quinta-feira, dezembro 09, 2004

O Poeta da Vila Isabel

Entrem nesses sites, valem a pena:

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http://www.biasaldanha.blogger.com.br/
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http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
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http://www.m-musica.com/
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

Um dos grandes nomes da música brasileira:

Noel Rosa

Não poderia falar de música brasileira sem citar o Poeta da Vila, que nasceu no Rio de Janeiro e viveu pouco, mas essa vida breve permitiu compor grandes clássicos da MPB...
Até hoje essas músicas são cultuadas por todas gerações desde sua morte em 37...
Para saber mais dele é só clicar no titulo e entrar num site dedicado a este compositor genial...
As músicas de hoje são quatro clássicos que são cantados até os dias atuais:

Pastorinhas
(Noel Rosa/Braguinha)
A estrela d'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas pra consolo da lua
Vão cantando na rua lindos versos de amor
Linda pastora morena da cor de madalena
Tu não tens pena de mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre sempre te amar


Pierrô Apaixonado
(Noel Rosa/Heitor dos Prazeres)
Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando
A colombina entrou num butiquim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim
Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim
Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim

Com que Roupa?
( Noel Rosa)
Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta
Pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bruta, pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Agora, eu não ando mais fagueiro,

Pois o dinheiro não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro,

Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa, mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Eu hoje estou pulando como sapo, pra ver se escapo
Desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo, eu vou acabar ficando nu
Meu paletó virou estopa e eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?

Conversa de Botequim
(Noel Rosa, Vadico e Francisco Alves)
Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Fecha a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro que me empreste umas revistas
Um isqueiro e um cinzeiro
Telefone ao menos uma vez para 34-4333
E ordene ao Seu Osório que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom, me empreste algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure essa despesa no cabide ali em frente


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Os Caras do Pé de Calçada

O Blog da Cultura Brasileira indica:

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Voltamos para Pernambuco:


Mestre Ambrósio

Um grupo formado na época do auge do Movimento Mangue, que fazia um forró que ná era pé de serra e sim pé de calçada, uma linha mais urbana...
Hoje em dia praticamente eles já não estão em atividade o que entristece toda uma galera que curtia o som deles...
Siba com sua Fuloresta do Samba, Eder "O" Rocha com seu "Circo", Helder com seu trabalho de ator e dançarino e os outros também com seus trabalhos solos, vão mostrando sua versatilidade e conquistando todo o Brasil, como oficialmente ainda não acabou, espero que um dia eles se reunam e voltem a fazer o pé de calçada com muita competência...
O site deles está desatualizado, mas como não existe nenhum outro, cliquem no titulo e entrem lá...
As músicas de hoje estão no segundo disco deles, sendo que as três últimas também estão no primeiro, que eu considero o melhor deles e a derradeira só está neste primeiro:

Fuá Na Casa De Cabral
( Siba/ Helder Vasconcelos)
Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapaziada
Mandou barrer o terreiro
Me chame o pai do chiqueiro que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó que eu já virei brasileiro
Foi gente de todo tipo
Na festa de seu Cabral
Português de Portugal
Raceado no Oriente
Negão bebeu aguardente
Caboclo foi na Jurema
Seu Cabral pediu um tema
Danou-se a cantar poesia
Até amanhecer o dia
Numa viola pequena
No fim da festa e da farra
Cabral não sentiu preguiça
Mandou logo rezar a missa
Pra ficar aliviado
Chamando o padre, apressado
Mandou começar ligeiro
Botando ordem no terreiro
Com seu maracá na mão
Jurando pelo alcorão
Que era crente verdadeiro
Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse:
Esta situação sei que nunca mais resolvo
Então falou para o povo:
Juro que me arrependi o Brasil que eu descobri
Queria cobrir de novo

Usina (Tango No Mango)
( Mestre Ambrósio (Adaptação))
Ajustei um casamento
Com uma nega dum borde
Pensando que era uma moça
E era o diabo duma veia
Tombo no martelo tombador
Tombo no martelo militar
Me caso contigo veia
É de ser em condição
D’eu dormir na minha rede
E tu, veia no fogão
Me casei com esta veia
Pra livrar da filharada
A danada dessa veia
Teve dez numa ninhada
Desses dez que nasceram
Um deu pra ladrão de bode
Deu no tango e deu no mango
Dos dez só ficaram nove
Dos nove que ficaram
Um deu pra ladrão de poico
Deu no tango e deu no mango
Dos nove que ficaram oito
Dos oito que ficaram
Um deu pra ladrão de jegue
Deu no tango e deu no mango
Dos oito ficaram sete
Dos sete que ficaram
Um deu pra ladrão de rêz
Deu no tango e deu no mango
Dos sete ficaram seis
Desses seis que ficaram
Um deu pra ladrão de pinto
Deu no tango e deu no mango
Dos seis só ficaram cinco
Dos cinco que ficaram
Um deu pra ladrão de pato
Deu no tango e deu no mango
Dos cinco ficaram quatro
Dos quatro que ficaram
Um deu pra roubar outra vez
Deu no tango e deu no mango
Dos quatro ficaram três
Dos três que ficaram
Um deu pra ladrão de boi
Deu no tango e deu no mango
Dos três só ficaram dois
Dos dois que ficaram
Um deu pra roubar jerimum
Deu no tango e deu no mango
Dos dois só ficaram um
Desse um que ficaram
Um deu pra roubar ladrão
Deu no tango e deu no mango
Acabou-se a geração

Pé de Calçada
(Siba)
Mas eu fui num forró no pé da serra
Nunca nessa terra vi uma coisa igual
Mas eu fui num forró no pé da serra
Cume quente, baiano sensacional
Rebeca véia do pinho de arvoredo
Espalhava baiano no salão
O pandeiro tremia a maquinada
Eu vi a poeira subir do chão
Hoje eu faço forró em pé de calçada
No meio da zuada pela contra-mão
Eu fui la na mata e voltei pra cidade
De cabôco eu sei minha situação
Rebeca veia não me abandona
Zabumba treme-terra, come o chão
Na hora que o tempo desaparece
Transforma em pé de serra o calçadão

José
(Siba)
Não fique de boca aberta Zé
Em cidade que for chegando Zé
Tem que tomar cuidado Zé!
Tem casa amarela
Tem casa vermelha
Tem casa com fome
Tem casa na ceia
Tem casa com florzinha na janela
Tem cabra que eu não sei
Que malvadeza é aquela
Na rua do marmeleiro
Na frente da casa do coveiro
Tão te esperando, Zé!
Zé!!
Tem que tomar cuidado Zé!
Tem arma de bala
Cacete, bengala,
Tem faca, cravinote
Soldado sem farda
Resóve, espingarda
No meio da cidade
Vão te deixar nu
E nesse lundu
Sem querer razão
Até com a mão
Vão querer dar em tu Zé...
Tem que tomar cuidado, Zé!
Entrou pela frente
Saiu por detrás
Puxou por um lado
Mexeu e lái-vái
José não tem medo
Nem do satanás
Não fique de boca aberta Zé
Em cidade que for chegando
Terra alheia, pisa no chão devagar

Um abraço para todos que curtem arte de qualidade:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

terça-feira, dezembro 07, 2004

Um Pai Injustiçado e os Filhos Recuperando sua Memória

Os sites que valem a pena visitar:

http://www.mpbnet.com.br/
http://www.biasaldanha.blogger.com.br/
http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
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http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com//
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

Um pai e seus filhos hoje no blog:

Wilson Simonal
Simoninha
Max de Castro

Um cantor que foi injustiçado na década de sessenta, sendo acusado de ser informante da ditadura militar e que se não houvesse essa acusação ele não teria morrido como mais um cantor e sim como um dos maiores cantores que o Brasil já teve, pois o seu talento era inquestionável...
Como fruto deixou dois filhos como sucessores que hoje são destaque da nova geração de artistas que valorizam a MPB, procurando dar uma oxigenada neste estilo...
Eles procuram tentar resgatar a imagem do pai, para que as novas gerações saibarm que Simonal não era um dedo duro e sim uma vitima desse periodo negro do nosso país...
Hoje teremos ao invés de um link só no titulo, este vai ser uma página dedicada ao pai no site Clique Music e abaixo estarão os links para os sites dos filhos, ambos hospedados no site da sua gravadora, a Trama:

http://www.trama.com.br/simoninha/
http://www.trama.com.br/maxdecastro/

Iniciando as músicas de hoje teremos uma música que ficou marcada na voz forte do Simonal e que é um dos clássicos dos anos 60:

Sá Marina
(Antonio Adolfo /Tibério Gaspar)
Descendo a rua da ladeira
Só quem viu, que pode contar
Cheirando a flor de laranjeira
Sá Marina levei pra dançar
De saia branca costumeira
Gira o sol, que parou pra olhar
Com seu jeitinho tão faceiro
Fez o povo inteiro cantar
Roda pela vida afora
E põe pra fora essa alegria
Dança que amanhece o dia pra se dançar
Gira, que essa gente aflita
Se agita e segue no seu passo
Mostra toda essa poesia no olhar
Deixando versos na partida
E só cantigas pra se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar


A segunda é do Max de Castro e dá titulo ao primeiro disco dele:

Samba Raro
(Bernardo Vilhena - Max de Castro)
Ela vai, ela vem
Depois dela não tem pra mais ninguém
Samba
Mexe comigo de um jeito tão raro
Ama
Ela sabe me enfeitiçar
Me enfeitiçar, enfeitiçar, me enfeitiçar
Me namorar, namorar, me namorar
Samba rola na minha língua
Me diz e me prova
Ela sabe me provocar
Me provocar, e provocar, me provocar
Me excitar, me excitar, me excitar
Ela vai, ela vem
Depois dela não tem pra mais ninguém
Mas nada é tão claro
Quanto a luz do imenso amor
Que ilumina a noite
O samba raro já chegou


A terceira é do Simoninha e é do segundo disco que ele gravou:

Essência
(Simoninha / Marcelo Yuka)
Garrafas de cervejas
Espalhadas pelo chão
Um sapato perdido
Lembrando a confusão
O samba de ontem
Não acabou bem
O samba de ontem
Não acabou bem, não
Porque, porque
O samba não é só um dia
O samba não é só folia
O samba se parece com a vida
Nasce e morre todo dia
Pra ser essência
Corpos e contruções essência
Beijos e lições essência
Corpos e construções essência
Entre beijos e lições essência

A última é uma música do Simonal que ele dedicou ao Simoninha e que este regravou para homenagear o pai:

Tributo a Martin Luther King
(Ronaldo Bôscoli / Wilson Simonal)
Sim, sou um negro de cor
Meu irmão de minha cor
O que te peço é luta sim, luta mais
E a luta está no fim
Cada negro que for, mais um negro virá
Para lutar com sangue ou não
Com uma canção também se luta irmão
Ouvir minha voz, oh yes, lutar por nós
Luta negra de mais é lutar pela paz
Luta negra demais para sermos iguais


Um abraço para vocês:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

segunda-feira, dezembro 06, 2004

O Caras do Rock Social

Esses são os sites que indico:

http://www.mpbnet.com.br/
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http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com//
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
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O rock continua por aqui:

O Rappa

Essa banda da nova geração do rock brasileiro faz um trabalho bem legal, um rock com a cara do país...
Com um trabalho social muito forte é um dos poucos artistas que realmente tem essa preocupação...
Um site que é indicado por eles para quem quiser se engajar é esse:

http://www.fase.org.br/

E para conhecer um pouco mais sobre eles é só clicar no titulo...
As músicas de hoje são dos dois primeiros discos e retratam bem a realidade brasileira, como a violência, a miséria e tantos outros problemas:

A Minha Alma
( Yuka / O Rappa)
A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego

Pois paz sem voz
Pois paz sem voz
Não é paz é medo,

Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero
Conservar
Para tentar ser feliz
As grades do condomínio
São para trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia de domingo, domingo
Procurando novas drogas
De aluguel nesse vídeo
Coagido

É pela paz que eu não quero seguir admitindo
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir admitindo

Miséria S.A
(Pedro Luis)
Senhoras e senhores estamos aqui
Pedindo uma ajuda por necessidade
Pois tenho irmão doente em casa
Qualquer trocadinho é bem recebido
Vou agradecendo antes de mais nada
Aqueles que não puderem contribuir
Deixamos também o nosso muito obrigado
Pela boa vontade e atenção dispensada
Vamo agradecendo antes de mais nada
Bom dia passageiros
É o que lhes deseja
A miséria S.A
Que acabou de chegar
Bom dia passageiros
É o que lhes deseja
A miséria S.A
Que acabou de falar
Lhes deseja , lhes deseja
Lhes deseja , lhes deseja

A Feira
( Yuka / O Rappa)
É dia de feira
Quarta-feira, sexta feira
Não importa a feira
É dia de feira
Quem quiser pode chegar
Vem maluco, vem madame
Vem maurício, vem atriz
Pra comprar comigo
Vem maluco, vem madame
Vem maurício, vem atriz
pra levar comigo
Tô vendendo ervas
Que curam e acalmam
Tô vendendo ervas
Que aliviam e temperam
Mas eu não sou autorizado
Quando o rappa chega
Eu quase sempre escapo
Quem me fornece
É quem ganha mais
A clientela é vasta, eu sei
Porque os remédios normais
Nem sempre amenizam a pressão
Amenizam a pressão amenizam a pressão

Me Deixa
( Yuka / O Rappa)
Podem avisar, podem avisar
Invente uma doença que me deixe em casa pra sonhar
Com o novo enredo outro dia de folia
Com novo enredo outro dia de folia
Eu ia explodir eu ia explodir
Mas eles não vão ver os meus pedaços por aí
Me deixa que hoje eu to de bobeira, bobeira
Me deixa que hoje eu tô de bobeira, bobeira
Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero
E mais justo comigo
Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero

E mais justo comigo
Podem os homens vir que nao vao me abalar
Os caes farejam o medo, logo não vão me encontrar
Não se trata de coragem
Mas meus olhos estão distantes
Me camuflam na paisagem
Dando um tempo, tempo, tempo pra cantar
Me deixa, que hoje eu tô de bobeira, bobeira
Me deixa, que hoje eu tô de bobeira, bobeira
Me deixa, vê se me deixa, que hoje eu to de bobeira, bobeira, bobeira


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, dezembro 05, 2004

O Cara que ia para a Califórnia

Podem entrar nesses sites que eu garanto:

http://www.mpbnet.com.br/
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http://furiadomar.blogspot.com/
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Hoje eu volto a falar de rock:

Lulu Santos

Um dos ícones do rock nacional consegue até hoje manter uma legião de fãs e com isso faz o mesmo sucesso do inicio da carreira...
Para não falar muito coloquei o link para o site oficial dele no titulo acima, entrem lá e vejam mais sobre ele...
As músicas de hoje eu escolhi como sendo as melhores dele, as duas primeiras com um dos parceiros mais fiéis e as duas últimas são dele sozinho, curtam:

Como uma Onda (Zen-Surfismo)
(Lulu Santos / Nelson Motta)
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar!

Certas Coisas
(Lulu Santos / Nelson Motta)
Não existiria som se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor
Não diz
Tudo que quer dizer
Tudo que cala
Fala mais
Alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer

Tudo Bem
(Lulu Santos)
Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo
Mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto
Maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no teu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem

Minha Vida
(Lulu Santos)
Quando eu era pequeno
Eu achava a vida chata
Como não podia ser
Os garotos da escola
Só a fim de jogar bola
Eu queria ir tocar guitarra na TV
Aí veio a adolescência
E pintou a diferença
Foi difícil de esquecer
A garota mais bonita
Também era a mais rica
Me fazia de escravo do seu bel-prazer
Quando eu saí de casa
Minha mãe me disse: baby
Você vai se arrepender
Pois o mundo lá fora
Num segundo te devora
Dito e feito, mas eu não dei o braço a torcer
Hoje eu vendo sonhos
Ilusões de romance
Te toco "Minha Vida"
Por um troco qualquer
É o que chama de destino
Eu não vou lutar com isso
Que seja assim quanto é

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sábado, dezembro 04, 2004

O Senhor que Sempre Será a Cara da Música Popular Brasileira

Os sites que são show de bola:

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Vou lá para para o Samba de Sampa hoje:

Adoniran Barbosa

Esse compositor de grandes clássicos da música popular brasileira, músicas que até hoje são cantadas até hoje por todo mundo...
Quem nunca se pegou cantarolando junto com Os Demônios da Garoa os sambas que são verdadeiras histórias dessa cidade que é o centro do Brasil...
Vou aproveitar a página da MPBNET para colocar mais informações, para saberem é só clicar no titulo...
Vamos as músicas de hoje que não se precisa falar muito sobre elas:

Trem das Onze
(Adoniran Barbosa)
Não posso ficar nem mais um minuto com você
Sinto muito amor, mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã
E além disso mulher, tem outra coisa
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar
Sou filho único, tenho minha casa pra olhar
Não posso ficar, não posso ficar


Tiro ao Álvaro
(Adoniran Barbosa e Oswaldo Moles)
De tanto levar frechada

Do teu olhar
Meu peito até parece,
Sabe o que?
Táubua de tiro ao álvaro,
Não tem mais onde furar
Teu olhar mata mais
Do que bala de carabina
Que veneno estriquinina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais
Que atropelamento de automóver
Mata mais que bala de revórver

Samba do Arnesto
(Adoniran Barbosa)
O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita duma reiva
Da outra veiz nóis num vai mais
Nóis não semos tatu!
Outro dia encontremo com o Arnesto
Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
Mais você devia ter ponhado um recado na porta
Anssim: "Ói, turma, num deu prá esperá
A vez que isso num tem importância, num faz má
Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
Assinado em cruz porque não sei escrever Arnesto"
Cais, cais, cais, cais, cais, cais, cais...


Saudosa Maloca
(Adoniran Barbosa)
Se o senhor não tá lembrado, dá licença de contar
Ali onde agora está este adifício arto
Era uma casa véia, um palacete assobradado
Foi aqui seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca
Construimo nossa maloca
Mais um dia, nóis nem pode se alembrá
Veio os home com as ferramenta e o dono mandô derrubá
Peguemos todas nossas coisas e fumos pro meio da rua
Apreciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia, cada táuba que caía
Doía no coração
Matogrosso quis gritar, mas por cima eu falei
Os home tá co'a razão, nóis arranja outro lugar
Só se conformemo quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o cobertor
E hoje nóis pega as paia nas grama do jardim
E pra esquecer nóis cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nóis passemo os dias feliz da nossa vida


Um abraço para vocês:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Haloscan commenting and trackback have been added to this blog.

O Cara da Fixação

Entrem e divulguem esses sites, são muito bons:

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Hoje o rock volta por essas bandas:

Leoni

Ex vocalista de duas bandas de rock, o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens e o Heróis da Resistência, esse cantor e compositor fez alguns dos grandes sucessos dos anos 80...
Depois de um tempo sem gravar lançou um disco solo agora com seus maiores sucessos, músicas que fizeram sucesso, por exemplo com Cazuza...
No site dele, vocês entram clicando no titulo de hoje...
Quatro músicas que marcaram a geração oitentista, a primeira gravada pelo Kid Abelha e Léo Jaime, a segunda é uma música da carreira solo e as duas últimas do Heróis:

A Fórmula do Amor
(Leoni/ Léo Jaime)
Eu tenho o gesto exato, sei como devo andar
Aprendi nos filmes pra um dia usar
Um certo ar cruel de quem sabe o que quer
Tenho tudo planejado pra te impressionar
Luz de fim de tarde, meu rosto em contra-luz
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão
Mantenho o passo alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula, a fórmula do amor
Eu tenho a pose exata pra me fotografar
Aprendi num vídeo pra um dia usar
Um certo ar cruel, de sabe o que quer
Tenho tudo programado pra te conquistar
Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão
Eu jogo um charme, alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei


Garotos
(Leoni)
Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me arragam pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos
Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já nã me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu
não sei oque faço
Aqui de palhaço
Seguindo seus passos
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos


Nosferatu
(Leoni/ Lulu Martin)
Comendo na sua cama
São Paulo pela janela
Me parece tão distante
Nessa semana de romance
Passo dias no seu quarto
Sem roupa nos seus braços
Sentado no chão do box
Te devorando em baixo d’água
Morro de tédio e tristeza
Quando você vai pro trabalho
E eu fico em casa deitado
Solidão de Nosferatu
Eu quero ter seu sangue
Nos dias mais impróprios
O teu cheiro e um beijo morno
Na hora em que eu abro os olhos
Tiro férias do universo
Vivendo às suas custas
Realizo os seus desejos
Seu gigolô sem culpas
Vem se esquenta em mim, vem se encosta em mim
Nenhum outro lugar pode ser melhor que aqui
Pra te proteger, pra te ameaçar
Nenhum outro lugar pode ser melhor que aqui
Pode ser melhor que aqui


Só pro meu prazer
(Leoni/Fabiana Kherlakian)
Não fala nada, deixa tudo assim por mim
Eu não me importo se nós não somos bem assim
É tudo real nas minhas mentiras, e assim não faz mal
e assim não me faz mal não
Noite e dia se completam, nosso amor e ódio eterno
Eu imagino, eu te conserto, eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você, minha maior ficção de amor
Eu te recriei, só pro meu prazer
Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso
Também se não for, não faz mal
Não me faz mal não


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quinta-feira, dezembro 02, 2004

O Cara que Musicou Drummond

Esses eu indico:

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Hoje tem um cara daqui de Pernambuco:

Paulo Diniz

Podem chamar de brega, mas esse artista inspirou muitas gerações que sempre cantaram seus sucessos...
É um compositor que já foi gravado por grandes da música brasileira e eu curto bastante suas músicas...
Foi dificil arranjar uma página na internet que falasse sobre ele, mas achei e se vocês clicarem no titulo, vão saber um pouco mais sobre ele...
As músicas de hoje são os quatro clássicos dele, sendo a última um poema de Drummond que ele musicou:

O Meu Amor Chorou
(Luiz Marçal Neto)
O meu amor chorou
Não sei porque razão
O meu amor chorou
Não sei porque razão
Também pudera
Eu não estava acostumado
À vida de casado
E faço força pra ficar
Em casa sossegado
Mas amor é tão difícil
A gente se conter
Antigamente a minha vida
Era de bar em bar
Pelas ruas da cidade
A lua quando sai
Saudade vem e a gente vai
E fica pela rua até o amanhecer
Mas te prometo um dia, meu amor
Mudar de vida pra te consolar
E pra fazer seu gosto
Embora morra de desgosto
Trocarei tudo o que tenho
Procê não chorar


Pingos De Amor
(Paulo Diniz/Odibar)
A vida passa, eu telefono
E você já não me atende mais
Será que já não temos tempo
Nem coragem de dialogar
Ainda ontem pela praia
Alguma coisa me lembrou você
E veio a noite e namorados se beijando
E eu estava só
Vamos ser outra vez nós dois
Vai chover pingos de amor de amor
Pingos de amor


Quero Voltar Pra Bahia
(Paulo Diniz/Odibar)
I don't want to stay here
I wanna to go back to Bahia
Eu tenho andado tão só
Quem me olha nem vê
Silêncio em meu violão
Nem eu mesmo sei porque
De repente ficou frio
Eu não vim aqui para ser feliz
Cadê o meu sol dourado?
Cadê as coisas do meu país?
I don't want to stay here
I wanna to go back to Bahia

Via Intelsat eu mando
Notícias minhas para "O Pasquim"
Beijos pra minha amada
Que tem saudades e pensa em mim
I don't want to stay here

José
(Paulo Diniz/ Carlos Drummond de Andrade)
E agora José?
A festa acabou a Luz apagou
O povo sumiu, a noite esfriou.
E agora José?
E agora você?
Você que é sem nome, que zomba dos outros,
Você que faz versos que ama protesta.
E agora José?
Está sem mulher, está sem carinho,
Está sem discurso, já não pode beber.
Já não pode fumar, cuspir já não pode,
A noite esfriou, o dia não veio.
O bonde não veio, o riso não veio,
Não veio a utopia e tudo acabou
E tudo fugiu e tudo mofou
E agora José?
Sua doce palavra, seu instante de febre.
Sua gula e jejum sua biblioteca
Sua lava de ouro seu terno de vidro
Sua incoerência seu ódio e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta
Não existe porta, quer morrer no mar.
Mas o mar secou, quer ir para Minas.
Minas não há mais José e agora?
Se você gritasse se você gemesse,
Se você tocasse a valsa vienense.
Se você dormisse se você cansasse
Se você morresse, mas você não morre.
Você é duro José sozinho do escuro.
Qual bicho do mato, sem teogonia,
Sem parede nua para se encostar
Sem cavalo preto que fuja a galope,
Você marcha José, José para onde?
(Você marcha José, José para onde?

(Marcha José, José para onde?).
(José para onde?).
(Para onde?).
E agora José, José para onde?
E agora José, para onde?
E agora José, José para onde?
E agora José, para onde?
E agora José, para onde?


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

quarta-feira, dezembro 01, 2004

O Cara que Veio lá da Terra de Iracema

Visitem os links que eu indico:

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Tem Ceará hoje aqui no blog para homenagear as minhas parceiras Bia e Lu:

Ednardo

Um dos expeontes do Povo do Ceará que invadiu o sudeste do país na década de 70 juntamente com Belchior, Fagner, Amelinha...
Autor de grandes sucessos é um daqueles artistas que não aparecem muito, mas sempre é lembrado nas rodas sobre música nordestina...
Existe um site quetem informações sobre ele, entrem nele clicando lá no titulo...
As músicas de hoje são as quetro que considero as melhores e são as mais famosas de sua carreira:

Enquanto Engomo a Calça
(Ednardo e Climério)
Arrepare não

Mas enquanto engomo a calça eu vou lhe cantar
Uma história bem curtinha fácil de contar
Porque cantar parece com não morrer
É igual a não se esquecer
Que a vida é que tem razão
Porque cantar parece com não morrer
É igual a não se esquecer
Que a vida é que tem razão
Esse voar maneiro foi ninguém que me ensinou
Não foi passarinho
Foi olhar do meu amor
Me arrepiou todinho quando olhou meu coração
Ai, mas como é triste
Essa nossa vida de artista
Depois de perder Vilma pra São Paulo
Perder Maria Helena pro dentista

Pavão Mysterioso
(Ednardo)
Pavão mysterioso, pássaro formoso
Tudo é mistério nesse teu olhar
Ah, se eu corresse assim, tantos céus assim
Muita história eu tinha pra contar
Pavão mysterioso nessa cauda aberta em leque
Me guardar moleque de eterno brincar
Me poupa do vexame de morrer tão moço
Muita coisa ainda quero olhar
Pavão mysterioso, meu pássaro formoso
No escuro dessa noite me ajuda a cantar
Derrama essas faíscas, despeja esse trovão
Desmancha isso tudo, que não é certo não


A Manga Rosa
(Ednardo)
A manga rosa

Maria RosaRosa, Maria, Joana
Peitos gostosos, rosados doces
Rosa dos doces, mama, mama, mamãe
Tu sumo escorre da minha boca
Entre aberta porta
Por onde entra e por onde sai
Por onde entra e sai o mundo
MundoBalança a fronde
Farta mangueira
E mata a fome, morto à fome
O mata
Imensa mata, imensa massa
Florados cachos de verde amarelou
Maduro fruto
Que pro nosso gozo vem
Amem, amem, amem, amem
Mamem, mamem, mamem, mamem
Amém, amém, amém, amém

Flora
(Ednardo)
Se eu pudesse pensar em ti

Sem vontade de querer chorar
Sem pensar em querer morrer
Nem pensar em querer voltar
Essa dor que eu sinto agora
É uma dor que não tem nome
Que o meu peito devora e come
E fere e maltrata, sem matar
No roçado do meu coração
Há um tempo de plantar saudade
Há um tempo de colher lembrança
Pra depois com o tempo chorar
Ô Flora, meu sertão florindo
Aflora o meu peito só
Teu amor é um fogo, é um fogo
É um fogo, é um fogo
Dos teus olhos tição

Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

terça-feira, novembro 30, 2004

O Cara do Zé Pretinho

Esses eu indico:

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Hoje é o cara que bota swing na MPB:

Jorge Ben Jor

Esse artista que começou com apenas como Ben e mudou depois de nome, balança várias gerações com sua música dançante...
Eu não vou falar muito dele para que vocês entrem no site oficial dele, clicando no titulo deste post e conseguir mais informações...
As músicas de hoje são das primeira fase dele, que na minha opinão é a melhor dele:

Ive Brussel
(Jorge Ben Jor)
Você com essa mania sensual

De sentir e me olhar
Você com esse seu jeito contagiante
Fiel e sutil de lutar
Não sei não
Assim você acaba me conquistando
Não sei não
Assim eu acabo me entregando
Hoje está fazendo um ano e meio amor
Que eu estive por aqui
Desconfiado, sem jeito e quase calado
Quando fui bem recebido e desejado por você
Nunca como eu poderia esquecer amor
Ai, ai, ai!
Se naquele dia você foi tudo foi demais pra mim
Ai, ai, ai!
Se naquele dia você foi tudo fez de mim um anjo

Mas que Nada
(Jorge Ben Jor)
O ariá raió

Obá obá obá
Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba está animado
O que eu quero é sambar
Esse samba
Que é misto de maracatu
É samba de preto velho
Samba de preto tú
Mas que nada
Um samba como este tão legal
Você não vai querer
Que eu chegue no final
O ariá raió
Obá obá obá

Que pena
(Jorge Ben Jor)
Ela já não gosta mais de mim

Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena
Pois não é fácil recuperar
Um grande amor perdido
Pois ela era uma rosa
Ela era uma rosa
E as outras eram manjericão
As outras eram manjericão
Ela era uma rosa
Ele era uma rosa
Que mandava no meu coração
Coração, coração, coração
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena
Mas eu não vou chorar
Eu vou é cantar
Pois a vida continua
Pois a vida continua
E eu não vou ficar sozinho no meio da rua
No meio da rua
Esperando que alguém me dê a mão
Me dê a mão, a mão
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena

Que maravilha
(Jorge Ben Jor / Toquinho)
Lá fora está chovendo

Mas assim mesmo eu vou correndo
Só prá ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada, que maravilha
Que coisa linda que é o meu amor
Por entre bancários, automóveis, ruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga e muito tímida
Com a chuva molhando o seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua do mundo
No meio da chuva, a girar, que maravilha
A girar, que maravilha
A girar

Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

segunda-feira, novembro 29, 2004

O Música que é Choro Puro

Os links para vocês entrarem:

http://www.mpbnet.com.br/
http://www.biasaldanha.blogger.com.br/
http://www.lubarbosa.blogger.com.br/
http://furiadomar.blogspot.com/
http://www.sombrasil.com.br/
http://www.cine-fila.blogger.com.br/
http://www.entrecantos.com/
http://www.pe-az.com.br/
http://www.m-musica.com/
http://www.continentemulticultural.com.br/
http://s16comunicacao.blogspot.com/
http://escritorsolitario.blogspot.com/

Mudando de estilo no blog:

Chorinho

Estava sábado à noite no Recife Antigo assistindo uma apresentação desse tipo de música que é muito interessante, que tem Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Chiquinha Gonzaga e tantos outros como expoentes...
É muito bonito ver jovens se preocupando em tocar essa música, já que estava sendo muito dificil encontrar quem se interesasse em dar continuidade ao trabalho desses grandes artistas acima...
Aqui em Pernambuco, sempre tivemos um celeiro de artistas de chorinho que eram reverenciados até pelos grandes expoentes, entre eles Paulinho da Viola, que tem verdadeira admirição pelo grande Canhoto da Paraiba, que por problemas de saúde não pode mais dedilhar o seu violão mágico, hoje temos vários grupos de chorinho que aqui represento pelo grupo Arabiando, que fez uma bela homenagem no sábado a um dos integrantes que infelizmente faleceu com apenas 22 anos...
Maiores informações vocês clicam no titulo e entram num site que fala sobre choro e samba, que acabam se confundindo...
Escolhi quatro músicas que representam bem e que foram tocadas lá no Recife Antigo na noite de sábado:

Último Desejo
(Noel Rosa)
Nosso amor que eu não esqueço
E que teve o seu começo numa festa de São João
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete
Sem luar, sem violão
Perto de você me calo
Tudo penso e nada falo, tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo
Mas meu último desejo você não pode negar
Se alguma pessoa amiga pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não
Diga que você me adora, que você lamenta e chora
A nossa separação
Às pessoas que eu detesto
Diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim
E que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim


Carinhoso
(Pixinguinha e João de Barro)
Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim
Ah! Se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E muito e muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz, bem feliz


A Flor e o Espinho
(Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha)
Tire o seu sorriso do caminho

Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
É minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua

Chuvas de Verão
(Fernando Lobo)
Podemos ser amigos simplesmente

Coisas do amor, nuncam mais
Amores do passado no presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam com o vento
São coisas do momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranho no meu peito
Estranho na minha alma
Agora eu vivo em calma
Não te desejo mais
Podemos ser amigos simplesmente
Amigos simplesmente, nada mais

Um abraço:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem

domingo, novembro 28, 2004

O Cara do Planeta Água

Entrem nesses sites, valem à pena:

http://www.mpbnet.com.br/
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Hoje é dia de um grande artista da MPB:

Guilherme Arantes

Esse cantor e compositor que fez uma geração toda se embalar com suas músicas numa época que tinhamos grandes grupos, como por exemplo, Roupa Nova, 14 Bis e tantos outros...
Com vários sucessos gravados por Elis Regina, Bethânia e tantas outras cantoras, é um daqueles compositores que ficam marcados por fazerem músicas para mulheres...
Você clicando no titulo, entra no site oficial dele...
Temos hoje quatro músicas que fizeram sucesso nos anos 80:

Amanhã
(Guilherme Arantes)
Amanhã será um lindo dia, da mais louca alegria
Que se possa imaginar, amanhã redobrada a força
Pra cima que não cessa, há de vingar
Amanhã mais nenhum mistério, acima do ilusório
O astro rei vai brilhar, amanhã a luminosidade
Alheia a qualquer vontade, há de imperar, há de imperar
Amanhã está toda a esperança por menor que pareça
O que existe é pra festejar, amanhã apesar de hoje
Ser a estrada que surge, pra de trilhar
Amanhã mesmo que uns não queiram será de outros que esperam
Ver o dia raiar, amanhã ódios aplacados temores abrandados
Será pleno, será pleno...


Cheia de Charme
(Guilherme Arantes)
Quando a vi, logo ali tão perto
Tão ao meu alcance, tão distante, tão real
Tão bom perfume, sei lá
Investi tudo naquele olhar
Tantas palavras num breve sussurar
Paixão assim não acontece todo dia
Cheia de charme, um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme, um desejo enorme
De revolucionar
Me perdi entre os seus cabelos
Pela sua pele, nos seus lábios tão macios
Tão bom perfume, sei lá


Meu Mundo e Nada Mais
(Guilherme Arantes)
Quando eu fui ferido vi tudo mudar
as verdades que eu sabia
Só sobraram restos que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha
Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
À meia-noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais
Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um traço de amargura
Como ser mais livre, como ser capaz
De enfrentar um novo dia


Lindo Balão Azul
(Guilherme Arantes)
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista e lunático
Eu vivo sempre no mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador e romântico
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo pro infinito
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente, venha que será um barato
Pegar carona nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea, estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde numa nebulosa
Voltar pra casa no nosso lindo balão azul


Um abraço para todos:

Beto L. Carvalho
Carpe Diem