingo, agosto 15, 2004

Grandes Músicas 6

Hoje é dia de mostrar duas músicas que tem mensagens interessantes e que devemos seguir para que o mundo seja mais fácil de se viver...
A primeira ficou conhecida na voz de Zizi Possi e foi composta por Gilberto Gil e João Donato e é uma das mais belas letras, assim como a segunda que tem uma versão muito legal com Bethânia e foi composta por Almir Satter e Renato Texeira:

A Paz
(Gilberto Gil/ João Donato)

A paz invadiu o meu coração, de repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão arrancasse meus pés do chão
Onde um dia não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão, fez nascer um Japão na paz
Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós
Que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz
Eu vim, vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ais


Tocando em Frente
(Almir Sater/Renato Teixeira)

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe,
Eu só levo a certeza de que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor prá poder pulsar
É preciso paz prá poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu sou
Estrada eu vou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a própria história
E cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz


Um abraço e deixem o seu comentário:

Beto L. Carvalho

sábado, agosto 14, 2004

O Comentário é Aqui e Agora

Para comentar sobre o blog é só clicar em comments e deixar a sua opinião...

Um abraço:

Beto L. Carvalho

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Grandes Músicas 5

Hoje eu queria colocar duas músicas que tem uma história interessante, a primeira é na verdade um poema de Vinicius de Moraes que foi musicado por Gerson Conrad, músico do grupo Secos e Molhados e ficou imortalizada por este grupo que tinha como sua voz Ney Matogrosso e as novas gerações quando escutam, pensam que é uma música dele, a segunda é uma música do Cazuza que ficou tem duas versões com ele e uma com Caetano Veloso, que enganou o próprio pai do Cazuza que não acreditou que a aquela versão voz e violão feita pelo baiano era do seu filho, pois essa música na época do Barão Vermelho era um rock agitado e acabou inspirando o autor num dos últimos gravar ela numa versão mais calma vamos para elas:

Rosa de Hiroshima
(Gerson Conrad e V. de Moraes)

Pense nas crianças mudas, telepáticas
Pense nas meninas cegas, inexatas
Pense nas mulheres, rotas alteradas
Pense nas feridas como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radiotiva, estúpida inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfumeSem rosa, sem nada

Todo o amor que houver nesta vida
(Cazuza)

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia
E se eu achar a sua fonte escondida
Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

sexta-feira, agosto 13, 2004

Grandes Músicas 4

Hoje as músicas foram compostas por um autor que ficou marcado pela resistência contra a ditadura militar:

Geraldo Vandré

São duas obras primas, a primeira composta somente por ele e a segunda em parceria com Geraldo Azevedo e viraram hinos dessa resistência a um regime que oprimia e não dava liberdade para a sociedade:


Para Não Dizer que Não Falei das Flores
(Geraldo Vandré)


Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações

Pelas ruas marchando indecisos cordões A
inda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhão
Há soldados armados, amados ou não

Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão
Nas escolas, nas ruas, campos, construções

Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão

A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Canção da Despedida
Geraldo Azevedo/Geraldo Vandré

Já vou embora mas sei que vou voltar
Amor não chora se eu volto é pra ficar
Amor não chora que a hora é de deixar
O amor de agora pra sempre ele ficar
Eu quis ficar aqui mas não podia
O meu caminho a ti não conduzia
Um rei mal coroado não queria
O amor em seu reinado

Pois sabia não ia ser amado
Amor não chora eu volto um dia
O rei velho e cansado já morria
Perdido em seu reinado sem Maria
Quando me despedia no meu canto lhe dizia


Espero que isso seja só um passado do Brasil...

Um abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quinta-feira, agosto 12, 2004

Grandes Músicas 3

Hoje tem mais duas concorrentes para a eleição da semana que vem da melhor música na opinião de vocês...
Uma delas é um verdadeiro clássico da música brasileira e tem duas gravações definitivas, uma com o autor Peninha e outra com Caetano Veloso e a outra é uma música dessa nova fase da MPB que eu descobri ouvindo Renato Braz e depois escutei com Consuelo de Paula e foi composta por Mário Gil e Paulo César Pinheiro e é uma letra forte, mas belíssima:

Sonhos
(Peninha)
Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo
De repente eu me vi assim completamente seu
Vi a minha força amarrada no seu passo vi que sem você não há caminho
Eu nem me acho eu vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia
Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha mais pureza, mais carinho,
Mais calma, mais alegria no meu jeito de me dar
Quando a canção se fez mais forte, mais sentida quando a poesia fez folia em minha vida
Você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa
Mas não tem revolta, não
Eu só quero que você se encontre, ter saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio a esperança é um dom que eu tenho em mim
Não tem desespero, não você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz

Anabela
(Mário Gil e Paulo César Pinheiro)
No porto de vila velha vi Anabela chegar

Olho de chama de vela, cabelo de velejar, pele de fruta cabocla com a boca de cambucá
Seios de agulha de bússola na trilha do meu olhar fui ancorando nela naquela ponta de mar
No pano do meu veleiro veio Anabela deitar vento eriçava o meu pelo
Queimava em mim seu olhar seu corpo de tempestade rodou meu corpo no ar
Com mãos de rodamoinho fez o meu barco afundar
Eu que pensei que fazia daquele ventre meu cais
Só percebi meu naufrágio quando era tarde demais
Vi Anabela partindo pra não voltar nunca mais

Por hoje é só, o meu abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quarta-feira, agosto 11, 2004

Grandes Músicas 2

Continuando a apresentação das músicas que considero as mais interessantes da música brasileira, hoje eu vou apresentar dois grandes sucessos que vão ficar marcados para sempre na minha vida, e elas foram compostas por Chico Buarque e Milton Nascimento e Renato Teixeira, respectivamente:

Cálice
(Chico Buarque/ Milton Nascimento)
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito silêncio na cidade não se escuta
De que nem me vale ser filho da santa melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa atordoado, eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda de muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo de que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel me embriagar até que alguém me esqueça

ROMARIA (Renato Teixeira)
É de sonho e de pó o destino de um só feito eu

Perdido em pensamentos sobre o meu cavalo é de laço e de nó
De gibeira e jiló dessa vida cumprida a sol
Sou caipira pira pora Nossa Senhora de Aparecida

Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
Sou caipira pira pora Nossa senhora de Aparecida Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
O meu pai foi peäo, minha mäe solidäo

Meus irmäos perderam-se na vida em busca de aventuras
Descansei, joguei, investi desisti se há sorte eu näo sei, nunca vi
Me disseram porém, que eu viesse aqui

Pra pedir de romaria e prece paz nos desaventos
Como eu näo sei rezar só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar

Vão escolhendo a sua preferida que semana que vem tem eleição...

Um abraço fraterno:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

terça-feira, agosto 10, 2004

Grandes Músicas

Começo hoje uma série sobre músicas que considero as mais belas da MPB e gostaria de fazer uma eleição com todos que frequentam o blog para saber qual a mais interessante...
Nesse primeiro dia eu começo com uma do Cazuza e uma dos Engenheiros do Hawaii que na minha época da adolescente eram as músicas da minha cabeceira:

Essa eu já coloquei no blog sobre o filme de Cazuza mas é uma música que vale a pena relembrar:

Codinome Beija-Flor
(Reinaldo Árias / Cazuza / Ezequiel Neves )
Pra que mentir fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor a emoção acabou
Que coincidência é o amor a nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação pra desfilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel devagarinho flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Que só eu que podia dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

A segunda tem um verso que para quem tem personalidade devem ter como frase da vida:

Somos Quem Podemos Ser
(Humberto Gessinger)
Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão(Uma estrela de brilho raro um disparo para um coração)
A vida imita o vídeo garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento um momento de embriaguez
"Somos quem podemos ser sonhos que podemos ter"
Um dia me disseram quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum(Como um dia depois do outro como um dia, um dia comum)
A vida imita o vídeo garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento um momento de embriaguez
"Somos quem podemos ser sonhos que podemos ter"
Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão
"Quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida também tem"
"Somos quem podemos ser sonhos que podemos ter"

Então durante essa semana eu irei indicar as músicas e na próxima irei pedir para a votarem as melhor delas...

Um abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

segunda-feira, agosto 09, 2004

O Homem dos Menestréis

"Se fosse resolver iria te dizer foi minha agonia..."

É com esse verso da música "Agonia" que eu começo minha homenagem de hoje :

Oswaldo Montenegro

Ele é um compositor, cantor, diretor e tantas outras atividades...
Apareceu no inicio da década de 8o no festival MPB Shell num ano com esa música acima e no outro com outra que eu considero uma das mais belas letras da nossa música, "Bandolins" que vem mais abaixo encerrando a homenagem.
Eu gostaria de citar um disco que é uma obra prima, onde ele canta a obra de Chico Buarque no formato Voz e Violões e é chamado de "Seu Francisco", procurem que não vão se arrepender...

Maiores Informações:

http://www.oswaldomontenegro.com.br
http://www.omol.com.br/

Esse segundo link é para o site do fã clube e é muito legal também para se navegar...

E como falei acima ai vai a letra dessa música que é o grande clássico dele:

BANDOLINS
(Oswaldo Montenegro)
Como fosse um par que nessa valsa triste se desenvolvesse
Ao som dos bandolins e como não e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo se rodopiando ao som dos bandolins
Como fosse um lar seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite caminhava assim
E como um par o vento e a madrugada iluminavam a fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança que entra na roda a noite está no fim,
E ela valsando só na madrugada se julgando amada ao som dos bandolins

Um abraço:

Beto L. Carvalho

domingo, agosto 08, 2004

O Pai Musical

Hoje é o dia dos pais e por isso eu escolhi um pai de uma familia musical para homenagear não só Seu Gerson, meu pai que admira ele, mas todos os pais:

Dorival Caymmi

Baiano pai de três filhos, Dori, Nana e Danilo que nos 90 anos de seu pai completados em abril lançaram um disco maravilhoso, só com músicas dele:

Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo

Este disco é uma das obras primas que ainda se faz aqui no Brasil...
Eu gostaria de terminar a homenagem com uma música que começou a ser composta aqui em Recife em 1941 e é uma declaração de amor a cultura pernambucana feita por um grande baiano:

Dora
(Dorival Caymmi)
Dora, rainha do frevo e do maracatu

Dora, rainha cafuza de um maracatu
Te conheci no Recife dos rios cortado de pontes
Dos bairros das fontes coloniais
Dora, chamei, ô Dora ô Dora
Eu vim à cidade pra ver meu bem passar
Ô Dora, agora no meu pensamento eu te vejo
Requebrando pra cá e hora pra lá
Meu bem os clarins da banda militar tocam para anunciar
Sua Dora agora vai passar venham ver o que é bom
Ô Dora, rainha do frevo e do maracatu
Ninguém requebra nem dança melhor do que tu
Ô, Dora, rainha do frevo e do maracatu
Ninguém requebra nem dança melhor do que tu
Ô Dora, ô Dora

Dora rainha do frevo e do maracatu
Dora, rainha cafuza de um maracatu do maracatu
Dora, rainha do maracatu...

Feliz Dia dos Pais para todos, principalmente para Seu Gerson

Um grande abraço:

Beto L. Carvalho

sábado, agosto 07, 2004

A Música que vem do Mangue

A cultura Pernambucana é muito rica e nós temos que nos orgulhar dela e com isso eu venho homenagear um dos ícones da nova geração:

Chico Science e Nação Zumbi

Banda surgida na década de 90 no auge do Movimento Mangue, que além deles tenha a mundo livre s/a que revolucionaram o regionalismo dando um toque de rock a esses elementos culturais com uma roupagem que fez até Paralamas do Sucesso abrir show para eles na Europa...
A banda sofreu um baque muito grande quando em 1997 seu vocalista Chico Science morreu num acidente de carro em Olinda nas vésperas do carnaval daquele ano, mas o resto da banda continuou só com o nome Nação Zumbi e hoje continua como uma das bandas mais respeitadas do cenário musical brasileiro...
A sua discografia é a seguinte:

Da Lama ao Caos 1994 Chaos/Sony Music
Afrociberdelia 1996 Chaos/Sony Music
CSNZ (duplo) 1997 Chaos / Sony Music
Rádio S.AMB.A 2000 YBrasil Music
Nação Zumbi 2002 Trama

Viva Chico Science, Zapatta e Sandino

Agora, um dos principais sucessos deles que já foi gravado também pelo Paralamas:

Manguetown
(Chico Science/ Lucio Maia / Dengue)


Estou enfiado na lama, é um bairro sujo
Onde os urubus têm casas e eu não tenho asas
Mas estou aqui em minha casa, onde os urubus têm asas
Vou pintando, segurando as paredes no mangue do meu quintal
Manguetown
Andando por entre os becos, andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo da lama do Manguetown
Andando por entre os becos, andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo da lama do Manguetown
Esta noite sairei,vou beber com meus amigos
E com asas que os urubus me derem ao dia
Eu voarei por toda a periferia
Vou sonhando com a mulher que talvez eu possa encontrar
Ela também vai andar na lama do meu quintal; Manguetown
Andando por entre os becos, andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo da lama do Manguetown...
Fui no Mangue catar lixo pegar um caranguejo
Conversar com urubu

"Eu vim com a Nação Zumbi ao seu ouvido Falar..."

Saúdo todos com o meu abraço:

Beto L. Carvalho

sexta-feira, agosto 06, 2004

Calcanhotto ou Partimpim?

Estava numa loja de disco conversando com um amigo quando chegou para vender o novo disco da Adriana Calcanhotto e causou estranheza, pois o mesmo vinha com um nome diferente:

Adriana Partimpim

Alguns dias depois eu soube que era uma forma de fazer um trabalho diferenciado aos quais estavamos acostumados a escutar dela, ou seja, fazer um disco infantil que fosse para adultos...
Hoje eu queria fazer uma homenagem a essa gaúcha mostrando sua discografia que começa no inicio da década de 90 e segue até hoje com ela sendo uma das melhores cantoras dessa geração atual:

Enguiço 1990 Sony Music
Senhas 1992 Sony Music
A Fábrica do Poema 1994 Sony Music
Maritmo 1998 Sony Music
Público 2000 BMG
Público (DVD) 2000 BMG
Cantada 2002 BMG
Adriana Partimpim 2004 BMG

Maiores informações nos sites:

http://www.adrianacalcanhotto.com/
http://www.adrianapartimpim.com/

Entrem, pois é muito interessante a conversa que as duas Adrianas fazem no segundo site e para encerrar uma música desse último disco do Chico Buarque e Edu Lobo que expressa bem esse clima infanto-adulto...:

Ciranda da Bailarina
(Edu Lobo - Chico Buarque)
Procurando bem todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba só a bailarina que não tem
E não tem coceira berruga nem frieira

Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem todo mundo tem piolho ou tem cheiro de creolina

Todo mundo tem um irmão meio zarolho só a bailarina que não tem
Nem unha encardida nem dente com comida nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém todo mundo tem remela

Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina ou tem febre amarela só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente

Medo de cair, gente
Medo de vertigem quem não tem
Confessando bem todo mundo faz pecado

Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha bigode de groselha

Calcinha um pouco velha ela não tem
O padre também pode até ficar vermelho se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho só a bailarina que não tem
Sala sem mobília goteira na vasilha problema na família quem não tem


Essa música também foi um tema de um trabalho meu da faculdade no semestre passado...

Um abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quinta-feira, agosto 05, 2004

Saudade do Príncipe

Em 1990 a MPB perdia um dos grandes compositores da geração anos 70 e eu gostaria de fazer essa homenagem, já que fiz ao seu pai segunda feira:

Luiz Gonzaga Jr, o Gonzaguinha

Filho adotivo do Rei do Baião é autor de obras primas que eu faço questão de selecionar para vocês:

Sangrando, Começaria Tudo Outra Vez, Guerreiro Menino( Um Homem Também Chora), Ponto de Interrogação, O que é O que é, Espere por Mim Morena, Grito de Alerta, Explode Coração, É, E Vamos à Luta, Feliz, Lindo Lago do Amor, Mamão com Mel, Caminhos do Coração e tantas outras...

Maiores informações:

http://www.gonzaguinha.com.br/
http://gonzaguinha.technet.com.br/

Gostaria de encerrar com duas músicas que não são tão badaladas, mas que me marcaram muito e são duas belíssimas letras:

Semente do Amanhã (Nunca pare de sonhar)
(Gonzaguinha)

Ontem o menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã
Para não ter medo que esse tempo vai passar
Não se desespere
Nem pare de sonhar
Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida
Fé no homem
Fé no que virá
Nós podemos tudo
Nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

Redescobrir
(Gonzaguinha)

Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia
Como um animal que sabe da floresta, perigosa
Redescobrir o sal que está na própria pele, macia
Redescobrir o doce no lamber das línguas, macias
Redescobrir o gosto e o sabor da festa, magia
Vai o bicho homem fruto da semente, memória
Renascer da própria força, própria luz e fé, memória
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós, história
Somos a semente, ato, mente e voz, magia
Não tenha medo, meu menino bobo, memória
Tudo principia na própria pessoa, beleza
Vai como a criança que não teme o tempo, mistério
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor, magia
Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia

Minhas Saudações:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

quarta-feira, agosto 04, 2004

Um Violão Amigo

Hoje eu queria cumprir uma promessa feita a um grande músico pernambucano de que ia homenagear o seu trabalho aqui no blog:

Claudio Almeida

Pernambucano de Pesqueira, ele é considerado um dos grandes músicos e arranjadores aqui do estado e já tocou com vários nomes da MPB, como Alceu, Elba, Geraldo Azevedo, Zeca Baleiro, entre outros...
Na sua discografia ele já tem dois discos e, puxando a sardinha para o meu lado ajudei a divulgar o primeiro, pois trabalhava na Music Store do Shopping Recife e sugeri a ele trazer um banner para mostrar que nós tinhamos um artista instrumental de qualidade, e com isso vendemos o disco com mais frequência e virou um CD carro chefe do estilo na loja...:

Claudio Almeida
Alma Pernambucana

Nesse segundo tenho uma modesta participação, já que sugeri a gravação das Bachianas de Villa Lobos, pois era dicifil se achar uma gravação com violão... Eita que hoje eu tô modesto que só...
Mas eu gostaria de dizer para quem gosta de música de qualidade pode procurar o disco nas lojas ou então pelo e-mail:

clalm@elogica.com.br

No mês passado foi publicada uma matéria no Correio Braziliense falando sobre o segundo disco e o mais nos orgulha é que o crítico Plácido Fernandes faz uma verdadeira exaltação e com isso Claudio recebeu encomendas de todo o país, até do exterior, é por isso que devemos valorizar o que é nosso, pois o pessoal de fora já descobriu...
Para encerrar, apesar de estar falando em música instrumental, tem uma núsica para encerrar esta homenagem, que é uma do primeiro disco, um arranjo diferente dela com a participação de outro amigo César Michilles no sax, nesse primeiro disco ainda tem uma versão para o Bolero de Ravel com um arranjo de Maracatu que é de primeira linha;

Hino do Elefante de Olinda
Clídio Nigro
Ao som dos clarins de Momo

O povo aclama com todo ardor
O Elefante exaltando suas tradições
E também seu esplendor
Olinda, esse meu canto é inspirado em teu louvor
Entre confetes e serpentinas venho te oferecer, com alegria, o meu amor
Olinda, quero cantar

A ti esta canção
Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor, a sonhar
Em Olinda sem igual
Salve o teu carnaval

Um forte abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

terça-feira, agosto 03, 2004

A Sobrinha

Hoje eu vou encerrar a trilogia sobre a família Velloso e vou homenagear a sobrinha de Caetano e Bethânia:

Belô Velloso

Essa baiana precisa ser descoberta pelo grande público, pois é uma das melhores cantoras da nova geração e infelizmente o grande público não tem acesso; Sua discografia é:

Belô Velloso 1996
Um Segundo 1997
Marés 1999
Acústico 2000
Acústico com Clip 2001
Pegue ou Largue 2002

A música escolhida para encerrar é uma de Chico Buarque:

Você vai me seguir
(Chico Buarque - Ruy Guerra)
Você vai me seguir

Aonde quer que eu vá
Você vai me servir
Você vai se curvar
Você vai resistir
Mas vai se acostumar
Você vai me agredir
Você vai me adorar
Você vai me sorrir
Você vai se enfeitar
E vem me seduzir
Me possuir, me infernizar
Você vai me trair
Você vem me beijar
Você vai me cegar
E eu vou consentir
Você vai conseguir
Enfim, me apunhalar
Você vai me velar
Chorar, vai me cobrir
E me ninar

Maiores informações:

http://www.belovelloso.com.br/

O meu abraço:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

segunda-feira, agosto 02, 2004

Saudade Do Rei

Quinze anos atrás o nordeste perdeu seu grande representante:

Luiz Gonzaga, O Rei do Baião

Eu sou um privilegiado de poder fazer essa homenagem aquele que durante décadas levou o sertão para esse mundo todo sempre com seu vozeirão característico, o seu chapéu de couro e a sua sanfona branca...
Não precisa falar muito, então vamos para a música que na minha opinião representa essa luta para mostra que o nordeste é capaz de se manter:

Vozes da seca
(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)
Seu doutô, os nordestinos, têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulistas nessa seca do sertão
Mas doutô, uma esmola a um homem que é são

Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão
É por isso que pedimos proteção a vosmicê,

Homi por nós escoído para as rédias do poder
Pois doutô, dos vinte estados temos oito sem chover,

Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem comer
Dê serviço a nosso povo, encha os rios de barragem

Dê comida a preço bom, não esqueça a açudagem
Livre assim nós da esmola que no fim dessa estiagem

Lhe pagamos até os juros sem gastar nossa coragem
Si o doutô fizer assim salva o povo do sertão

Se um dia a chuva vim que riqueza pra nação
Nunca mais nós pensa em seca vai dar tudo nesse chão,

Como vê nosso destino
Mecê tem na vossa mão Mecê tem na vossa mão

Viva Seu Luiz Gonzaga, O Rei do Baião!!!!

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
bl_carvalho@yahoo.com.br
blcarvalho@pop.com.br

domingo, agosto 01, 2004

A Mulher do Infinito Desejo

Depois de ontem falar sobre Caetano, hoje eu vou homenagear a sua irmã, que teve uma atitude corajosa de trocar uma gravadora multinacional por uma pequena, independente, estou falando de:

Maria Bethânia

Como seu irmão, vou colocar um site não oficial e também o da gravadora atual para que todos possam conhecer um pouco mais dessa cantora fenomenal:

http://www.mariabethania.hpg.ig.com.br/
http://www.biscoitofino.com.br/

E a homenagem se encera com uma música de Chico Buarque que na minha opinião não tem outra gravação, só a de Bethânia:

Olhos nos Olhos
(Chico Buarque)
Quando voce me deixou, meu bem

Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme
Quase enlouqueci
Mas depois como era de costume, obedeci
Quando voce me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que voce faz
Ao sentir que sem voce eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando sem mais nem porque
E tantas águas rolaram
Tantos homens me amaram bem mais e melhor que voce
Quando talvez precisar me mim
Voce sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que voce diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

Sem mais, um abraço:

Beto L. Carvalho
blcarvalho@pop.com.br
bl_carvalho@yahoo.com.br