quinta-feira, setembro 08, 2005

O Show do Ano!!!!



Hoje está fazendo uma semana de um dos maiores shows que assisti esse ano aqui em Recife, o InCité de Lenine no teatro Guararapes e como estou novamente sem internet, só pude postar hoje...
Graças a Deus e a Nova Brasil pude ir pagando um preço maravilhoso, já que não iria poder ir senão tive ganho os convites...
Com minha amiga Milla pude presenciar a força e o talento desse galego que nem parece pernambucano, mas que nasceu aqui e sempre estará por essas bandas buscar inspiração...
As músicas de hoje estão no repertório do show e levantaram o público que vibrava a cada sucesso e música nova que ele cantava, a primeira é uma homenagem a minha amiga, já que ele estava triste, pois foi uma das últimas músicas do show, quase que ele não canta, a segunda e a quarta são do novo disco, e a terceira foi um dos momentos épicos do show:

Paciência
(Lenine/Dudu Falcão)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida e tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não... A vida não para
Do It
(Lenine /Ivan Santos)
Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se sujou, cai fora
Se da pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
E corra atrás da lebre
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
E não se submeta
Leão do Norte
( Lenine/Paulo César Pinheiro)
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda Em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto do Maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
Eu sou mangue também
Eu sou mameluco
Sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco
Sou o Leão do Norte
Eu sou mameluco
Sou de Casa forte
Sou de Pernambuco
Eu sou o Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pífano no meio do canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite
Puxando esse cordão
Sou jangadeiro
Na festa de Jaboatão

Todas Elas Juntas Num Só Ser
(Lenine/Carlos Rennó)
Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Benjor;
Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;
Já não homenageio Januária,
Joana, Ana, Bárbara, de Chico;
Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;
Nem a tigreza nem a Vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmo a linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;
Nem Anna Júlia do Los Hermanos.
Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.
Não canto de Melô Pérola Negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.
De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;
De Michael Jackson, nem a Billie Jean;
De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;
Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,
Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.
Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.
Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;
E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;
E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão
Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.
De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! - do mano Xiz!
Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,
Ana do outro rei, o do baião
Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.
Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.
Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;
Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas... mas não mais que três...
Só você...
Mais que tudo é só você;
Só você...
As coisas mais queridas você é:
Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.
Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.
Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.
Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, agosto 14, 2005

Dois Pais da Familia Carvalho


Viva Meu Pai!!!!


Uma homenagem ao meu pai, uma pessoa especial na minha vida, que me deu todas as condições de vida, principalmente educação...
E também gostaria de homenagear meu irmão que também se chama Gerson e que me deu uma grande alegria que é minha sobrinha e afilhada...
Ele merece essa homenagem, pois além de ser dia dos pais, ele comemora idade nova hoje...
As músicas de hoje são músicas que falam de pais e são as duas primeiras, as últimas são músicas com nome de mulheres e que forma marcantes na vida dos dois, a de Dorival Caymmi é a preferida de meu pai e a de Chico Buarque é uma que meu irmão sempre pedia para cantarem para ele quendo pequeno:


Pai
(Fábio Júnior)
Pai, pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos, pai e filho talvez
Pai, pode ser que daí você sinta, qualquer coisa entre esses
vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz....
Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando vivendo e
pedindo
Com loucura pra você renascer...
Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e não vou
ficar mudo
Prá falar de amor pra você
Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa, fala um pouco tua voz
tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra ver
Pai, me perdoa essa insegurança, é que eu não sou mais aquela
criança
Que um dia morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu
Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só recostar no
teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de vovô com meu
filho
No tapete da sala de estar
Pai, você foi meu herói meu bandido, hoje é mais muito mais que
um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz Pai Paz ...
Como Nosso Pais
Belchior
Não quero lhe falar meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos.
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo que aconteceu comigo.
Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei
Que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem há perigos na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens
Para poder abraçar meu irmão e beijar minha menina, na rua
É que se fez o meu lábio, o meu braço, e a minha voz
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantado com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento, o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração
Já faz tempo eu vi você na rua, cabelo ao vento gente jovem
reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo que
fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e
vivemos
Como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências não enganam não. Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém. Você pode até dizer
Que eu estou por fora ou então que eu estou inventando
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que é ama o passado e que não vê que o novo sempre vem
Hoje eu sei que quem me deu a idéia
De uma nova consciência e juventude, está em casa guardada por
Deus
Contado os seus metais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo que
fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e
vivemos
Como nossos pais
Marina
(Dorival Caymmi)
Marina, morena, Marina você se pintou
Marina você faça tudo mas faça o Favor ...
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita com o que
Deus lhe deu
Já me aborreci, me zanguei,
Já não posso falar
E quando eu me zango, Marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outro igual
Desculpe, morena, Marina
Mas eu tô de mal
Eu tô de mal com você
Eu tô de mal com você
Eu tô de mal com você
Carolina
(Chico Buarque)
Carolina, nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei, que não vai dar
Seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela
caiu
Eu bem que mostrei sorrindo. pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu
Carolina, nos seus olhos tristes, guarda tanto amor
O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar
Agora não sei como explicar
Lá fora, amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco
partiu
Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela
E só Carolina não viu
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

terça-feira, agosto 09, 2005

Relembrar para Não se Repetir!!!!!


Uma Imagem que não Deve se Repetir


Resolvi postar uma música para relembrar uma tragédia acontecida a sessenta anos e que esperamos nunca mais aconteça...
O grande Vinicius de Moraes teve a sensibilidade de escrever uma poesia que retrata bem o que aconteceu e que foi musicada por Gerson Conrad fazendo sucesso na voz de Ney Matogrosso, na época dos Secos e Molhados...


Rosa de Hiroshima
(Vinícius de Moraes /Gerson Conrad)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quinta-feira, agosto 04, 2005

Uma Cantora que Homenageou o Idolo


Ela Cantou Ele


Voltei com aquela menina que acho vai se tornar uma das melhores cantoras que o Brasil vai ter a obrigação de conhecer...
Acabei de vir de mais um show de Isabela Moraes, onde ela dá uma passeada pela obra de Caetano Veloso com a mesma competência de sempre...
A participação de artistas com Marron Brasileiro e Daniel Oliveira abrilhantaram ainda mais esse show...
As músicas desse monstro sagrado da música brasileira ficaram belissimas na voz dela e vou colocar quatro músicas que estavam no repertório do show:

Tá Combinado
(Caetano Veloso)
Então tá combinado, é quase nada
É tudo somente sexo e amizade
Não tem nenhum engano nem mistério
É tudo só brincadeira e verdade
Podemos ver o mundo juntos
Sermos dois e sermos muitos
Nos sabermos sós sem estarmos sós
Abrirmos a cabeça para que afinal
Floresça o mais que humano em nós
Então tá tudo ditoE é tão bonito
E eu acredito num claro futuro
De música, ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro
Mas e se o amor pra nós chegar
De nós, de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está
Se há muito tempo que chegou e só nos enganou?
Então não fale nadaApague a estrada
Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra
Vale nada quando chega o amor
O Quereres
(Caetano Veloso)
Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim
Rapte-me Camaleoa
(Caetano Veloso)
Rapte-me camaleoa
Adapte-me a uma cama boa
Capte-me uma mensagem à-toa
De um quasar pulsando loa
Interestelar canoa
Leitos perfeitos
Seus peitos direitos me olham assim
Fino menino me inclino pro lado do sim
Rapte-me, adapte-me, capte-me,
It’s up to me, coração
Ser querer, ser merecer, ser um camaleão
Rapte-me camaleoa
Adapte-me ao seu ne me quitte pas
Nosso Estranho Amor
(Caetano Veloso)
Não quero sugar todo o seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor
Ah! Mainha, deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar
E sigamos juntos
Ah! Neguinha, deixa eu gostar de você
Pra lá do meu coração
Não me diga nunca não
Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valham dramáticos efeitos
Mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos, mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sexta-feira, julho 22, 2005

Um Artista que é de Sonho e de Pó


Esse é Regionalismo Puro

Estou com pouco tempo para atualizar o blog, então resolvi que não irei postar todo dia e sim quando tiver algo legal e interessante..
Hoje eu inicio essa fase com um artista que é o maior exemplo da música regional da MPB, Renato Teixeira...
No titulo tem o link para o site oficial dele, entrem e descubram mais desse artista, autor de grandes clássicos...
As músicas de hoje são representantes desses clássicos e espero que todos gostem:

Romaria
(Renato Teixeira)

É de sonho e de pó, o destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
Dessa vida cumprida a sol
Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
O meu pai foi peão, minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
Em busca de aventuras
Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi
Me disseram porém que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Tocando em Frente
(Renato Teixeira/Almir Satter)
Ando devagar porque já tive pressa
E levo o seu sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe eu só levo a certeza
De que muito pouco eu sei
Nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maças
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pára poder seguir
É preciso chuva para poder florir
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
Conhecer a marcha, ir tocando em frente.
Por um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
Estrada eu sou.
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maças
É preciso amor para poder pulsar
É preciso paz para poder seguir
É preciso chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora, um dia a gente chega.
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua própria historia
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz...
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maças.
É preciso amor para poder pulsar
É preciso paz para poder seguir
É preciso chuva para florir
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
Conhecer a marcha ir tocando em frente.
Cada um de nós compõe a sua própria historia
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Frete
(Renato Teixeira)
Eu conheço cada palmo desse chão
E só me mostrar qual é a direção
Quantas indas e vindas
Meu Deus quantas voltas
Viajar é preciso é preciso
Com a carroceria sobre as costas
Vou fazendo o frete cortando o estradão
Eu conheço todos os sotaques
Desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
Das mulheres todas a vontades
Eu conheço as minhas liberdades
Pois a vida não me cobra o frete
Por onde eu passei deixei saudade
A poeira é minha vitamina
Nunca misturei mulher com parafuso
Mas não nego à ela todos os meus apertos
Coisas do destino e do meu jeito
Sou irmão de estrada e acho muito bom
Eu conheço todos os sotaques
Desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
Das mulheres todas a vontades
Eu conheço as minhas liberdades
Pois a vida não me cobra o frete
Mas quando me lembro lá de casa
A mulher e os filhos esperando o pão
Sinto que me morde a boca da saudade
E a lembrança me agarra e profana
O meu tino forte de homem
E é quando a estrada me acode
Eu conheço todos os sotaques
Desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
Das mulheres todas a vontades
Eu conheço as minhas liberdades
Pois a vida não me cobra o frete
Amora
(Renato Teixeira)
Depois da curva da estrada
Tem um pé de araçá
Sinto vir água nos olhos
Toda vez que passo lá
Sinto o coração flechado
Cercado de solidão
Penso que deve ser doce
A fruta do coração
Vou contar para o seu pai
Que você namora
Vou contar para a sua mãe
Que você me ignora
Vou pintar a minha boca
No vermelho da amora
Que nasce lá no quintal
Da casa onde você mora
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, julho 20, 2005

Uma Homenagem aos Amigos-Irmãos


Salve a Amizade!!!!

Depois de nove dias sem aparecer por aqui, estou de volta para homenagear o Dia do Amigo, pois sem amizades as pessoas não conseguiriam viver...
Peço licença a todos que são meus amigos para usar como representantes nesse dia, os dois que junto com esse que vos fala estão completando Bodas de Prata de uma amizade fiel e que se fortalece a cada ano...
Cristiano Rocha e Alexandre Cantarelli são mais que amigos, são irmãos de coração que tenho e que pretendo levar pro resto da minha vida...
Parabéns a todas as pessoas que estão no meu circulo de amizades, não irei citar nomes para não esquecer ninguém...
Agora, as músicas de hoje que como não poderiam deixar de ser tratam de amizades, eu poderia até colocar as músicas que os três curtem para não ficar tão clichê, mas não tem como, MPB4, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Renato Teixeira junto com Dominguinhos precisam estar num dia como hoje:

Amigo é Para Essas Coisas
(Sílvio da Silva Junior /Aldir Blanc)

Salve, como é que vai...
Amigo a quanto tempo...
Um ano ou mais.....
Posso sentar um pouco?
Faça o favor.
A vida é um dilema...
Nem sempre vale a pena...
Ah...
O que é que há?
Rosa acabou comigo.
Meu Deus, porquê?
Nem Deus sabe o motivo.
Deus é bom!
Mas não foi bom pra mim...
Todo amor um dia chega ao fim
Triste!
É sempre assim...
Eu desejava um trago...
Garçon, mais dois!
Nem sei como eu lhe pago...
Se vê depois...
Estou desempregado.
Você está mais velho...
É!
Vida ruim...
Você está bem disposto.
Também sofri.
Mas não se vê no rosto.
Pode ser...
Você foi mais feliz...
Dei mais sorte com a Beatriz!
Pois é...
Tudo bem...
Pra frente é que se anda.
Você se lembra dela?
Não.
Lhe apresentei...
Minha memória é fogo...
E o l'argent?
Defendo algum no jogo.
E amanhã?
Que bom se eu morresse!
Pra que rapaz?
Talvez Rosa sofresse...
Vá atrás...
Na morte a gente esquece!
Mas no amor a gente fica em paz.
Adeus.
Toma mais um...
Já amolei bastante.
De jeito algum...
Muito obrigado amigo.
Não tem de que.
Por você ter me ouvido.
Amigo é pra essas coisas...
É.
Toma um Cabral.
Tua amizade basta.
Pode faltar.
O apreço não tem preço.
Eu vivo ao Deus-dará!
Canção da América
(Milton Nascimento/Fernando Brant)

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
Amigo
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Você meu amigo de fé, meu irmão camarada
Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas
Cabeça de homem mas o coração de menino
Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada
Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro
Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro
O seu coração é uma casa de portas abertas
Amigo você é o mais certo das horas incertas
Às vezes em certos momentos difíceis da vida
Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída
A sua palavra de força, de fé e de carinho
Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho
Você meu amigo de fé, meu irmão camarada
Sorriso e abraço festivo da minha chegada
Você que me diz as verdades com frases abertas
Amigo você é o mais certo das horas incertas
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que você é meu amigo
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que eu tenho um grande amigo
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que você é meu amigo
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que eu tenho um grande amigo
Amizade Sincera
(Renato Teixeira /Dominguinhos)

Amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raro
Não há nada melhor do que um grande amigo
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

segunda-feira, julho 11, 2005

Grandes Artistas que se Admiram


Eles já Gravaram Um ao Outro


Esses dois artistas já gravaram músicas um do outro, mostrando uma admiração mútua que nos deu belissimas interpretações...
Sem falar muito, vamos as músicas de hoje, todas foram gravadas pelos dois e a última é bem interessante, pois foi feita depois de uma visita de Roberto Carlos a Caetano Veloso no exilio:



Como Dois e Dois
(Caetano Veloso )
Quando você me ouvir cantar
Venha, não creia, eu não corro perigo
Digo, não digo, não ligo, deixo no ar
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar
Tudo vai mau, tudo
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto, não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias, tristezas e brinco
Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Quando você me ouvir chorar
Tente, não cante, não conte comigo
Falo, não calo, não falo, deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar
Tudo vai mal, tudo, tudo, tudo, tudo...
Tudo mudou não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco
O mesmo teto, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco
Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Meu amor, meu amor, meu amor
Tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
São cinco, são cinco

Fera Ferida
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido
Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você
Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor
Eu sei, o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços
Me senti sozinho
Tropeçando em meu
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo
Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer
Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Força Estranha
(Caetano Veloso)
Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada
E eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando
Outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada
Que nunca passou
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos
Na fronte do artista
O tempo não pára, e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada
É o pé e é o chão
Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
É o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada, é o sol
Por isso a força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz, essa voz tamanha
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos
(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Um dia a areia branca seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos a água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar
E ao se sentir em casa sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
As luzes e o colorido que você vê agora
Nas ruas por onde anda, na casa onde
olha tudo e nada lhe faz ficar contente
Você só deseja agora voltar pra sua gente
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
Você anda pela tarde e o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você chegando num sorriso
Pisando a areia branca que é seu paraíso
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, julho 10, 2005

Os Filhos da Estrela


Os Irmãos Talentosos

Hoje no blog queria homenagear dois dos filhos da grande diva da música popular brasileira, Elis Regina...
Filhos dela com Cesar Camargo Mariano, eles tem mais um irmão, o João Marcelo Boscôli que não seguiu a carreira de cantor preferindo ser dono de gravadora, músico e apresentador de televisão...
Pedro começou primeiro a enfrentar o fato de ser filho da maior cantora brasileira e isso foi o principal motivo que levou Maria Rita a adiar o inicio da sua carreira temendo as inevitaveis comparações, mas não teve jeito está no sangue...
As músicas de hoje estão no repertório deles, a primeira foi gravada por ela e é de um representante da nova geração como o autor da segunda que foi gravada por ele, as duas últimas são de Lenine:

Cara Valente
(Marcelo Camelo)
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mau-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração
Olha lá, ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe
Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Voz no Ouvido
(Jair Oliveira)
Tava esperando
Um telefonema teu
Tava precisando
De uma voz no ouvido
Tava imaginando
Teu olhar mirando o meu
Tava desejando
Um beijo em teu umbigo
Tá legal, falei o que não devia
Me dei mal, amanheceu um novo dia,
Já esqueci, pensei em ti decidi:
Tô aqui esperando pra ver se você vem.
Deixa de lado essa tristeza.
Beija e afasta esse tormento
Deita nesse amor desarrumado
Chega de perder tanto tempo
Lavadeira do Rio
( Lenine /Braulio Tavares)
A lavadeira do rio,
Muito lençol pra lavar
Fica faltando uma saia
Quando o sabão se acabar
Mas corra pra beira da praia,
Veja a espuma brilhar
Ouça o barulho bravio das ondas
Que batem na beira do mar
Ouça o barulho bravio das ondas
Que batem na beira do mar
O vento soprou, a folha caiu,
Cadê meu amor,
Que a noite chegou fazendo frio
O vento soprou, a folha caiu,
Cadê meu amor,
Que a noite chegou fazendo frio
Oh, Rita, tu sai da janela,
Deixa esse moço passar
Quem não é rica e é bela
Não pode se descuidar
Ah, Rita, tu sai da janela
Que as moça desse lugar
Nem se demora donzela
Nem se destina a casar
Nem se demora donzela
Nem se destina a casar
O vento soprou, a folha caiu,
Cadê meu amor, que a noite
Chegou fazendo frio
O vento soprou, a folha caiu,
Cadê meu amor,
Que a noite chegou fazendo frio
Ah, lavadeira do rio,
Muito lençol pra lavar
Fica faltando uma saia
Quando o sabão se acabar
Mas corra pra beira da praia,
Veja a espuma brilhar
Ouça o barulho bravio das ondas
Que batem na beira do mar
Ouça o barulho bravio das ondas
Que batem na beira do mar
O vento soprou, a folha caiu,
Cadê meu amor,
Que a noite chegou fazendo frio
O vento soprou, a folha caiu,
Cadê meu amor,
Que a noite chegou fazendo frio
O Silêncio Das Estrelas
(Lenine/ Dudu Falcão)
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus que amanhece mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal
Um sinal, uma porta pro infinito irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
Afinal, como estrelas que brilham em paz
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, julho 09, 2005

O Coração Não Devia Mandar na Razão, Salve Tim...


O Sindico

A presença do sindico Tim Maia hoje no blog é só para mostrar quatro músicas que falam de sentimentos, principalmente desse tal de amor...
Eu não vou falar muito, só avisando que estou um pouco triste, então precisava desabafar e nada melhor que esse espaço para fazer isso:

O Que me Importa
(Cury)

O que me importa
Seu carinho agora
Se é muito tarde
Para amar você
O que me importa
Se você me adora
Se já não há razão
Para lhe querer
O que me importa
Ver você sofrendo assim
Se quando eu lhe quis
Você nem mesmo soube
Dar amor
O que me importa
Ver você chorando
Se tantas vezes
Eu chorei também
O que me importa
Sua voz chamando
Se pra você jamais
Eu fui alguém
O que me importa
Essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar
Tem mais tristezas
Pra chorar
Que o seu
O que me importa
Ver você tão triste
Se triste eu fui
E você nem ligou
O que me importa
Seu carinho agora
Se para mim
A vida terminou, terminou, terminou...


Você
(Tim Maia)

De repente a dor
De esperar terminou
E o amor veio enfim
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim
Vi o tempo passar
O inverno chegar
Outra vez mas desta vez
Todo pranto sumiu
Um encanto surgiu
Meu amor
Você
É mais do que sei
É mais que pensei
É mais que esperava, baby
Você
É algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava, baby
Sou feliz agora
Não não vá embora não
Não não não não não
Não não vá embora
Não não vá embora
Não não vá embora
Não não vá embora
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade
Não vá embora
Não vá embora
Não vá embora
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade
Não vá embora
Não vá, não vá
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade

Gostava Tanto de Você
(Edson Trindade)
Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristeza vou viver
E aquele adeus não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão que em minha porta bate
E eu Gostava tanto de você
Gostava tanto de você
Eu corro, fujo dessa sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você

Essa Tal Felicidade
(Tim Maia)
Já rodei todo esse mundo procurando encontrar
Um amor, um bem profundo que eu pudesse realizar
Os meus sonhos de criança, como todo mundo faz
De formar uma família como era dos meus pais
Mas o tempo foi passando e a coisa mudou
Solidão foi se chegando e se acostumou
Essa tal felicidade, hei de encontrar
Mesmo se eu tiver que aguardar, se eu tiver que esperar
De uma coisa eu não desisto, sou fiel não abro mão
De ter filhos, ter amigos, companheira e irmãos
Se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar
Mais aumento o meu desejo de afinal te encontrar
Mas o que eu não me acostumo é com a solidão
Um pedaço do seu beijo ou seu coração
Isso já me fortalece me faz delirar

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

Escritor Solitário

sexta-feira, julho 08, 2005

Precisamos de Paz!!!!


Vamos Acabar com a Intolerância

Hoje o blog pede autorização a todos para ficar de luto em virtude da estupidez a que foi vitima Londres no dia de ontem...
Antes que digam que estou defendendo quem provocou uma guerra onde interesses comerciais estavam acima de tudo, eu também condeno essas atitudes...
Precisamos de Paz acabar com esses absurdos tanto de um lado como de outro, as brigas religiosas precisam ser resolvidas sem o derramamento de sangue que acontece...
Então gostaria de terminar o post de hoje com duas músicas que pedem Paz, a primeira todos conhecem, é um clássico de Gilberto Gil e a segunda é marca registrada da Caminhada da Paz promovida aqui em Recife por Nando Cordel o autor dela:

A Paz
(Gilberto Gil/João Donato)
A paz invadiu meu coração,
De repente me encheu de paz,
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais.
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino, a paz
Como aquela grande explosão,
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer um Japão na paz.
Eu pensei em mim, eu pensei em ti,
Eu chorei por nós,
Que contradição, só a guerra faz
Nosso amor em paz.
Eu vim, vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim,
Onde o fim da tarde é lilás,
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ais...

Paz Pela Paz
(Nando Cordel )
A paz no mundo começa em mim
Se eu tenho amor com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou ahora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor
Paz pela Paz - pelas crianças
Paz pela Paz - pela floresta
Paz pela Paz - pela coragem de mudar
Paz pela Paz - pela justiça
Paz pela Paz - a liberdade
Paz pela Paz - pela beleza de te amar
Paz pela Paz - pro mundo novo
Paz pela Paz - A esperança
Paz pela Paz - pela coragem de mudar
Paz pela Paz - pela beleza de te amar

Um abraço para todos:
Belo L. Carvalho
Carpe Diem
Escritor Solitário

quinta-feira, julho 07, 2005

A Decáda do Rock Brasileiro 2


O Rock dos Oitenta

Antes de mais nada parabéns para meu pai pelos seus setenta e sete anos bem vividos, Salve Gerson Carvalho...
Continuando com os grupos de rock dos anos oitenta, alguns que fizeram a história dessa década...
Essas músicas de hoje são especiais para mim, a primeira é uma das que mais gosto da Blitz, a segunda o primeiro grande sucesso do Ultraje a Rigor, a terceira um das grandes músicas do melhor disco do Paralamas do Sucesso, na minha opinião, e a última é do grupo que se vocês observarem direitinho está na imagem lá em cima, o Barão Vermelho:



A Dois Passos do Paraíso
(Evandro Mesquita/Ricardo Barreto)

Longe de casa
A mais de uma semana
Milhas e milhas distante
Do meu amor
Será que ela está me esperando
Eu fico aqui sonhando
Voando alto
Ou perto do céu
Eu saio de noite
Andando sozinho
Eu vou entrando em qualquer barra
Eu faço meu caminho
O rádio toca uma canção
Que me faz lembrar você
Eu fico louco de emoção
E já não sei o que vou fazer
Estou a dois passos do paraíso
Não sei se vou voltar
Estou a dois passos do paraíso
Talvez eu fique, eu fique por lá
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye bye
Bye bye baby bye bye
A Rádio Atividade leva até vocês
Mais um programa da séria série
"Dedique uma canção a quem você ama".
Eu tenho aqui em minhas mãos uma carta,
Uma carta de uma ouvinte que nos escreve
E assina com o singelo pseudônimo de
"Mariposa apaixonada de Guadalupe"
Ela nos conta que no dia que seria
O dia do dia mais feliz de sua vida
Arlindo Orlando, seu noivo
Um caminhoneiro conhecido de pequena
E pacata cidade de Miracema do Norte,
Fugiu, desapareceu, escafedeu-se.
Oh! Arlindo Orlando
Volte onde quer que você se encontre
Volte para o seio de seua amada.
Ela espera ver aquele caminhão voltando
De faróis baixos, e pára-choque duro.
Agora uma canção
Canta pra mim,
Eu não quero ver você triste assim.
Bye bye baby bye bye
Estou a dois passos do paraíso
E meu amor vou te buscar
Estou a dois passos do paraíso
E nunca mais vou te deixar
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye bye



Eu Me Amo
(Roger Moreira)

Há quanto tempo eu vinha me procurando
Quanto tempo faz , já nem lembro mais
Sempre correndo atrás de mim feito um louco
Tentando sair desse meu sufoco
Eu era tudo que eu podia querer
Era tão simples e eu custei prá aprender
Daqui prá frente nova vida eu terei
Sempre a meu lado bem feliz eu serei
Eu me amo , eu me amo
Não posso mais viver sem mim
Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Prá eu gostar de mim , me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Prá toda vida eu quero estar comigo
Refrão
Foi tão difícil prá eu me encontrar
É muito fácil um grande amor acabar , mas
Eu vou lutar por esse amor até o fim
Não vou mais deixar eu fugir de mim
Agora eu tenho uma razão pra viver
Agora eu posso até gostar de você
Completamente eu vou poder me entregar
É bem melhor você sabendo se amar


Alagados
(Paralamas do Sucesso)

Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Vem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê

Pro Dia Nascer Feliz
(Frejat/Cazuza
)
Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão
É pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita
Todo dia tem a hora da sessão coruja, hum...
Só entende quem namora
Agora vão'bora
Estamos bem por um triz
Pro dia nascer feliz, hum...
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Ah! Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir...
Todo dia é dia
E tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga
Uma hora aqui, a outra ali
No vai e vem dos teus quadris
Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz, hum...
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Ah! Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir...
Um abraço:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, julho 06, 2005

A Década do Rock Brasileiro


O Rock Brasil dos Oitenta até Hoje


Continuando a falar sobre os anos oitenta, hoje eu trago quatro músicas dessa época de bandas que estão na ativa até hoje...
Biquini Cavadão, Capital Inicial, Ira! e Titãs estão nas paradas de sucesso a pelo menos vintes anos e atrindo os filhos daqueles adolescentes que os curtiam anos no inicio de carreira...
Então vamos as músicas que é o que interessa, mas antes uma curiosidade da segunda música, ela foi uma das últimas músicas censuradas na transição para a democracia:

Vento Ventania
(Biquini Cavadão)
Vento, ventania, me leve para as bordas do céu
Pois vou puxar as barbas de Deus
Vento, ventania, me leve para onde nasce a chuva
Pra lá de onde o vento faz a curva
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
Nas revoadas, redemoinhos
Vento, ventania, me leve sem destino
Quero juntar-me a você e carregar os balões pro mar
Quero enrolar as pipas nos fios
Mandar meus beijos pelo ar
Vento, ventania,
Me leve pra qualquer lugar
Me leve para qualquer canto do mundo
Ásia, Europa, América
Vento, ventania, me leve para as bordas do céu
Pois vou puxar as barbas de Deus
Vento, ventania, me leve para os quatro cantos do mundo
Me leve pra qualquer lugar
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
Nas revoadas, redemoinhos
Vento, ventania, me leve sem destino
Quero mover as pás dos moinhos
E abrandar o calor do sol
Quero emaranhar o cabelo da menina
Mandar meus beijos pelo ar
Vento, ventania,
Me leve pra qualquer lugar
Me leve para qualquer canto do mundo
Ásia, Europa, América
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
Nas revoadas, redemoinhos
Vento, ventania, me leve sem destino
Quero juntar-me a você e carregar os balões pro mar
Quero enrolar as pipas nos fios
Mandar meus beijos pelo ar
Vento, ventania, agora que estou solto na vida
Me leve pra qualquer lugar
Me leve mas não me faça voltar.
Veraneio Vascaína
(Flávio Lemos/Renato Russo)
Cuidado, pessoal, lá vem vindo a veraneio
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
Com números do lado, dentro dois ou três tarados
Assassinos armados, uniformizados
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
Porque pobre quando nasce com instinto assassino
Sabe o que vai ser quando crescer desde menino
Ladrão pra roubar, marginal pra matar
Papai eu quero ser policial quando eu crescer
Cuidado, pessoal, lá vem vindo a veraneio
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
Com números do lado, dentro dois ou três tarados
Assassinos armados, uniformizados
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
Se eles com fogo em cima, é melhor sair da frente
Tanto faz, ninguém se importa se você é inocente
Com uma arma na mão eu boto fogo no país
E não vai ter problema eu sei estou do lado da lei
Cuidado, pessoal, lá vem vindo a veraneio
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
Com números do lado, dentro dois ou três tarados
Assassinos armados, uniformizados
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
Veraneio vascaína vem dobrando esquina


Núcleo Base
(Edgard Scandurra)
Meu amor eu sinto muito, muito, muito, mais vou indo
Pois é tarde, muito tarde e eu preciso ir embora
Sinto muito meu amor mas acho que já vou andando
Amanhã acordo cedo e preciso ir embora
Eu queria ter você mas acho que já vou andando
Outro dia pode ser mas não vai dar pra ser agora
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
E já esta ficando tarde e eu estou muito cansado
Minha mente está tão cheia e estou me transbordando
Você pensa que sou louco mas estou só delirando
Você pensa que sou tolo mas estou só te olhando
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
Mas não com essa farda.
Mas não com essa farda
Mas não com essa farda...
Mas não!!!!!!
Sonífera Ilha
(Mello/Belloto/Fromer/Bamarck/Pessoa)
Não posso mais viver assim ao seu ladinho
Por isso colo meu ouvido no radinho de pilha
Pra te sintonizar sozinha, numa ilha
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Não posso mais viver assim do seu ladinho
Por isso colo meu ouvido no radinho de pilha
Pra te sintonizar sozinha, numa ilha
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz

Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
Carpe Diem