terça-feira, dezembro 21, 2004

Uma Cantora que Canta com Alma

Entrem nesses sites, indicação desse blog:

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http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/http://www.m-musica.com/
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Uma cantora no dia de hoje:

Paula Lima

É uma cantora de São Paulo que apareceu primeiro no grupo Funk Como Le Gusta e seguiu carreira solo, sendo considerada pelos criticos como sendo uma das novas revelações da MPB...
Entrem no site oficial dela, é só clicar no titulo, para conhecer um pouco mais da sua carreira...
As músicas de hoje são dos dois discos dela e do disco do FCLG, sendo assim divididas, as duas primeiras são do primeiro disco, a terceira é do segundo e também com a banda e a quarta é uma regravação de um sucesso da Sandra de Sá com a banda e a participação da própria:

É Isso Aí
(Sidney Muller)
É Isso ai
E isso ai
Preparei uma roda de samba só pra ele
Mas se ele não sambar isso é problema dele
Entreguei um palpite seguro só pra ele
Mas se ele não jogar isso é problema dele
Isso é problema dele Isso é problema dele
Isso é problema dele Esse problema é só dele
Tô cansada de andar por ai curtindo o que não é
Preocupada em pintar uma jogada que da pé
Só que tem que eu to numa tão certa que ninguém me diz
Quem eu sou o que devo fazer o que eu não fiz
Separei um pedaço de bolo só pra ele
Mas se ele não provar isso é problema dele
Inventei na semana um domingo só pra ele
Se ele for trabalhar isso é problema dele
To cansada de andar por ai
Comprei roupa sandália e sapato só pra ele
Mas se ele não usar isso é problema dele
Aluguei uma roda gigante só pra ele
Mas se ele não rodar isso é problema dele


Quero Ver Você no Baile
(Seu Jorge/G Moura)
Quero ver você no baile
Pelo jeito você vem
Todo chique puro charme
Seu sorriso me faz bem 2x
Vem dançar esse balanço
É que meu coração
Já se descompassou
Vem agora não demora
Eu já estou na hora
O baile começou
Eu quero ver você no baile
Pelo jeito você vem
Todo chique puro charme(Style)
Seu sorriso me faz bem
Esperei toda semana
Você não me ligou e nem apareceu
Eu não sei o que é que eu faço
Já te deixei recado
Meu coração é seu
Eu quero ver você no baile
Pelo jeito você vem
Todo chique puro charme(Style)
Seu sorriso me faz bem

Eu quero ver você no baile
Pelo jeito você vem
Todo chique puro charme(Style)
Até de manhã


Meu Guarda Chuva
(Jorge Ben Jor)
Mas quando eu comecei a gostar de você
Você me abandonou
Agora chorar que é bom
Chorar que eu quero ver
Vai começar a chover
Só eu tenho o guarda chuva
Adivinha quem vai se molhar
Quem vai se molhar é você
Também pode chorar que eu não volto atrás
Pois no meu guarda chuva não te levo mais
Ninguém mais do que eu
Chorou, brigou por você
Ninguém mais do que eu
Sofreu, amou só você


Olhos Coloridos
(Macau)
Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Eu estou sempre na minha
E não posso mais fugir
Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Tá todo mundo baratinado
Também querem enrolar
Você ri da minha roupa
Você ri do meu cabelo
Você ri da minha pele
Você ri do meu sorriso
A verdade é que você,
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará crioulo


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

Alteração na Agenda

Uma alteração na agenda publicada dias atrás, o show será as 19:00, mas tem que chegar cedo hein galera...Posted by Hello

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Um Espetáculo de Natal

Os links para visitarem:

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http://www.pe-az.com.br/
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Acabei de chegar de um grande espetáculo:

O Baile do Menino Deus

Aproveitando o clima natalino tinha assistido esse trabalho muitos anos atrás e sempre tive vontade de rever, pois me marcou muito e essa oportunidade chegou nesse domingo à noite e não pensei duas vezes em ir assistir a história do nascimento de Jesus com a pitada da música regional...
A música ao vivo, com as participações do Geraldo Maia e da Kelly Benevides foi muito importante para a grandiosidade do trabalho sem esquecer dos dois corais o adulto Canto da Boca e o infantil Canto da Boquinha...
Quem tiver a oportunidade de assistir essa obra prima de Ronaldo Brito, Assis Lima que tem músicas dos dois com a parceria de Antônio Madureira, não percam, existirão mais duas apresentações no Marco Zero, nos dias 23 e 25 às 20:00
Como não existe um site sobre esta obra coloquei um link no titulo um conto do Ronaldo Brito para vocês verem como é um excelente escritor...
Teremos quatro músicas que fazem parte do espetáculo:

José e Maria
(Ronaldo Brito/ Antônio Madureira/ Assis Lima)
José Carpinteiro
Procura agasalho
As horas se passam
Já cantou o galo
Ninguém abre a porta
Naquela cidade
José entristece
Tão pobre e cansado.
José Carpinteiro

E a Virgem Maria
Procuram pousada
Numa estrebaria
A noite chegou
E a hora esperada
Maria suspira
Tão pobre e cansada.
José Carpinteiro

Achou agasalho
Maria descansa
Tão rica nas palhas
Belém abre as portas
Banhada de luz
A estrela já trouxe
O menino Jesus.

Baile do Menino Deus
(Ronaldo Brito/ Antônio Madureira/ Assis Lima)
Venham, estrela lua e sol
Neste sagrado momento
Bailar em grande recinto
Louvar belo nascimento
Dançar na roda do dia
Da noite e do firmamento.
Venham homens e pastoras

Crianças e os bichos também
A função já principia
Ao baile Deus menino vem
Nesta hora de alegria
Brincar é o que nos convém.
Senhores donos da casa

Jesus, José e Maria
O baile aqui não termina
O baile aqui principia
Do mesmo jeito que o sol
Se renova a cada dia
Da mesma forma que a lua
Quatro vezes se recria
Do mesmo tanto que a estrela
Repassa a rota e nos guia.
Cantar, dançar na folia

Todos vamos, vamos já
Caboclinhos e CiganaBoi, Burrinha e Jaraguá
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar.

Santos Reis do Oriente
(Ronaldo Brito/ Antônio Madureira/ Assis Lima)
Quando entro nesta sala

Que do Oriente vi
Falo meu nome, mais nada.
Sou rei de raça

Sou rei de Congo
É minha graça.
Quando entro nesta sala

Que do Oriente vi
Falo meu nome, mais nada.
Sou rei de caça

Sou rei de flecha
É minha arma.
Quando entro nesta sala

Que do Oriente vi
Falo meu nome, mais nada.
Sou rei de praça

De capa e espada
Rei de jornada.
Somos reis na terra

Somos reis no mar
Os pés do Menino
Viemos beijar.
Somos reis na terra

Somos reis no mar
Rei maior, Menino
Viemos louvar.

Cantiga para acalentar o menino
(Ronaldo Brito/ Antônio Madureira/ Assis Lima)
O galo canta: Cristo nasceu!
E o boi muge: Onde? Onde?
E o carneiro berra: Belém, Belém.
A ovelha traz a lã

Com o orvalho da manhã
Para alegrar o menino
Uma cabra toca o sino.
E a cantora sabiá
Se esgoela de cantar.
A aranha costureira

Tece uma roupa ligeira.
A galinha põe um ovo
Que bem serve pro almoço
E a vaca o que é que quer?
Trazer leite com café.
Se o menino não se cala

Nem se a borboleta embala
A mãe sabe consolar
Dando o peito pra mamar.

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, dezembro 19, 2004

Os Artistas que Formaram uma Tribo

Esses eu indico:

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Acabei de chegar de uma bela apresentação do balé Quebra Nozes que foi realizado no Marco Zero, um projeto da Academia de Dança Fátima Freitas em parceria com a Prefeitura do Recife, parabéns a todos que tiveram essa iniciativa...
No dia de hoje teremos outra apresentação no mesmo lugar, estarei lá, vale a pena:

Baile do Menino Deus
Ronaldo Brito e Antônio Madureira
Marco Zero
18:00

Depois de dois dias de homenagens, voltamos para Arnaldo Antunes e seus projetos paralelos:

Os Tribalistas

Junto com Carlinhos Brown e Marisa Monte , fizeram um único disco, sem turnê, só mesmo para três amigos com muitas idéias e querendo unir para se divertir...
Sem mais para falar no momento, esse post era para ter sido publicado dois dias atrás, mas em virtude das homenagens repetitivas resolvi colocar hoje...
No site oficial, que vocês entram clicando no titulo, podem saber um pouco mais desse projeto...
As músicas de hoje serão desse único disco que foi citado acima:

Velha Infância
(Arnaldo Antunes/Marisa Monte/Carlinhos Brown/Pedro Baby /Davi Moraes )
Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância
Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só
Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância.

Mary Cristo

(Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown)
Já nasceu o Deus Menino
E as vaquinhas vão mugindo
Blim, blom
Blim, blom
Blim, blom, laiá
Mary, Mary, Mary, Cristo
Cristo, Cristo, Mary, Mary
Esta noite olham por vós
Anjos cantam de lá do céu
Carneirinho me dá lã
Passarinhos de manhã
Cantam (assobio)
Tudo tão bom
Papai Noel momo do céu

É Você

(Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown)
É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no saguão
Ninguém mais
Deita no meu leito e se demora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
Na vida só resta seguir
Um ritmo, um pacto e o resto rio afora

Já Sei Namorar
(Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown)
Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei aonde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair
Refrão
Não tenho paciência p´ra televisão
Eu não sou audiência para solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo é meu também
Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tenho juízo
Se você quer apto em jogo
Eu quero é ser feliz
Não tenho paciência p´ra televisão
Eu não sou audiência para solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo é meu também
Tô te querendo
Como ninguem
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como te quero
Tô te querendo
Como se quer


Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, dezembro 18, 2004

Repetindo de Novo Para Comemorar

Os links que eu indico:

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http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com/
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Hoje é dia de aniversário do blog, faz seis meses que eu procuro mostrar um pouco da cultura brasileira e mesmo com vários problemas, conseguimos passar essa etapa e espero poder continuar por muito tempo a divulgar essa cultura...

Para comemorar vou colocar uma agenda de shows, cliquem na imagem e vai ter ela maior:



Povo do meu Recife, esse é mais um serviço deste espaço de cultura, um artista pernambucano, um grande amigo que faço questão de divulgar o seu trabalho que é de qualidade...
No titulo está o link para a primeira homenagem que fiz a ele no mês de julho...
Estou colocando mais duas músicas da fase do Flor da Pele, banda que tocava no inicio da década de 90 uma música regional muito interessante, a última é um marco na sua carreira, já que foi a música que ele concorreu no primeiro Canta Nordeste em 91:

Nação Nordestina
(Geraldo Lins/ Luciano Barros)
Os meus olhos procuraram tanto, tanto um canto e acharam
Vida de errante que vagueia como um som enluarado
E pra começo de conversa eu só tô interessado
Em falar num tom medonho, pra quem vem prevaricando
Mesmo estando calejado eu não vou ficar calado
Vou falar da minha gente, continuo dizendo oxente
Graças a Deus a esse estado de fraqueza
Eu já tô imunizado, minha nação é nordestina
E trás no sangue o suor dessa caatinga
E tem no peito o alimento da fé
Embora a seca tenha secado o seu pranto
O mundo agora vai ter que ouvir meu canto
Sou renitente, continuo dizendo oxente
Vou vingar meu astral cultureiro
Balaiada, Gonzaga, Conselheiro
Vou acordar o Maracatu que tá dormente
Lá na Europa, Paris e no Oriente
Nova Iorque vai ouvir o meu repente
Em todo canto eu vou dizer oxente

Peleja
(Geraldo Lins / Luciano Barros)
A lua foi simbora, veio a saudade do teu mel
Dedilho a vida na viola e a beleza desse céu
Peregrino na lembrança, sou devoto de você
Pago agora a penitência de não poder te ver
Sou o vento a certeza xique xique terra seca
Sou beato na novena mato seco sem você
Tô pelejando como diz uma canção
Quem sabe faz a hora, eu dito a minha história
História essa que não tem outra versão
Sou filho de reza forte, sou cabloco
Lá do norte, lá da terra do gibão
Ensaquei minha viola, pus os pés no estradar
Te alembrei, amor não chora um dia volto não tardar
Enxuga as lágrimas dos olhos, espera eu melhorar de vida
Reza para mim daí que daqui mando noticia
Bem-te-vi te viu chorando, eu sei que a saudade mata
Passa o tempo eu me danando, vou chorando pela estrada


Um abraço para vocês e obrigado a quem colaborou nesses seis meses:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sexta-feira, dezembro 17, 2004

A Repetição

Os links para vocês entrarem, indicação do blog:

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Pela primeira vez, vou repetir um artista aqui no blog: :

Cordel do Fogo Encantado

Nesse nome acima tem um link que é de um dos primeiros posts que falava num grupo vindo de Arcorverde no Sertão Pernambucano e estou vindo agora do show desses caras e foi muito bom, quem tiver oportunidade não deixe de ir no show que é super interessante...
Vale a pena vocês irem assistir a performance desses nordestinos que estão conquistando o Brasil e não posso esquecer que quem abriu o show foi o DJ Dolores outro que está conquistando seu espaço fazendo música regional com o eletrônico de uma forma muito competente...
No titulo tem o site oficial deles entrem lá...
No primeiro post eu coloquei duas poesias e hoje vou colocar quatro músicas, as duas primeiras do primeiro CD e as duas últimas do segundo que foram cantadas no show de hoje:

Os Oim Do Meu Amor
(Dominio Público/ Adaptação: Lirinha)
Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar


Chover (ou Invocação Para Um Dia Líquido)
(Lirinha/Clayton Barros)
“O sabiá no sertão quando canta me comove, passa três meses cantando
E sem cantar passa nove, porque tem obrigação de só cantar quando chove”.
(Chover, chover)
Valei-me Ciço que posso fazer
Um terço pesado pra chuva descer
(Chover, chover)
Ate Maria deixou de moer
Banzo, Batista, bagaço e bangüê.
(Chover, chover)
Cego Aderaldo peleja pra ver
Já que meu olho cansou de chover
(chover, chover)
Ate Maria deixou de moer
Banzo, Batista, bagaço e bangüê
“Meu povo não vá simbora pela Itapemirim, pois mesmo perto
Do fim nosso sertão tem melhora, o céu ta calado agora

Mais vai dar cada trovão de escapulir torrão de paredão de tapera
Bombo trovejou a chuva choveu".
(Choveu, choveu)
Lula Calixto virando Mateus
O bucho cheio de tudo que deu
(Choveu, choveu)
Suor e canseira depois que comeu
Zabumba zunindo no colo de Deus
Inácio e Romano meu verso e o teu
Água dos olhos que a seca bebeu
“Quando chove no sertão o sol deita e a água rola, o sapo vomita
espuma onde um boi pisa
se atola e a fartura esconde o saco que a fome pedia esmola"
Seu Boiadeiro por aqui choveu, seu Boiadeiro por aqui choveu
Choveu que amarrotou, foi tanta água que meu boi nadou


O Palhaço Do Circo Sem Futuro
(Lirinha)
Sou palhaço do circo sem futuro um sorriso pintado a noite inteira
O cinema do fogo numa tarde embalada de poeira
Circo pegando fogo
Palhaçada
Sou palhaço do circo sem futuro um sorriso pintado a noite inteira
O cinema do fogo numa tarde embalada de poeira
Circo pegando fogo
Palhaçada
E a lona rasgada no alto
No globo os artistas da morte
E essa tragédia que é viver e essa tragédia
Tanto amor que fere e cansa


A Matadeira Ou No Balanço Da Justiça
(Lirinha)
Vê, a matadeira vem chegando, no alto da favela,
No balanço da justiça, do seu criador
Matadeira vem chegando, no alto da favela,

No balanço da justiça salitre e pólvora, enxofre e chumbo
O banquete da terra (o teatro do céu)

O banquete da terra (teatro do céu, céu)
Diz aí quem vem lá (o velho soldado)
O que traz no seu peito (a vida e a morte)
O que traz na cabeça (a matadeira)
E o que veio falar (fogo)


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem
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quinta-feira, dezembro 16, 2004

Os Caras que Procuravam Autonomia

Vale a pena entrar nesses sites:

http://www.mpbnet.com.br/
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http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com/
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Depois de dois ex integrantes hoje tem o grupo:

Titãs

Esse é mais um grupo que tem raizes nos anos 80 e que até hoje tem um público cativo...
Um grupo que perdeu além dos dois citados nesses dias anteriores, perdeu o seu guitarrista Marcelo Fromer que faleceu tragicamente alguns anos atrás...
Mais informações enterm no site deles, clicando no titulo...
Quatro músicas que fizeram sucesso, três nos anos 80 e a última nessa nova fase da banda:

Sonífera Ilha
(Branco Mello/Marcelo Fromer/Tony Bellotto/Ciro Pessoa/Carlos Barmak)
Não posso mais viver assim do seu ladinho
Por isso colo meu ouvido no radinho de pilha
Pra te sintonizar sozinha, numa ilha
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Não posso mais viver assim do seu ladinho
Por isso colo meu ouvido no radinho de pilha
Pra te sintonizar sozinha, numa ilha
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Sonífera ilha
Descansa meus olhos


Diversão
(Nando Reis / Sérgio Britto)
A vida até parece uma festa,
Em certas horas isso é o que nos resta.
Não se esquece o preço que ela cobra,
Em certas horas isso é o que nos sobra.
Ficar frágil feito uma criança,
Só por medo ou por insegurança.
Ficar bem ou mal acompanhado,
Não importa se der tudo errado.
Às vezes qualquer um faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e diversão.
Tudo isso às vezes só aumenta
A angústia e a insatisfação.
Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool
Atrás de distração.
Nada disso ás vezes diminui
A dor e a solidão.
Tudo isso, ás vezes tudo é fútil,
Ficar ébrio atrás de diversão.
Nada disso, às vezes nada importa,
Ficar sóbrio não é solução.
Diversão é solução sim,
Diversão é solução prá mim.

Televisão

(Arnaldo Antunes/ Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
A televisão me deixou burro, muito burro demais
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais
O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida
E agora toda noite quando deito é boa noite, querida.
Ô cride, fala pra mãe
Que eu nunca li num livro que um espirro fosse um virus sem cura
Vê se me entende pelo menas uma vez, criatura!
Ô cride, fala pra mae!
A mãe diz pra eu fazer alguma coisa mas eu nao faço nada
A luz do sol me incomoda, entao deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais
Ô cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura!
Ô cride, fala pra mãe!
A mãe diz pra eu fazer alguma coisa mas eu nao faço nada
A luz do sol me incomoda, entao deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais
Ô cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura!

Epitáfio
(Sergio Britto)
Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar


Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Um Cara que faz Sempre Trabalhos Paralelos

Esses eu indico:

http://www.mpbnet.com.br/
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http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
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http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
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Hoje é outro ex Titãs:

Arnaldo Antunes

Esse multi artista que tanto faz escrever uma poesia, compor uma música, procura sempre projetos paralelos...
Além do Titãs, participou dos Tribalistas com Marisa Monte e Carlinhos Brown, e tem uma carreira solo já com vãrios discos...
Para saber mais cliquem no titulo e entrem no site oficial e vejam os textos, as poesias e outras músicas...
Hoje tem quatro músicas, as duas primeiras gravadas pela Marisa e a terceira é gravada por ele, mas com a participação dela e a última é uma gravação dele, mas que ficou mais conhecida na voz de Gal:

Alta Noite
(Arnaldo Antunes)
Alta noite já se ia
Ninguém na estrada andava
No caminho que ninguém caminha
Alta noite já se ia
Ninguém com os pés na água
Nenhuma pessoa sozinha, ia
Nenhuma pessoa vinha
Nem a manhãzinha
Nem a madrugada
Alta noite já se ia
Ninguém na estrada andava
No caminho que ninguém caminha
Alta noite já se ia
Ninguém com os pés água
Nenhuma pessoa sozinha, ia
Nenhuma pessoa vinha
Nem a estrela guia
Nem a estrela Dalva
Alta noite já se ia
Ninguém na estrada andava
No caminho que ninguém caminha
Alta noite já se ia
Ninguém com os pés água
Nenhuma pessoa sozinha, ia
Nenhuma pessoa vinha
Nem a manhãzinha
Nem a madrugada
Alta noite já se ia
Ninguém na estrada andava
No caminho que ninguém caminha
Alta noite já se ia
Ninguém com os pés água


Volte Para o seu Lar
Arnaldo Antunes
Aqui nessa casa ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida, comemos comida com a mão.
E quando a polícia, a doença, a distância ou alguma discussão
nos separam de um irmão,
Sentimos que nunca acaba de caber mais dor no coração.
Mas não choramos à toa,
Não choramos à toa.
Aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização.
Falamos a sua língua, mas não entendemos seu sermão.
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão.
Mas não sorrimos à toa,
Não sorrimos à toa.
Volte para o seu lar,
Volte para lá.


Paradeiro
(Carlinhos Brown / Arnaldo Antunes / Marisa Monte)
Haverá paradeiro para o nosso desejo
Dentro ou fora de um vício
Uns preferem dinheiro
Outros querem um passeio perto do precipício
Haverá paraíso
Sem perder o juízo sem morrer
Haverá pára-raio
Para o nosso desmaio
Num momento preciso
Uns vão de pára-quedas
Outros juntam moedas antes do prejuízo
Num momento propício
Haverá paradeiro para isso?
Haverá paradeiro
Para o nosso desejo
Dentro ou fora de nós
Haverá paraíso


Socorro
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
Me empreste suas penas

Já não sinto amor nem dor,
Já nao sinto nada
Socorro, alguem me dê um coracão,
Que esse já nao bate nem apanha
Por favor, uma emocão pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
Algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento,
Encruzilhada,
Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Nem vontade de chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada
Socorro, alguem me dê um coracão,
Que esse ja nao bate nem apanha,
Por favor, uma emocão pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos , deve ter
Algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
Algum que sirva


Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

terça-feira, dezembro 14, 2004

Um Cara que está Cantando Mantra

Os sites que eu indico:

http://www.mpbnet.com.br/
http://www.biasaldanha.blogger.com.br/
http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com/
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

Um pouco chateado, mas feliz do blog estar perto de completar seis meses, queria mais sugestões para fazer a comemoração...

Apesar de tudo e todos aqui está o artista de hoje no blog:

Nando Reis

Um ex Titãs que faz uma música correta e acredito que exista uma geração que é fã deste cantor e compositor...
Já que estão reclamando que eu falo muito, entrem no site clicando no titulo e descubram mais sobre ele...
As músicas de hoje, apesar de não ser um site de letras de música, estão aqui, pois a nossa proposta é divulgar a obra de todos que merecem, a primeira e a terceira são gravações da Cassia Eller, e a segunda e quarta são dos Titãs:

O Segundo Sol
(Nando Reis)
Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as orbitas dos planetas
Derrubando com assombro exemplar
O que os astronomos diriam se tratar
De um outro cometa
Nao digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse e eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza de que
O seu telefone irá tocar
Em sua nova casa que abriga agora a trilha
Incluida nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação
Explicação
Não tem explicação
Explicação, não
Nao tem explicação
Explicação
Não tem, não tem explicação
Explicação
Não tem explicação
Não tem, não tem

Cegos Do Castelo
(Nando Reis)
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim.

ECT
(Nando Reis/ Marisa Monte/ Carlinhos Brown)
Tava com um cara que carimba postais
Que por descuido abriu uma carta que voltou
Tomou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado vem pra mim não pro senhor.
Recebo crack, colante, dinheiro parco embrulhado
Em papel carbono e barbante, até cabelo cortado
Retrato de 3 x 4 pra batizado distante
Mas isso aqui meu senhor, é uma carta de amor
Levo o mundo e não vou lá
Mas esse cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
Tava em casa vitamina pronta
Ouvi no rádio a minha carta sim senhor
Dizendo "eu caso contente, papel passado, presente
Desembrulhado, vestido, eu volto logo me espera
Não brigue nunca comigo, eu quero ver nossos filhos"
O professor me ensinou fazer uma carta de amor
Leve o mundo que eu vou já


Marvin
(R. Dunbar/ G.N. Johnson / Sergio Brito / Nando Reis)
Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro era um grande coração
Ganhava a vida com muito suor
Mas mesmo assim não podia ser pior
Pouco dinheiro pra poder pagar
Todas as contas e despesas do lar
Mas Deus quis vê-lo no chão com as mão
Levantada pro céu implorando perdão
Chorei, meu pai disse: "boa sorte"
Com a mão no meu ombro, em seu leito de morte
E disse: Marvin, agora é só você
E não vai adiantar chorar
Vai me fazer sofrer
Três dias depois de morrer
Meu pai eu queria saber
Mas não botava nem o pé na escola
Mamãe lembrava disso a toda hora
Todo dia antes do sol sair
Eu trabalhava sem me distrair
Às vezes acho que não vai dar pé
Eu queria fugir mas onde eu estiver
Eu sei muito bem o que ela quie dizer
Meu pai eu me lembro não me deixa esquecer
Ele disse: Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor
E então um dia uma forte chuva veio
Acabou com um trabalho de um ano inteiro
E aos treze anos de idade eu sentia
Todo o peso do mundo em minhas costa
Eu queria fujir mas perdi a aposta
Trabalhava feito um burro nos campos
Só ia carne se roubasse um frango
Meu pai cuidava de toda família
Sem perceber seguia a mesma trilha
Toda noite minha mão orava
Deus, era o nome da fome que eu roubava
Dez anos passaram, cresceram meu irmãos
E os anjos levaram minha mão pelas mãos
Chorei, meu pai disse: "boa sorte"
Com a mão no meu ombro em seu leito de morte
Marvin, agora é só você e não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer
Marvin, a vida é pra valer eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor


Um abraço para todos que merecem:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Um Senhor que a MPB deve Reverenciar

Os links para os melhores sites:

http://www.mpbnet.com.br/
http://www.biasaldanha.blogger.com.br/
http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com/
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

Sábado serão comemorados seis meses deste representante da cultura do Brasil, aceito sugestões para ver como posso fazer essa comemoração...

Hoje é dia de um grande compositor:

João de Barro (Braguinha)

O Blog da Cultura Brasileira tem por obrigação saldar não só os artistas conhecidos e sim todos aquele s que contribuem para uma música de qualidade...
É o caso deste compositor que fez algumas das marchinhas de carnaval que são cantadas até hoje, como por exemplo Chiquita Bacana e Yes, nós temos Banana...
Uma coisa que descobri pesquisando para este post é que ele fez as músicas de um projeto que me orgulha muito de ter sido um dos ícones da minha infância que é a coleção Disquinho, com histórias infantis cantadas...
Vocês podem conhecer mais desse senhor compositor clicando n titulo e entrando num site dedicado a ele...
As músicas de hoje são quatro grandes clássicos da MPB, algumas eu já postei aqui, mas sempre é bom divulgar a boa música e com relação a última ela é uma versãode uma música de Chaplin que em português ficou belissima:

Copacabana
(Alberto Ribeiro / João de Barro)
Existem praias tão lindas

Cheias de luz
Nennuma tem o encanto
Que tu possuis
Tuas areias
Teu céu tão lindo
Tuas sereias
Sempre sorrindo
Copacabana, princezinha do mar

Pelas manhãs tu és a vida a cantar
E à tardinha, ao sol poente
Deixas sempre uma saudade na gente
Copacabana, o mar eterno cantor
Ao te beijar, ficou perdido de amor
E hoje vive a murmurar
Só a ti Copacabana eu hei de amar

Carinhoso
(Pixinguinha e João de Barro)
Meu coração

Não sei porque
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim
Ah! Se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E muito e muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz, bem feliz

A Saudade Mata a Gente
(Antônio Almeida e João de Barro)
Fiz meu rancho na beira do rio

Meu amor foi comigo morar
E nas redes nas noites de frio
Meu bem me abraçava pra me agasalhar
Mas agora, meu Deus, vou-me embora
Vou-me embora e não sei se vou voltar
A saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio virá se aninhar
A saudade é dor pungente, morena

A saudade mata a gente, morena
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente

Sorri (Smile)
(Charles Chaplin/Geofreu Parsons /John Turner /João de Barro)
Sorri,

Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri,
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador, sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri,
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, dezembro 12, 2004

O Senhor que o Samba Reverencia até Hoje

Esses eu indico:

http://www.mpbnet.com.br/
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http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
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http://www.m-musica.com/
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

Um outro grande sambista:

Cartola

A Mangueira tem orgulho do seu grande compositor, e o Brasil deveria sempre reverenciar este monstro sagrado da música brasileira...
Não queria falar muito dele, então por isso cliquem no titulo e vão para um site que o homenageia e descubram mais do marido de Dona Zica...
As músicas de hoje são quatro clássicos que o Brasil canta e admira a simplicidade e verdade dessas letras:

As Rosas Não Falam
(Cartola)
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhava meus sonhos


Cordas de Aço
(Cartola)
Ah ! Estas cordas de aço
Este minúsculo braço
Do violão que os dedos meus acariciam
Ah ! Este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito
Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher
Até hoje está nos esperando
Solte o teu tom da madeira
Eu você e a companheira


Acontece
(Cartola)
Esquece nosso amor, vê se esquece
Porque tudo na vida acontece
E acontece que eu já não sei mais amar
Vai sofrer, vai chorar, e você não merece
Mas isso acontece
Acontece que meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio
Se eu ainda pudesse fingir que te amo
Ah, se eu pudesse
Mas não posso, não devo fazê-lo
Isso não acontece


O Mundo é um Moinho
(Cartola)
Ainda é cedo amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que ir as tomar
Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a sua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção que o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares que estás à beira do abismo

Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, dezembro 11, 2004

O Homem do Pantanal

Os links do Blog da Cultura Brasileira:

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Hoje vamos para o Centro Oeste:

Almir Sater

Esse representante da cultura do centro do país é mais uma prova de que nós temos uma variedade de manifestações musicais que orgulharia qualquer um...
Parceiro de grandes compositores, como Renato Teixeira, Sergio Reis, ele já foi até ator de novela...
Não existe um site oficial, mas existe um não oficial que é muito bom, cliquem no titulo e entrem lá para conhecer mais desse artista:
As músicas de hoje são duas parcerias e duas regravações muito interessantes:

Tocando em Frente
(Renato Texeira/Almir Sater)
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhãs e as manhas,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso o amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
De estrada eu sou
Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chora, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
E ser feliz
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais

Um Violeiro Toca

(Renato Texeira/Almir Sater)
Quando uma estrela cai, na escuridão da noite,
E um violeiro toca suas mágoas.
Então os olhos dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado
Quando o amor termina, perdido numa esquina,
E um violeiro toca sua sina.
Então os olhos dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos.
Quando um amor começa, nossa alegria chama,
E um violeiro toca em nossa cama.
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo nem dó sem drama
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca

Cruzada
(Tavinho Moura / Marcio Borges)
Não quero andar sozinho por estas ruas
Sei do perigo que nos rodeiam pelos caminhos
Não há sinal de sol, mas tudo me acalma
No seu olhar
Não quero ter mais sangue morto nas veias
Quero o abrigo do abraço que me incendeia
Não há sinal de cais, mas tudo me acalma
No seu olhar
Você parece comigo
Nenhum senhor te acompanha
Você também se dá um beijo, dá abrigo
Flor nas janelas da casa
Olho no seu inimigo
Você também se dá um beijo, dá abrigo
Se dá um riso, dá um tiro
Não quero ter mais sangue morto nas veias
Quero o abrigo do abraço que me incendeia
Não há sinal de paz, mas tudo me acalma
No seu olhar
Não quero ter mais sangue morto nas veias
Quero o abrigo da sua estrela que me incendeia
Não há sinal de sol, mas tudo me acalma
No seu olhar


Cabecinha no Ombro
(PauloBorges)
Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
E conta logo a tua mágoa toda para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Que não vai embora, que não vai embora
Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
E conta logo a tua mágoa toda para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Que não vai embora, porque gosta de mim
Amor, eu quero o teu carinho, porque eu vivo tão sozinho
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
Se ela vai embora, se ela vai embora
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sexta-feira, dezembro 10, 2004

O Atual Poeta da Vila

Esses valem à pena visitar:

http://www.mpbnet.com.br/
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http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com/
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

O samba continua por aqui:

Martinho da Vila

Esse compositor e cantor vemda mesa Vila Isabel do grande Noel Rosa, é um dos maiores sambistas da atualidade...
Ele é sucesso não só no Brasil, mas também na Europa, onde faz um trabalho com paises como Portugal, França, etc...
No site oficial, que vocês entram clicando no titulo, tem muito mais sobre esse mestre do samba...
As músicas de hoje são três grandes clássicos que serão as primeiras e encerraremos com uma surpresa para todos, um dos maiores frevos da história que é um hino de uma agramiação tradicional aqui do nosso carnaval e que foi gravado por ele:

Ex-Amor
(Martinho da Vila)
Ex - amor
Gostaria tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Não chorei
Não chorei
Como louco eu até sorri
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti
Ex - amor
Gostaria tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Não chorei
Como louca eu até sorri
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti
Sempre sonhamos com o mais eterno amor
Infelizmente eu lamento mas nao deu
Nos desgastamos transformando tudo em dor
Mas mesmo assim eu acredito que valeu
Quando a saudade bate forte é envolvente
Eu me possuo e é na sua intençao
Com a minha culpa naqueles momentos quentes
Em que se acelerava o meu coração
Ex amor


Casa De Bamba
(Martinho Da Vila)
Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa não tem bola pra vizinha
Não se fala do alheio, nem se liga pra Candinha
Na minha casa ninguém liga pra intriga
Todo mundo xinga, todo mundo briga
Macumba lá minha casa
Tem galinha preta, azeite de dendê
Mas ladainha lá minha casa
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer
Se tem alguém aflito
Todo mundo chora, todo mundo sofre
Mas logo reza pra São Benedito
Pra Nossa Senhora e pra Santo Onofre
Mas se tem cantando
Todo mundo canta, todo mundo dança
Todo mundo samba e ninguém se cansa
Pois minha casa é casa de bamba


Disritimia
(Martinho da Vila)
Eu quero me esconder debaixo
Dessa sua saia prá fugir do mundo
Pretendo também me embrenhar
No emaranhado desses seus cabelos
Preciso transfundir meu sangue
Pro meu coração que é tão vagabundo
Me deixa te trazer um dengo
Prá num cafuné fazer os meus apelos
Eu quero ser exorcisado
Pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
Mas pelas retinas desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez com essa disritmia
Vem logo, vem curar seu nêgo

Hino dos Batutas de São José

(João Santiago)
Eu quero entrar na folia, meu bem
Você sabe lá o que é isso?
Batutas de São José, isso é, parece que tem feitiço
Batutas tem atração que ninguém pode resistir
Um frevo desses que faz demais a gente se distinguir
Deixa o frevo rolar
Eu só quero saber
Se você vai ficar
Ai, meu bem, sem você
Ai, não há carnaval
Vamos cair no passo
E a vida gozar


Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quinta-feira, dezembro 09, 2004

O Poeta da Vila Isabel

Entrem nesses sites, valem a pena:

http://www.mpbnet.com.br/
http://www.biasaldanha.blogger.com.br/
http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com/
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

Um dos grandes nomes da música brasileira:

Noel Rosa

Não poderia falar de música brasileira sem citar o Poeta da Vila, que nasceu no Rio de Janeiro e viveu pouco, mas essa vida breve permitiu compor grandes clássicos da MPB...
Até hoje essas músicas são cultuadas por todas gerações desde sua morte em 37...
Para saber mais dele é só clicar no titulo e entrar num site dedicado a este compositor genial...
As músicas de hoje são quatro clássicos que são cantados até os dias atuais:

Pastorinhas
(Noel Rosa/Braguinha)
A estrela d'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas pra consolo da lua
Vão cantando na rua lindos versos de amor
Linda pastora morena da cor de madalena
Tu não tens pena de mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre sempre te amar


Pierrô Apaixonado
(Noel Rosa/Heitor dos Prazeres)
Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando
A colombina entrou num butiquim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim
Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim
Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim

Com que Roupa?
( Noel Rosa)
Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta
Pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bruta, pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Agora, eu não ando mais fagueiro,

Pois o dinheiro não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro,

Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa, mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Eu hoje estou pulando como sapo, pra ver se escapo
Desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo, eu vou acabar ficando nu
Meu paletó virou estopa e eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?

Conversa de Botequim
(Noel Rosa, Vadico e Francisco Alves)
Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Fecha a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro que me empreste umas revistas
Um isqueiro e um cinzeiro
Telefone ao menos uma vez para 34-4333
E ordene ao Seu Osório que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom, me empreste algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure essa despesa no cabide ali em frente


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Os Caras do Pé de Calçada

O Blog da Cultura Brasileira indica:

http://www.mpbnet.com.br/
http://www.biasaldanha.blogger.com.br/
http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
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http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
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http://www.continentemulticultural.com.br/
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http://escritorsolitario.blogspot.com/


Voltamos para Pernambuco:


Mestre Ambrósio

Um grupo formado na época do auge do Movimento Mangue, que fazia um forró que ná era pé de serra e sim pé de calçada, uma linha mais urbana...
Hoje em dia praticamente eles já não estão em atividade o que entristece toda uma galera que curtia o som deles...
Siba com sua Fuloresta do Samba, Eder "O" Rocha com seu "Circo", Helder com seu trabalho de ator e dançarino e os outros também com seus trabalhos solos, vão mostrando sua versatilidade e conquistando todo o Brasil, como oficialmente ainda não acabou, espero que um dia eles se reunam e voltem a fazer o pé de calçada com muita competência...
O site deles está desatualizado, mas como não existe nenhum outro, cliquem no titulo e entrem lá...
As músicas de hoje estão no segundo disco deles, sendo que as três últimas também estão no primeiro, que eu considero o melhor deles e a derradeira só está neste primeiro:

Fuá Na Casa De Cabral
( Siba/ Helder Vasconcelos)
Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapaziada
Mandou barrer o terreiro
Me chame o pai do chiqueiro que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó que eu já virei brasileiro
Foi gente de todo tipo
Na festa de seu Cabral
Português de Portugal
Raceado no Oriente
Negão bebeu aguardente
Caboclo foi na Jurema
Seu Cabral pediu um tema
Danou-se a cantar poesia
Até amanhecer o dia
Numa viola pequena
No fim da festa e da farra
Cabral não sentiu preguiça
Mandou logo rezar a missa
Pra ficar aliviado
Chamando o padre, apressado
Mandou começar ligeiro
Botando ordem no terreiro
Com seu maracá na mão
Jurando pelo alcorão
Que era crente verdadeiro
Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse:
Esta situação sei que nunca mais resolvo
Então falou para o povo:
Juro que me arrependi o Brasil que eu descobri
Queria cobrir de novo

Usina (Tango No Mango)
( Mestre Ambrósio (Adaptação))
Ajustei um casamento
Com uma nega dum borde
Pensando que era uma moça
E era o diabo duma veia
Tombo no martelo tombador
Tombo no martelo militar
Me caso contigo veia
É de ser em condição
D’eu dormir na minha rede
E tu, veia no fogão
Me casei com esta veia
Pra livrar da filharada
A danada dessa veia
Teve dez numa ninhada
Desses dez que nasceram
Um deu pra ladrão de bode
Deu no tango e deu no mango
Dos dez só ficaram nove
Dos nove que ficaram
Um deu pra ladrão de poico
Deu no tango e deu no mango
Dos nove que ficaram oito
Dos oito que ficaram
Um deu pra ladrão de jegue
Deu no tango e deu no mango
Dos oito ficaram sete
Dos sete que ficaram
Um deu pra ladrão de rêz
Deu no tango e deu no mango
Dos sete ficaram seis
Desses seis que ficaram
Um deu pra ladrão de pinto
Deu no tango e deu no mango
Dos seis só ficaram cinco
Dos cinco que ficaram
Um deu pra ladrão de pato
Deu no tango e deu no mango
Dos cinco ficaram quatro
Dos quatro que ficaram
Um deu pra roubar outra vez
Deu no tango e deu no mango
Dos quatro ficaram três
Dos três que ficaram
Um deu pra ladrão de boi
Deu no tango e deu no mango
Dos três só ficaram dois
Dos dois que ficaram
Um deu pra roubar jerimum
Deu no tango e deu no mango
Dos dois só ficaram um
Desse um que ficaram
Um deu pra roubar ladrão
Deu no tango e deu no mango
Acabou-se a geração

Pé de Calçada
(Siba)
Mas eu fui num forró no pé da serra
Nunca nessa terra vi uma coisa igual
Mas eu fui num forró no pé da serra
Cume quente, baiano sensacional
Rebeca véia do pinho de arvoredo
Espalhava baiano no salão
O pandeiro tremia a maquinada
Eu vi a poeira subir do chão
Hoje eu faço forró em pé de calçada
No meio da zuada pela contra-mão
Eu fui la na mata e voltei pra cidade
De cabôco eu sei minha situação
Rebeca veia não me abandona
Zabumba treme-terra, come o chão
Na hora que o tempo desaparece
Transforma em pé de serra o calçadão

José
(Siba)
Não fique de boca aberta Zé
Em cidade que for chegando Zé
Tem que tomar cuidado Zé!
Tem casa amarela
Tem casa vermelha
Tem casa com fome
Tem casa na ceia
Tem casa com florzinha na janela
Tem cabra que eu não sei
Que malvadeza é aquela
Na rua do marmeleiro
Na frente da casa do coveiro
Tão te esperando, Zé!
Zé!!
Tem que tomar cuidado Zé!
Tem arma de bala
Cacete, bengala,
Tem faca, cravinote
Soldado sem farda
Resóve, espingarda
No meio da cidade
Vão te deixar nu
E nesse lundu
Sem querer razão
Até com a mão
Vão querer dar em tu Zé...
Tem que tomar cuidado, Zé!
Entrou pela frente
Saiu por detrás
Puxou por um lado
Mexeu e lái-vái
José não tem medo
Nem do satanás
Não fique de boca aberta Zé
Em cidade que for chegando
Terra alheia, pisa no chão devagar

Um abraço para todos que curtem arte de qualidade:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem