sexta-feira, março 18, 2005

Parabéns para a Cantora que o Brasil Jamais vai Esquecer

Eu não poderia deixar de homenagear a maior cantora que o Brasil já conheceu e que se fosse viva estaria completando ontem 60 anos...
Elis Regina deixou um legado de músicas que fizeram toda uma geração se emocionar com suas interpretações marcantes...
Esse legado graças a Deus continua a ser perpetuado pos seus filhos, seja na gravadora que ela imaginou nos anos 70, que foi concrtizada por seu filho João Marcelo, seja nas vozes maravilhosas de Pedro Mariano e Maria Rita...
No titulo tem um link para um site sobre ela...
Voltando a escrever aqui, volto como sempre a colocar músicas para que todos saibam as minhas músicas prediletas:

Como nossos Pais
(Belchior)
Não quero lhe falar, meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado, meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantado como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração
Já faz tempo eu vi você na rua cabelo ao vento gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não se enganam, não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que tou por fora ou então que tou inventando
Mas é você que ama o passado é que não vê
É você que ama o passado é que não vê
Que o novo sempre vem
Hoje eu sei que quem deu me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Está em casa guardado por Deus contando vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais

Romaria
(Renato Teixeira)
É de sonho e de pó, o destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
Dessa vida cumprida a sol
Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
O meu pai foi peão, minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
Em busca de aventuras
Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi
Me disseram porém que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar


Águas de Março
(Tom Jobim)
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

O Bbado e a Euilibrista
(João Bosco e Aldir Blanc)
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona de um bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil
Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarices no solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar...



Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, março 12, 2005

Feliz aniversário para as Irmãs!!!!!!!!!!!!

Duas irmãs que nasceram no mesmo dia e até hoje são unidas pela cultura do nosso estado:
Recife e Olinda
VOLTEI, RECIFE
Luiz Bandeira
Voltei, Recife
Foi a saudade
Que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente
"Vassoura"
Na rua abafando
Tomar umas e outras
E cair no passo
Cadê "Toureiros"?
Cadê "Bola de Ouro"?
"As Pás",
Os "lenhadores"
O "Bloco Batutas de São José"?
Quero sentir A embriaguês do frevo
Que entra na cabeça
Depois toma o corpo
E acaba no pé
Alceu Valença
Olinda
Tens a paz dos Mosteiros da Índia
Tu és linda
Pra mim és ainda
Minha mulher
Calada
O silêncio rompe a madrugada
Jã não somos aflitos nem nada
Minha mulher
Tu voltas
Entre frutas, verão e tu voltas
Abriremos janelas e portas
Minha mulher
Então Parabéns do Blog da Cultura Brasileira para as minhas cidades!!!!
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, março 05, 2005

De volta com uma Bronca...

De volta à ativa!!!!!!!!!!!

Depois de um longo e tenebroso inverno, embora Recife esteja muito quente, volto a escrever aqui no blog, e não sei quando volto a postar de novo, mas precisava falar sobre um assunto que me deixou chateado...
Ontem no Jornal Hoje da Rede Globo foi apresentada uma matéria falando sobre a nova mania das bandas da nova cena americana que utilizam o Brasil nos nomes das suas bandas, banalizando o nosso país...
Foi dado como exemplo três bandas que estão utilizando o nome ou variações do nome Brasil sem que toquem nada de música brasileira e ainda fazendo piadinhas sobre o país...
O que me deixou mais chateado foi o fato de uma emissora de Tv brasileira usar como sendo importante para nós... Será?
Queria saber a opinião de vocês se estou sendo muito radical com esse assunto, para isso entrem no site do jornal clicando no titulo aqui e leiam a reportagem e me digam se é uma bobagem minha ou tem fundamento a preocupação com essa banalização...
De hoje em diante não terá mais letras de músicas apenas em ocasiões especiais ou então quando tiver vontade de colocar, ou então ainda quando vocês me pedirem...
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, fevereiro 20, 2005

Um Cara que é uma Brasa...

Eu não falei ainda de um artista que é considerado por muitos um dos maiores do Brasil, então algumas músicas de Roberto Carlos para vocês:

Como É Grande O Meu Amor Por Você
(Roberto Carlos)
Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não dizer
Como é grande o meu amor por você
E não ha nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu, nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor, nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você
Mas como é grande o meu amor por você

Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Um dia a areia branca seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos a água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar
E ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma historia pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda,
na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente
Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso.

Falando Serio
(Mauricio Duboc /Carlos Colla)
Falando sério
É bem melhor você parar com essas coisas
De olhar p'ra mim com olhos de promessas
Depois sorrir como quem nada quer.
Você não sabe
Mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez
E tenho medo de fazer planos
De tentar e sofrer outra vez.
Falando sério
Eu não queria ter você por um programa
E apenas ser mais um na sua cama
Por uma noite apenas e nada mais.
Falando sério
Entre nós dois tinha que haver mais sentimento
Não quero seu amor por um momento
E ter a vida inteira p'ra me arrepender

É Preciso Saber Viver
(Roberto Carlos /Erasmos Carlos)
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Toda pedra no caminho
Você deve retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver
Toda pedra no caminho
Você deve retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver
Saber viver
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, fevereiro 19, 2005

As Filhas do Fino Da Bossa

Umas cantoras que são filhas de artistas de uma geração maravilhosa, Maria Rita e Luciana Mello, cujos pais fizeram sucesso com um programa chamado "O Fino da Bossa"

Cara Valente
(Marcelo Camelo)
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai ficar sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mau-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe
Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Tristesse
Milton Nascimento/Telo Borges
Como você pode pedir
Pra que eu fale do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é
Mas cada um se foi
Quanta saudade brilha em mim
Se cada sonho é seu
Virou história em sua vida
Mas prá mim não morreu
Lembra, lembra, lembra, cada instante que passou
De cada perigo, da audácia do temor
Que sobrevivemos que cobrimos de emoção
Volta a pensar então
Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então
Como você pode pedir...
Se..
(Djavan)
Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber, quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz que vive pensando em mim
Pode ser, se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora o Se
Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz a beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em 0 a 0 eu quero 1 a 1
Sei lá o que te dar, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não
Boa Noite
(Djavan)
Seu ar de dominador dizia que eu ia ser seu dono
E nessa eu dancei! Hoje no universo
Nada que brilha cega mais que seu nome
Fiquei mudo ao lhe conhecer, o que vi foi demais, vazou
Por toda selva do meu ser, nada ficou intacto
Na fronteira de um oásis, meu coração em paz se abalou
É surpresa demais que trazes, 'inda bem que eu sou Flamengo
Mesmo quando ele não vai bem, algo me diz em rubro-negro
Que sofrimento leva além, não existe amor sem medo
Boa noite!
Quem não tem pra quem se dar, o dia é igual à noite
Tempo parado no ar, há dias, calor, insônia, oh! noite
Quem ama vive a sonhar de dia, voar é do homem
Vida foi feita pra estar em dia, com a fome, com a fome, com
afome
Se vens lá das alturas com agruras ou paz, Oh, meu bem, serei
seuguia na terra
Na guerra ou no sossego sua beleza é o cais e você é meu homem
Que pode lhe dar, além de calor, fidelidade
inha vida por inteiro eu lhe dou
Minha vida por inteiro eu lhe dou
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Parabéns Amigo

Hoje é aniversário de um irmão que eu tenho, um cara que tem a minha idade, até setembro ele fica mais velho, e resolvi fazer uma homenagem colocando músicas que marcou a vida dele:

Parabéns Alexandre Cantarelli

Tudo Outra Vez
(Belchior)
Há tempo muito tempo que eu estou longe de casa
E nessas ilhas cheias de distância
O meu blusão de couro se estragou
Ouvi dizer num papo da rapaziada
Que aquele amigo que embarcou comigo
Cheio de esperança e fé, já se mandou
Sentado à beira do caminho pra pedir carona
Tenho falado à mulher companheira
Quem sabe lá no trópico a vida esteja a mil
E um cara que transava à noite no "Danúbio azul"
Me disse que faz sol na América do Sul
E nossas irmãs nos esperam no coração do Brasil
Minha rede branca, meu cachorro ligeiro
Sertão, olha o Concorde que vem vindo do estrangeiro
O fim do termo "saudade" como o charme brasileiro
De alguém sozinho a cismar
Gente de minha rua, como eu andei distante
Quando eu desapareci, ela arranjou um amante.
Minha normalista linda, ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar
Até parece que foi ontem minha mocidade
Meu diploma de sofrer de outra Universidade
Minha fala nordestina, quero esquecer o francês
E vou viver as coisas novas, que também são boas
O amor/humor das praças cheias de pessoas
Agora eu quero tudo, tudo outra vez
Corsário
(João Bosco)
Meu coração tropical está coberto de neve mas
Ferve em seu cofre gelado
E à voz vibra e a mão escreve mar
Bendita lâmina grave que fere a parede e traz
As febres loucas e breves
Que mancham o silêncio e o cais
Roserais nova granada de Espanha
Por você eu teu corsário preso
Vou partir na geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar
Me arrastar até o mar procurar o mar
Mesmo que eu mande em garrafas
Mensagens por todo o mar
Meu coração tropical partirá esse gelo e irá
Com as garrafas de náufragos
E as rosas partindo o ar
Nova granada de Espanha
Pôxa
(Gilson de Souza)
Pôxa,
Como foi bacana te encontrar de novo
Curtindo um samba junto com meu povo
Você não sabe como eu acho bom
Eu te falei que você não ficava nem uma semana
Longe desse poeta que tanto te ama
Longe da batucada e do meu amor
Pôxa,
Por que você não pára pra pensar um pouco?
Não vê que é motivo de um poeta louco
Que quer o teu amor pra te fazer canção
Pôxa,
Não vem com essa de mudar de assunto
Não vê como é gostoso a gente ficar junto
Mulher o teu lugar é no meu coração
Andanças
(Edmundo Souto/ Paulinho Tapajós/ Danilo Caymmi)
Vim tanta areia andei
Da lua cheia eu sei
Uma saudade imensa
Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita rosas vou levar
Olha a lua mansa a se derramar (me leva amor)
Ao luar descansa meu caminhar (amor)
Meu olhar em festa se fez feliz (me leva amor)
Lembrando a seresta que um dia eu fiz (por onde for quero ser
seu par)
Já me fiz a guerra por não saber (me leva amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer (amor)
E jamais termina meu caminhar (me leva amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar (por onde for quero ser seu
par)
Rodei de roda andei
Dança da moda eu sei
Cansei de ser sozinha
Verso encantado usei
Meu namorado é rei
Nas lendas do caminho onde andei
No passo da estrada só faço andar (me leva amor)
Tenho o meu amor pra me acompanhar (amor)
Vim de longe léguas cantando eu vim (me leva amor)
Vou e faço tréguas sou mesmo assim (por onde for quero ser seu
par)
Já me fiz a guerra por não saber (me leva amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer (amor)
E jamais termina meu caminhar (me leva amor)
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Músicas dos Filhos

Nessa nova geração temos os filhos dos artistas que fizeram sucesso nas décadas de 60 e 70 e aqui temos músicas de quatro deles, Max de Castro, Jair Oliveira, Pedro Mariano e Simoninha:
Samba Raro
(Max De Castro)
Ela vai, ela vem
depois dela não tem pra mais ninguém
Samba
mexe comigo de um jeito tão raro
ama
ela sabe me enfeitiçar
me enfeitiçar, enfeitiçar, me enfeitiçar
me namorar, namorar, me namorar
samba rola na minha língua
me diz e me prova
ela sabe me provocar
me provocar, e provocar, me provocar
me excitar, me excitar, me excitar
Ela vai, ela vem
depois dela não tem pra mais ninguém
mas nada é tão claro
quanto a luz do imenso amor
que ilumina a noite
o samba raro já chegou
Bom Dia, Anjo
(Jairzinho Oliveira)
Em lençóis brancos você dorme
E eu em meu canto te admiro
Em meu descanso você brilha
Em teus encantos meus suspiros
Não acorde ainda, seja meu anjo
Guarde minha vida em baixo
De teus lençóis brancos
Sonhe melodias e acorde cantando
Deixe que o dia siga teus planos
Quando acordar, bom dia
A madrugada vem te olhar tranqüila
E vai avisar o dia
Que pode te acordar
Bom dia, anjo....
Voz No Ouvido
(Jairzinho Oliveira)
Tava esperando um telefonema teu
Tava precisando de uma voz no ouvido
Tava imaginando teu olhar mirando o meu
Tava desejando um beijo em teu umbigo
Tá legal, falei o que não devia
Me de mal, amanheceu um novo dia,
Já esqueci, pensei em ti decidi:
Tô aqui esperando pra ver se você vem.
Deixa de lado essa tristeza.
Beija e acaba esse tormento
Deita nesse amor desarrumado
Chega de perder tanto tempo
Ter Você
(Simoninha)
Felicidade é perto
Bem mais que o distante
Que você vê
Da janela do navio, rumo ao oceano
Mas você sempre quer
O que não é você
E sofre tanto com isso
O maior dos tormentos
Que é não ser você, não ter você
Não saber de você
Quando mais precisa
Você errou
E nem por isso vai ficar
A vida inteira chorando
Areia pro mar que o vento levou
O sol chegou
Esse é mais um dia pra tentar
Não tenha medo de nada
Não perca mais essa chance
Ser você, ter você
Saber de você
Quando mais precisa
Quem vai saber de mim
Não sei, nem mesmo eu sei
Aonde vai dar, o que vai dar
Eu não sei...

Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Mais Músicas Interessantes 2

E continuo minha cruzada com problemas na internet, então lá vai mais umas músicas para vocês de cantores de uma nova geração:

Do Jeito Que For
( Jorge Vercilo /Marcelo Miranda)
Aonde cresci
do que já vivi
Não me lembro de nada na vida
que mais se pareça com amor
como lembro de ti
Na minha ilusão
O seu coração
é a peça perdida
no quebra-cabeças daquela emoção
que um dia perdi
Flor,
Minha vida tá despetalada sem teu amor
e parece que nada vai mudar
Chuva que cai sem parar
deixa no canto do peito
esse gosto de dor
Vem,
Eu guardei o meu tempo de vida
pra mais ninguém
Seja fogo de palha ou seja amor
Seja do jeito que for
só de pensar em você
já me faz tanto bem
Por Que
(Otto)
Por que você me quer assim,
Triste e traiçoeiro?
Se eu posso dividir meu corpo,
meu amor
Pra que ficar assim desesperada,
se ele falou que não lhe quer
até de manhã?
Vou esquentar os pães, seus dedos,
até de manhã.
Por que você me quer assim,
Triste e traiçoeiro?
Se eu posso dividir meu corpo,
meu amor
Pra que ficar assim desesperada,
se ele falou que não lhe quer
até de manhã?
Vou esquentar os pães, seus dedos,
até de manhã.
Na vida
Tenho muito o que dançar
para guentar o peso
para parar de pensar no Eu
Por que você não quer
ficar aqui um pouco?
Seu rosto é mais bonito rindo.
Pra que ficar assim desesperada,
se ele falou que não lhe quer
até de manhã?
Vou esquentar os pães, seus dedos,
até de manhã, vou esquentar os pães, seus dedos.
Por que você me quer assim,
Triste e traiçoeiro?
Paradeiro
(Arnaldo Antunes)
Haverá paradeiro para o nosso desejo
Dentro ou fora de um vício
Uns preferem dinheiro
Outros querem um passeio perto do precipício
Haverá paraíso
Sem perder o juízo sem morrer
Haverá pára-raio
Para o nosso desmaio
Num momento preciso
Uns vão de pára-quedas
Outros juntam moedas antes do prejuízo
Num momento propício
Haverá paradeiro para isso?
Haverá paradeiro
Para o nosso desejo
Dentro ou fora de nós
Haverá paraíso
A Seta e o Alvo
(Moska)
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você, de óculos escuros
Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era ? Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, e você se perocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada ?
Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada

Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Mais Músicas Interessantes

Mais umas músicas de cantoras que estão abrilhantando a MPB:

(Tom Zé)
Solidão
Que poeira leve...
Solidão
Olhe a casa é sua
O telefo...
E no meu descompasso
Na vida quem perde o telhado
Em troca recebe as estrelas
Pra rimar até se afogar
E de soluço em soluço esperar
O sol que sobe na cama
E acende o lençol
Só lhe chamando
Solicitando
Solidão que poeira leve...
Se ela nascesse rainha
Se o mundo pudesse agüentar
Os pobres ela pisaria
E os ricos iria humilhar
Milhares de guerras faria
Pra se deleitar
Por isso eu prefiro
chorar sozinho
Solidão
que poeira leve...
solidão,
olhe, a casa é sua
o telefone tocou, foi engano
solidão
que poeira leve
solidão
olhe a casa é sua
e no meu descompasso passa
o riso dela
Sobre O Tempo
(Thedy Corrêa)
Os homens trocam as famílias
As filhas, filhas de suas filhas
E tudo aquilo que não podem entender
Os homens criam os seus filhos
Verdadeiros ou adotivos
Criam coisas que não deviam conceber
O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move e
O que nunca vai se mover.. êê,êê
O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move e
O que nunca vai se mover.. êê,êê
Se mover... êê,êê
O passado está escrito
Nas colunas de um edifício
Ou na geleira
Onde um mamute foi morrer
O tempo engana aqueles que pensam
Que sabem demais que juram que pensam
Existem também aqueles que juram
Sem saber
O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move e
O que nunca vai se mover... êê,êê
O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move e
O que nunca vai se mover.. êê,êê
Se mover.. êê,êê
O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move e
O que nunca vai se mover.. êê,êê
O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move e
O que nunca vai se mover..
Se mover..
A Ponte
(Lenine)
Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
A ponte nem tem que sair do lugar
Aponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
Com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
Nagô, nagô, na Golden Gate
Entreguei-te
Meu peito jorrando meu leite
Mas no retrato-postal fiz um bilhete
No primeiro avião mandei-te
Coração dilacerado
De lá pra cá sem pernoite
De passaporte rasgado
Sem ter nada que me ajeite
Coqueiros varam varandas no Empire State
Aceite
Minha canção hemisférica
A minha voz na voz da América
Cantei-te
Flor Da Idade
(Chico Buarque)
A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor
Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que
amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a
quadrilha

Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Umas Músicas Interessantes 2

Músicas de cantoras de uma geração que está despontando para o sucesso:

É Ouro Para Mim
(Peninha)
Tudo junto no meu caso rolou de uma vez só
De repente o que era já não era mais
Mudou tudo no amor
Outra cara
Outra forma de ver e sentir
O que antes eu não entendia
Agora é ouro pra mim
A cabeça mudou
Outra cara
Eu tô fora e não vou mais sair
O que eu não precisava
Agora é preciso
Amor é assim
Lindo
Tô que nem criança
Tô de alma limpa
Com você por perto
Sou mais longe ainda
Hoje eu quero luz de sol e mar
Nova
Renovada a força
Tô feliz da vida
Sob o seu domínio
Tô mais forte ainda
Não tem nada fora de lugar
Há Mulheres
(Vania Borges)
Há mulheres que se pintam de caulim
Na Costa do Marfim
para o deus louvar
Eu também me pinto para o luar, em mim,
A prata derramar
Oh! Musa da inspiração!
Oh! Musa da inspiração!
Oh! Musa da inspiração!
Caia sobre mim este céu sem fim
Banzo
Itamar Assumpção
Às margens do rio Sena
Me lembro do Amazonas
Da minha raça morena
Bordunas e pés de cana
Das procissões, das novenas
Das praias com suas dunas
Penha, Vila Madalena
Dos Paiakans , dos Jurunas
Lembro Xangô, Janaína
Tupã, Roraima, Itabuna
Dos brancos cá, Caraíbas
Paris me lembra Criciúma
Porto Alegre , tri Curitiba
Gurias loiras, morenas
Me lembra rio Parnaíba
Pará, Paraná, Paranapanema ] bis
Aqui e lá há lacunas
Mas não há lá Iracemas
Me lembro que a cobra fuma
Na França ou Ipanema
Remember da minha tchurma
Piquet, Fittipaldi e Sena
São Paulo, usina de Furnas
Umãpe Xe raperana
A força que nunca seca
Vanessa /Chico César
Já se pode ver ao longe
A senhora com a lata na cabeça
Equilíbrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
Que faz e equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força nunca seca
Pra água que é tão pouca
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força nunca seca
Pra água que é tão pouca

Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, fevereiro 13, 2005

Umas Músicas Interessantes

Para não ficar sem postar nada esses dias enquanto a minha internet está sem funcionar, vou colocar durante uns dias só músicas de alguns artistas que acho os melhores da nova geração:

Paciência
(Lenine /Dudu Falcão)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede preça
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida não
para)
Lenha
(Zeca Baleiro)
Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o que
Isso quer dizer
Eu não sei por que
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Se eu digo pare
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo siga
O que quer que eu diga
Você não vai entender
Mas se eu digo venha
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender
Isso
(Chico César)
Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega, que me desprega de mim
Isso tem de ser assim...
Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
Anabela
(Paulo César Pinheiro / Mário Gil)
No porto de Vila Velha
Vi Anabela chegar
Olho de chama de vela
Cabelo de velejar
Pele de fruta cabocla
Com a boca de cambuca
Seios de agulha de bussola
na trilha do meu olhar
Fui ancorando nela
Naquela ponta de mar
No pano do meu veleiro
Veio Anabela deitar
Vento eiriçava o meu pelo
Queimava em mim seu olhar
Seu corpo de tempestade
Rodou meu corpo no ar
Com maos de roda moinho
Fez o meu barco afundar
E eu que pensei que fazia
Daquele ventre o meu cais
So percebi meu naufragio
Quando era tarde demais
Vi Anabela partindo
Pra nao voltar nunca mais
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, fevereiro 12, 2005

O Carnaval está Vivo 3

Encerrando a homenagem ao carnaval essas duas marchinhas que foram muitas ouvidas no carnaval mais democrático do Brasil aqui na cidade de Olinda e no Recife Antigo:


Máscara Negra
(Zé Keti-Pereira Mattos)
Quanto riso oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando
Pelo amor da colombina
No meio da multidão
Foi bom te ver outra vez
Está fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou e te beijou meu amor
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval


Pierrô Apaixonado
(Noel Rosa/Heitor dos Prazeres)
Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando
A colombina entrou num butiquim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim
Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim
Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

O Carnaval está Vivo 2

Continuo a homenagear as marchinhas que todos cantam até hoje nos dias de folia e é a cultura agradece a esses compositores:

Bandeira Branca
(Laércio Alves)
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Saudade, mal de amor, de amor
Saudade, dor que dói demais
Vem, meu amor
Bandeira branca eu peço paz.
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Pastorinhas
(Noel Rosa/Braguinha)
A estrela d'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas pra consolo da lua
Vão cantando na rua lindos versos de amor
Linda pastora morena da cor de madalena
Tu não tens pena de mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre sempre te amar
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

O Carnaval está Vivo

Para todos continuo com problemas de internet, então não estranhem como o blog está senda publicado, assim que resolver os problemas da minha conexão voltaremos ao normal aqui...
O carnaval acbou, mas ainda temos uma vontade de sair pulando ao ouvir esses dois hinos da história do nosso carnaval, embora a primeira seja uma marchinha, é muito executada como frevo de bloco:

Turbilhão
(Moacir Franco)
A nossa vida é um carnaval,
A gente brinca escondendo a dor,
E a fantasia do meu ideal,
É você meu amor.
Sopraram cinzas no meu coração,
Tocou silêncio em todos os clarins,
Caiu a máscara da ilusão,
Dos pierrots e arlequins...
Vê, colombinas azuis a sorrir, lalaiá...
Vê, serpentinas na luz reluzir.
Vê, os confetes do pranto no olhar.
Desses palhaços dançando ao luar.
Vê, multidão colorida a gritar, larara...
Vê, turbilhão dessa vida passar.
Vê, os delírios dos gritos de amor,
nesta orgia de sonho e de dor,
La, la la ia lá, lalaiá
La, la la la lá, lalaiá
La, la la la lá, lalaiá
Evocação Nº 1
(Nelson Ferreira)
Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon
Cadê teus blocos famosos
Bloco das Flores, Andaluzas, Pirilampos, Apôs-Fum
Dos carnavais saudosos
Na alta madrugada
O coro entoava
Do bloco a marcha-regresso
E era o sucesso dos tempos ideais
Do velho Raul Moraes
Adeus adeus minha gente
Que já cantamos bastante
E Recife adormecia
Ficava a sonhar
Ao som da triste melodia

Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Adeus Foliões, Até 2006

Acabou o carnaval e agora é que o ano começa...

Marcha da Quarta Feira de Cinzas
(Carlos Lyra/ Vinicius De Moraes)
Acabou nosso carnaval, ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações saudades e cinzas foi o que restou
Pelas ruas o que se vê é uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando, dançando e cantando cantigas de amor
E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança, contente da vida feliz a cantar
Porque são tão tantas coisas azuis, há tão grandes promessas deluz
Tanto amor para amar que a gente nem sabe
Quem me dera viver pra ver e brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
É de Fazer Chorar
(Luiz Bandeira)
É de fazer chorar
Quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar
Ó, quarta-feira ingrata,
Chega tão depressa só pra contrariar!
Quem é de fato um bom pernambucano
Espera um ano
E se mete na brincadeira
Esquece tudo quando cai no frevo
E no melhor da festa vem a quarta-feira.
Um Abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

terça-feira, fevereiro 08, 2005

O Final do Carnaval!!!!

Encerrando o carnaval recifense:

Antônio Nóbrega e Alceu Valença
Vassourinhas
Matias Rocha / Joana Batista
Se essa rua fosse minha
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas de brilhantes
Pra vassourinhas passar.
Somos nós os Vassourinhas
Todos juntos em borbotão.
Vamos varrer nossa cidade
Com cuidado e precisão.
Mateus Embaixador
Antonio Nóbrega
Mateus embaixador,
estrela alva do dia,
que sonho é esse?
que sina é essa?
meu povo, meus senhores,
aqui estou no meu destino,
estou no meu desatino,
vim brincar neste lugar.
Sou o mateu presepeiro
sou canção, sou o João Grilo,
eu sou o Benedito,
Tira-teima e o Tiridá.
Minha volta é essa,
sou ligeiro, Pedra-lispe,
também sou onça-tigre,
minha dança é de invocar.
Minha roupa é de chita
é meu lírio, é o meu gibão.
É a rabeca na mão
é o azougue, é o meu punhal.
BICHO MALUCO BELEZA
Alceu Valença
Bicho maluco beleza do Largo do Amparo
Teu estandarte tão raro, Bajado criou
Usando tintas e cores do imaginário
Ai, quantas dores causaste ao teu caçador...
Com teu mistério, teu charme, teu sorriso largo
És o terror da família, não tens compaixão
Em quantas camas deitaste assim por acaso...
Quantas princesas roubaste, maluco vilão...
Ô Ô Ô, Bicho maluco beleza Ô Ô Ô, Urso maluco beleza
J.Michiles
Um diabo louro faiscou na minha frente
Com cara de gente, bonita demais
Chegou de bobeira fazendo zoeira no meio da praça
Quebrando vidraças isso não se faz
Foi paranóico fantástico, mágico
Me fez sedento, atento, elástico,
Chegou rasgando pisando, chicletizando total
Que loura bonita fazendo o diabo no meu carnaval.
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Hoje Tem Samba na Terra do Frevo e do Maracatu

Hoje teremos uma noite de samba aqui no Marco Zero, por isso ai está Beth Carvalho

Recife Esta Em Festa
Geraldinho 7 Cordas
Parece que no seu amanhecer ê.
O sol aparece com fome de amar a.
É ele que esta em cima é ele que ver, a encantadora que Deus
nós dar a.
E quando a noite chega você chora.
Ela também é linda você vai gosta a.
É nela que começa a nova historia, que a dona da noite vem nós
mostra .
Por que aparece com fome de amar.
É nossa praia.
É nossa praia mágica.
É nossos rios, de carnavais.
Pontes decoram o seu coração.
Mangues, maré são viveiros naturais.
Recife capital de Pernambuco.
Riqueza igual ninguém terá.
Maracatu, coco, ciranda.
Frevo e ate mesmo o samba, que veio te homenagear. Bis.
Recife sua cidade esta tão bela, o seu nome esta em festa vou
cantar com todo amor.
Recife vivo em você desde de criança, nunca perdi a esperança,
de ter seu amor.
Coisinha Do Pai
(Jorge Aragão)
Coisinha do Pai, É
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Você vale ouro
Todo meu tesouro
Tão formosa da cabeça aos pés
Vou lhe amando
Lhe adorando
Digo mais uma vez
Agradeço a Deus porque lhe fez
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Charmosa
Tão dengosa
Que só me deixa a prosa
Tesouro
Vale ouro
Agradeço a Deus porque lhe fez
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Você vale ouro
Todo meu tesouro
Tão formosa da cabeça aos pés
Vou lhe amando
Lhe adorando
Digo mais uma vez
Agradeço a Deus porque lhe fez
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Charmosa
Tão dengosa
Que só me deixa a prosa
Tesouro
Vale ouro
Agradeço a Deus porque lhe fez
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai
Oh Coisinha tão bonitinha do pai

Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, fevereiro 06, 2005

Salve O Galo!!!!

Para homenagear o Galo da Madrugada que foi ontem com milhares de pessoas nas ruas do Recife:

HINO DO GALO DA MADRUGADA
José Mário Chaves
Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada
A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saldando o Carnaval
As donzelas estão dormindo
As cores recebendo o orvalho matinal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saldando o Carnaval
O Galo também é de briga, as esporas afiadas
E a crista é coral
E o Galo da Madrugada, já está na rua
Saldando o Carnaval
Frevo do Galo
(Fernando Azevedo /Paulo Gama/Fernando Gama )
Acorda Recife, acorda
Que já é hora de estar de pé
Levanta, o carnaval começou
No bairro de São José
Vem, vem meninada
Vem conhecer o Galo da Madrugada
O Galo vai desfilando
Com beleza e harmonia
E o Enéas comandando
E mostrando a alegria, de um carnaval
Que basta brincar um dia
Vem, vem meninada
Vem conhecer o Galo da Madrugada
Se você desfilar esse ano
Nunca mais vai esquecer
Do Padre Floriano
E no bairro de São José
O Galo é quem vai cantar
E o Galo é quem vai mandar
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, fevereiro 05, 2005

É Carnaval!!!

Por motivos técnicos nesse carnaval só teremos letras de músicas de artistas que estão fazendo o nosso carnaval...
Peço desculpas a todos e assim que acabar o carnaval voltamos ao normal...
Hoje teremos Elba Ramalho que estará fazendo show hoje no Marco Zero

FREVO Nº1 DO RECIFE
(Antônio Maria)
Ai, ai saudade
Saudade tão grande
Saudade que eu sinto
Do clube da Pás, do Vassouras
Passistas traçando tesouras
Das ruas repletas de lá
Batidas de bombos são maracatus retardados
Chegam da cidade cansados
Com seus estandartes no ar
Que adianta se o Recife está longe
E a saudade é tão grande
Que eu até me embaraço
Parece que eu vejo
Walfrido Cebola no passo
Haroldo Mathias, Colaço
Recife está dentro de mim

PÁTRIA AMADA
(Carlos Fernando)
Vamos colocar na mão do índio
Os botões da informática
Vamos preparar com raio laser
Uma grande feijoa - da
Ela tem futuro, tem, tem, tem
Ela é o Brasil, sil, sil, sil
Um surfista indo a caminho do ano dois mil
Vem, vem, ver Pátria Amada
Mistura tuas cores
Põe o pé na estrada
Mistura pra ver como é
Mistura pra ver se dá pé
Mistura pra ver como é
Mistura pra ver se dá pé
O riso adora é o canto
Arco-íris da paixão
A fantasia nua
Da imaginação

VIDA E CARNAVAL
(Aroldo e Moraes Moreira)
Mandei fazer a minha fantasia
Alegoria de papel crepom
Que é pra você durante esses três dias
Me curtir todinha
E ao romper do som
Aprender na escola que é a rua
Ver a verdade nua
E não sair do tom
Pagar pra ver qual é
A barra de ser o que é
Ser pra você igual
Na vida e no carnaval
Meu negro tirei a máscara
Que até agora escondeu
Meu sentimento a mais rara
Das jóias que Deus me deu

BANHO DE CHEIRO
(Carlos Fernando)
Eu quero um banho de cheiro
Eu quero um banho de lua
Eu quero navegar
Eu quero uma menina
Que me ensine noite e dia
O valor do beabá
O beabá dos teus olhos
Morena bonita
Da boca do rio
O beabá das narinas do rei
O beabá da Bahia
Sangrando alegria
Magia, magia dos filhos de Gandhi
beabá dos baianos
Que charme bonito
Foi o santo que deu
beabá do Senhor do Bonfim
beabá do sertão
Sem chover, sem colher, sem comer, sem lazer
O beabá do Brasil
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

O Mangue Sendo Homenageado


Saudade do Mangue Boy

No dia dois de fevereiro foram completados oito anos da morte de Chico Science e escolhi hoje para homenagear, já que teremos a abertura do carnaval com a Orquestra Manguefônica que já falei anteriormente...
A morte dele no auge da carreira foi um baque para a música pernambucana e a do Brasil, pois ele já era um expoente mundial...
Vocês clicam no titulo e entam na página onde eu falo da orquestra, uma junção do Nação Zumbi com o mundo livre s/a...
As músicas de hoje são marcantes na curta carreira dele que continua sendo brilhantemente pela Nação Zumbi:

Computadores Fazem Arte
(Fred 04)
Computadores fazem arte
Artistas fazem dinheiro
Computadores fazem arte
Artistas fazem dinheiro
Computadores fazem arte
Artistas fazem dinheiro
Computadores Fazem arte
Artistas fazem dinheiro
Computadores avançam
Artistas pegam carona
Cientistas criam o novo
Artistas levam a fama
Samba Makossa
(Chico Science)
Samba Maioral
Onde é que você se meteu
Antes de entrar na roda meu irmão
A responsabilidade de tocar o seu pandeiro
É a responsabilidade de você manter-se inteiro
É de você manter-se inteiro
Por isso chegou a hora
Dessa roda começar
Samba Makossa da pesada
Vamos todos celebrar
Cerebral
É assim que tem que ser
Maioral
Mais é assim que é
Bom da cabeça,foguete no pé
Samba Makossa sem hora marcada
É da pesada
(Samba,Samba,Samba,Samba,Samba) Samba
Maracatu Atômico
(Jorge Mautner / Nelson Jacobina)
O bico do beija-flor, beija-flor, beija-flor
E toda fauna flora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte tem a arte
E aqui passa com raça eletrônico o maracatu atômico
Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de
Comê-las
No meio do couve-flor tem a flor, tem a flor
Que além de ser uma flor tem sabor
Dentro do porta-luvas tem a luva, tem a luva
Que alguém de unhas negras e tão afiadas
Esqueceu de por
Maracatu atômico
Maracatu atômico
No fundo do pára-raio tem o raio, tem o raio
Que caiu da nuvem negra do temporal
Todo quadro-negro é todo negro é todo negro
Eu escrevo seu nome nele só pra demonstrar
O meu apego
O bico do beijar flor, beija-flor, beijar flor
E toda fauna flora grita de amor
Quem segura o porta estandarte tem a arte, tem a arte
E aqui passa com raça eletrônico o maracatu atômico

O Cidadão Do Mundo
(Chico Science/ Nação Zumbi/ Eduardo BID)
A estrovenga girou
Passou perto do meu pescoço
Corcoviei, corcoviei
Não sou nenhum besta seu moço
A cena parecia fria
Antes da festa começar
Mas logo a estrovenga surgia
Rolando veloz pelo ar
Eu pulei, eu pulei
E corri do coiçe maçio
Só queria matar a fome no canavial na beira do rio
Jurei, Jurei
Vou pegar aquele capitão
Vou juntar a minha nação
na terra do maracatu
Dona Ginga, Zumbi, Veludinho e segura o baque do Mestre Salu
Eu ví, eu ví
A minha boneca vodu
Subir e descer do espaço
Na hora da coroação
Me desculpe senhor, me desculpe
Mas esta aquí e a minha nação
Daruê Malungo, Nação Zumbi
É o zum, zum, zum da capital
Só tem carangueijo esperto
Saindo deste manguezal
Eu pulei, eu pulei
E corria no coice macio
Encontrei o cidadão do mundo no canavial na beira do rio
Josué !!!
Eu corri saí no tombo
Se não ia me lascá
Segui a beira do rio
Vim pará na capitá
Quando ví numa parede um pinico anunciá
É liquidação total
O falante anunciou
Ih! tô liquidado pivete pensou
Conheceu uns amiginhos e com eles se mandou
Aí meu velho abotoa o paletó não deixe o queixo cair e segura o rojão
Vinha cinco maloqueiro
Em cima do caminhão
Pararam lá na Igreja com um copo de café
Um ficou roubando a missa
E quatro deram no pé
Chila, Relê, Domilindró !!!!
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem
Posted by Hello