
sábado, dezembro 01, 2007
Um Evento que Foi Danado de BOM!!!

quarta-feira, maio 16, 2007
A Nação das Cantoras

O Talento do Sertão

terça-feira, maio 15, 2007
O Adeus da Rainha da Música Regional

Bate Coração
Bate, bate, bate coração
Dentro desse velho peito
Você já está acustumado a ser maltratado
A não ter direito
Bate, bate, bate coração,
Não ligue deixe quem quiser falar
Porque o que se leva dessa vida coração
É o amor que a gente tem pra dar
Oi tum, tum bate coração
Oi tum coração pode bater
Oi tum, tum bate coração
Que eu morro de amor com muito prazer
As águas desaguam para o mar,
Meus olhos vivem cheios d´água
Rolando, molhando o meu rosto de tanto desgosto
Me causando mágoa
Mas meu coração só tem amor
E amor tivera mesmo pra valer
Por isso a gente pena,
Sofre e chora coração
E morre todo dia sem saber.
Oi tum, tum, bate coração
Oi tum coração pode bater
Oi tum, tum bate coração
Que eu morro de amor com muito prazer
Pisa na Fulô
Pisa na Fulô
Pisa na Fulô
Pisa na Fulô
Não maltrata o meu amor
Um dia desse fui dançar lá em Pedreira
Na Rua da Golada
E gostei da brincadeira
Zé Caxangá
Era o tocadô
Mas só tocava Pisa na Fulô
Sô Serafim
Cuchichava mais Dió
Só capaz de jurá
Nunca vi forró mió
Inté vovó
Garrou na mão de Vovô
Vamo embora meu meu veinho
Pisa na Fulô
Eu vi menina
Que nem tinha 12 ano
Agarrá seu par
Também sai dançando
Satisfeitas e dizendo:
Meu amor, ai como é gostoso
Pisa na Fulô
De madrugada
Zé Caxangá
Disse ao dono da casa:
Num precisa me pagá
Mas por favô
Arranje outro tocador
que eu também quero
Pisa na Fulô
Pi, pi, pisa na Fulô
Pisa, pisa, pisa, pisa, pisa
Pisa na Fulô
Vem cá, menina
Que eu também quero
Que eu também vô
Pisa na Fulô
Pisa na Fulô
Não maltrata meu amor
quarta-feira, maio 09, 2007
O Talento Génetico
Pois é amigos, estamos de volta e espero que todos curtam essa volta!!!!
quarta-feira, abril 25, 2007
Música para os Olhos

O Mundo é Um Moinho
Ainda é cedo amor.
Mal começaste a conhecer a vida.
Já anuncias a hora da partida.
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar.
Presta anteção querida, embora eu saiba que estas
resolvida.
Em cada esquina cai um pouco a tua vida.
Em pouco tempo não serás mais o que és.
Ouça-me bem amor.
Preste atenção, o mundo é um moinho.
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos.
Vai reduzir as ilusões a pó.
Preste atenção querida.
Em cada amor tu herdarás só o cinismo.
Quando notares estás à beira do abismo.
Abismo que cavastes com teus pés.
As Rosas Não Falam
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim
Acontece
Esquece nosso amor vê se esquece
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que já não sei mais amar
Vai chorar vai sofrer
E você não merece
Mas isso acontece
Acontece que meu coração ficou frio
E nosso ninho de amor está vazio
Se eu ainda pudesse fingir que te amo
Ai se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo
Isso não acontece
O Sol Nascerá
A sorrir
Eu pretendo levar a vida,
Pois chorando
Eu vi a mocidade perdida.
A sorrir
Eu pretendo levar a vida,
Pois chorando
Eu vi a mocidade perdida.
Finda a tempestade
O sol nascerá,
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar.
A sorrir
Eu pretendo levar a vida,
Pois chorando
Eu vi a mocidade perdida.
A sorrir
Eu pretendo levar a vida,
Pois chorando
Eu vi a mocidade perdida.
Levar a vida
segunda-feira, abril 23, 2007
Uma Homenagem na TV

Vem Ficar Comigo
Vem ficar comigo
Vem ser a luz da minha estrada
Vivo esperando esse céu para brilhar
Teu sorriso lindo
A tua boca doce sempre
Eu necessito do teu amor
Pra me enfeitar
Vem ficar comigo
Vem cuidar de mim
Só teu paraíso é que me faz viver feliz
Não me deixe solta
Posso me perder
De tudo no mundo
O que eu mais quero é ter você
Vem ficar comigo
Vem ficar comigo
De Volta Pro Meu Aconchego
(Nando Cordel/Dominguinhos)
Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Em Am
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim
Gostoso Demais
Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
o que que eu posso fazer
Isso Aqui Tá Bom Demais!
Olha, que isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai
Pois é
Olha, que isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai
Vou me perder, me afogar no teu amor
Vou disputar, me lambuzar nesse calor
Te agarrar pra descontar minha paixão
Aproveitar o gosto dessa animação
Olha, que isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai
Pois é
Olha, que isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Adeus ao Mestre

Hoje estou vindo aqui para homenagear um dos grandes compositores da música brasileira...
Grande Sivuca, artista que sempre admirei...
Não vou falar mais, para conhecer um pouco mais da obra desse gênio cliquem no titulo e entrem no site oficial, e agora vou fazer a homenagem colocando duas de suas obras primas que irão ficar eternizadas!!!!!
João E Maria
Agora eu era herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cawboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
Ensaiava um rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juíz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que fiz coroar
Era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu peão
Seu bicho preferido
Vem me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que faz de conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você
Sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
Feira De Mangaio
Fumo de rolo, arreio de cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Bolo de milho, broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pé de moleque, alecrim, canela
Moleque sai daqui me deixa trabalhar
E Zé saiu correndo pra feira dos pássaros
E foi pássaro voando pra todo lugar
Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro
ia se animar
Tomar uma bicada com lambú assado, e olhar pra Maria
do Joá
Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro
ia se animar
Tomar uma bicada com lambú assado, e olhar pra Maria
do Joá
Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Farinha, rapadura e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pavio de candeeiro, panela de barro
Menino vou me embora, tenho que voltar
Xaxar o meu roçado que nem boi de carro
Alpargata de arrasto não quer me levar
Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo
floreio pra gente dançar
Tem Zefa de Purcina fazendo renda, e o ronco do fole
sem parar
Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo
floreio pra gente dançar
Tem Zefa de Purcina fazendo renda, e o ronco do fole
sem parar
segunda-feira, novembro 27, 2006
Outro Grande Show

Voltando a falar no blog sobre shows que tive a honra de estar presente, um que ocorreu no dia 17/11 e foi junto com o de Lenine uma obra prima...
E aqui cabe também uma historinha parecida com a que contei no outro post, como conheci a música de Zeca Baleiro...
Bem antes de ele gravar com Gal Costa e se tornar conhecido pelo grande público eu já o tinha escutado numa rádio aqui de Recife chamada Manchete FM, hoje é a Nova Brasil, e tinha me interessado conhecer o trabalho dele, acho que a primeira música foi Bandeira ou Flor da Pele, não tenho certeza...
Bom, encontrei o disco numa loja e um mês depois mais ou menos ele apareceu para dar uma tarde de autográfos naquela que um ano depois seria meu local de trabalho a Music Store...
Fui um dos poucos a estar lá e prestigiar esse cara...
Vale ressaltar que além de ter o escutado na rádio, vi uma entrevista de Chico César onde ele falava muito bem de Zeca...
Então é isso, sempre procuro conhecer os novos artistas e vibro ao saber que eles conquistam seu espaço...
Voltando ao show, num projeto super popular, o MPB Petrobrás, ele e Tuco Marcondes seu fiel escudeiro proporcionaram a quem esteve lá um instante de magia, onde ele passeou por grandes sucessos e mostrou o quanto carismático é...
Depois de cantar, brincar com o público sobre seus projetos futuros, e teve um que achei muito legal, onde ele vai cantar só bregas, de matar de inveja Waldick Soriano, Bartô Galeno, artistas que ele mesmo disse fez questão de tietar num aeroporto...
Quem esteve lá, pode dizer que viu um show certinho, com muita música, interação com o público e muita, mais muita mesmo tietagem...
Vamos agora as músicas que abrilhantaram o show e escolhi tops de cada disco, pois são as que mostram quem é Zeca Baleiro:
Telegrama
Eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok
mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito (muito) te ama que tanto (tanto) te ama
por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa
Eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
e um vilão de filme mexicano
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok
mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito (muito) te ama que tanto (tanto) te ama
por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa
(mê dê a mão vamos sair pra ver o sol...)
Quase Nada
De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo
Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada
De você seI quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo
Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada
Lenha
Eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
eu amo você
mas não sei o que
isso quer dizer
eu não sei por que
eu teimo em dizer
que amo você
se eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
se eu digo pare
você não repare
no que possa parecer
se eu digo siga
o que quer que eu diga
você não vai entender
mas se eu digo venha
você traz a lenha
pro meu fogo acender
Bandeira
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio para sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele, eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me
lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo, ter estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)
sexta-feira, novembro 24, 2006
Um Show do Cacete

Depois de um longo e tenebroso inverno, volto ao blog, extasiado depois do melhor show que assisti nos últimos tempos aqui em Recife...
O Homem Dos Olhos De Raio X
Quando você piscou por mim o aroma
Me despertou de um estado de coma
Quando você partiu pra mim o embaraço
Deu ferrugem nos meus nervos de aço
Meus olhos de raio x cegaram de medo, é...
Pois tua alma é de chumbo e segredo
Quando você ciscou por mim, indecisa
Eu fui a razão do riso da Monalisa
Quando você sorriu pra mim um beijo
Na hora "H" foi como detonar a bomba do meu desejo
Meus olhos de raio x cegaram de medo, é...
Pois tua alma é de chumbo e segredo
Meus olhos,
Meus olhos,
Meus olhos...
Meus olhos de raio x...
Quando você piscou por mim o aroma
Me despertou de um estado de coma
Quando você partiu pra mim o embaraço
Deu ferrugem nos meus nervos de aço
Meus olhos de raio x cegaram de medo, é...
Pois tua alma é de chumbo e segredo
Quando você ciscou por mim, indecisa
Eu fui a razão do riso da Monalisa
Quando você sorriu pra mim um beijo
Na hora "H" foi como detonar a bomba do meu desejo
Meus olhos de raio x cegaram de medo, é...
Pois tua alma é de chumbo e segredo
Meus olhos,
Meus olhos,
Meus olhos...
Meus olhos de raio x...
O Último Pôr-do-Sol
A onda ainda quebra na praia,
espumas se misturam com o vento.
No dia em que você foi embora, eu fiquei
sentindo saudades do que não foi
lembrando até do que não vivi, pensando em nós dois
Eu lembro a concha em seu ouvido,
trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em que você foi embora,
eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
por entre as ruínas de Santa Cruz lembrando nós dois
Os edifícios abandonados,
as estradas sem ninguém,
óleo queimado, as vigas na areia,
a lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos,
por entre os dedos da minha mão passaram certezas e
dúvidas
Pois no dia em que você foi embora, eu fiquei
sozinho no mundo, sem ter ninguém,
o ultimo homem no dia em que o sol morreu
Que Baque é Esse?
Ô Nega, que baque é esse?
Chegou pra me baquear.
Nega, tu não se avexe,
Meu corpo remexe
Sem se perguntar: Por quê?
Nega que baque é esse?
Ninguém pode me ajudar
Só mesmo com você
Quero ver o baque da vida virar.
O verão chegou,
O Sol já saiu
Pra tirar teu mofo
E o maracatu passou
Já com o bombo batendo fofo.
Só quem vai atrás
É capaz de entender
Toda essa magia
A nega dançando,
E a negada babando na fantasia
Jack Soul Brasileiro
Jack Soul Brasileiro
E que o som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do swing
É o país da contradição
Eu canto pro rei da levada
Na lei da embolada
Na língua da percussão
A dança mulango dengo
A ginga do mango lengo
É o charme dessa nação
Quem foi que fez o samba embolar ?
E quem foi que fez o coco sambar ?
Quem foi que fez a ema gemer na boa ?
E quem foi que fez do coco um cocar ?
E quem foi que deixou o oco no lugar ?
E que foi que fez o sapo cantor de lagoa ?
Diz aí Tião ?
Vai Tião! (oi)
Fostes ? (fui)
Compraste ? (comprei)
Pagaste ? (paguei)
Me diz quanto foi ? (foi 500 réis)
Me diz quanto foi ? (foi 500 réis)
Jack Soul Brasileiro do tempero
Do batuque, do truque, do picadeiro e do pandeiro
E do repique, do pique do funk rock
Do toque da platinela
Do samba na passarela
Dessa alma brasileira
Despencando na ladeira
Na zoeira da banguela
Eu só ponho o bip bop no meu samba
Quando o tio Sam pegar no tamburim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele entender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar, Miami com Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba, e o meu samba vai ficar assim
Ah ema gemeu......
Aaaaah ema gemeu
terça-feira, abril 25, 2006
Um Filme que Vale Assistir

Estréia nesta sexta na Fundaj “Crianças invisíveis” compilação de 7 curtas sobre a exclusão de crianças.
Por Mirella Alves
7 nações.
7 realidades diferentes.
7 diretores consagrados.
E um único tema: crianças excluídas.
Essa foi a idéia da produtora italiana Chiara Tilesi, em parceria com a Unicef, de mostrar a realidade de crianças marginalizadas em todo o mundo através de 7 curtas-metragens dirigidos por: Mehdi Charef, Emir Kusturica, Jordan Scott e Ridley Scott, Spike Lee, Kátia Lund, Stefano Veneruso e John Woo.
O motivo pelo qual as crianças são vítimas de algum tipo de exclusão é o de sempre: pobreza; mas há outras razões, como o fato de ser soropositiva, ou as circunstâncias em que vivem como em meio a guerra civil ou ainda serem exploradas pelos pais. São relatos densos, muitas vezes cruéis por mostrar com clareza, e sem nenhum recurso cinematográfico para esconder a verdade, o duro dia-a-dia delas. São crianças sem nenhuma perspectiva de mudança, de melhoria de vida, muito pelo contrário, suas vidas tendem a piorar a cada dia que se passa. São invisíveis para a sociedade em que vivem, mas os seus desenganos são muito visíveis; e isso os diretores conseguiram captar com muita destreza e sensibilidade através da lente de sua câmeras. Atenção especial para o admirável Tanza, de Mehdi Charef , o instigante Children of America, de Spike Lee, o interessante brasileiro Bilú e João, de Kátia Lund e o delicado Song-Song e a pequena Gatinha, de John Woo.
Engana-se quem pensar que essa realidade mostrada tão “nua e crua” é recheada de sentimentalismos e deixará os espectadores com os olhos marejados de lágrimas. Poderá até causar essa reação em alguns. Mas eles vão muito além disso, do só "fazer chorar". Despertam reflexões e não somente piedade, dó, ou qualquer outro sentimento de “pena”. Os filmes cumprem bem uma das tarefas do cinema- para mim, a mais importante- que é a de provocar a mente humana
terça-feira, março 21, 2006
Uma Volta com Teatro
Nessa fase agora teremos opiniões sobre eventos ocorridos desde o carnaval até agora...
Inicialmente teremos os mais recentes que fui com a primeira dama, Milla, que é a melhor companhia que alguém pode ter; Fomos a duas peças de teatro que impressionaram e que sem sombra de dúvidas vale a pena assistir...
A primeira foi Vau da Sarapalha do Grupo Piollim de João Pessoa, que é baseada num conto de Guimarães Rosa e que infelizmente só foi exibida nesse final de semana que passou, mas que esperamos que possa voltar logo, pois tem uma dramaticidade forte com atuações perfeitas de todos os atores destacando a de Servilio de Holanda que faz um cachorro com muita fidelidade...
Essa peça está sendo encenada desde de 1992 sempre com o mesmo elenco o que faz com que ela tenha mais credibilidade, pois o elenco está extremamente afinado, com a sonoplastia sendo feita ao vivo com a presença marcante do percussionista Escurinho que comanda todo os atores nos sons do sertão nordestino; Sem esquecer também da atuação dos outros atores como Soia Lira, que além de ser a única mulher do elenco tem uma participação muito marcante com seu vocabulário que ninguém consegue entender, a presença dos dois atores que conduzem a peça que são o Nanego Lira e Everaldo Pontes que fazem os primos apaixonados pela mesma mulher que acabou fugindo com outro...
Para encerrar não podemos esquecer a brilhante direção de Luis Carlos Vasconcelos que era mais conhecido por suas atuações em filmes como Eu, Tu, Eles, Carandiru, Baile Perfumado e em novelas como Senhora do Destino...
A segunda peça é Angu de Sangue e está em cartaz no Teatro Apolo aos sábados e domingos às 20:00...
Uma peça baseada nos livros de Marcelino Freire, Angu de Sangue e Balé Ralé ela possui vários esquetes, na maioria deles monólogos sem ser monótonos, que mostram o cotidiano a que são submetidos vários integrantes da sociedade e com atuações bem interessantes dos cinco atores...
O que mais me chamou a atenção foi a integração das midias como o audiovisual com um telão mostrando imagens que contracenam com os atores e a música que complementa bem a mensagem...
Bom meu povo estou encerrando essa volta e espero poder contar novamente com todos para que possam divulgar e continuar a deixar comentários aqui...
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Uma Resenha Critica
Por Mirella Alves
Assim que acordei hoje, peguei o jornal para ler. Sexta-feira, corro logo para ver o que entrou em cartaz no cinema e a programação cultural geral da cidade. No entanto, fiquei surpresa e, ao mesmo tempo, indignada com o que vi: As crônicas de Nárnia está sendo exibido em nada menos que 13 salas e Harry Potter e o Cálice de Fogo permanece "dominando" 15 salas.
Nada contra as superproduções americanas, mas acho, no mínimo, um abuso uma cidade como Recife, que possui um bom público amante da 7ª Arte, ter 28 de suas 47 salas ( ou seja, mais da metade ) ocupadas por 2 filmes "arrasa-quarteirões"; ao passo que a FUNDAJ com apenas uma sala estará exibindo nada mais, nada menos que 32 filmes em apenas 13 dias na sua famosa Retrospectiva 2005/ Expectativa 2006. Na verdade, muito mais Expectativa, que Retrospectiva, já que apenas 3 filmes foram exibidos em circuito ( 2 deles na MostraMundo ) e todos os demais são inéditos.
É sabido que há toda uma polêmica a respeito dos filmes considerados "de arte" que são os exibidos em salas como a do Cinema da Fundação e que a principal justificativa de essas películas não entrarem nas outras salas é a falta de público "razoável para mantê-las em cartaz". Isso não é bem, digamos que, verdade. Recife, uma cidade"cinéfila" por natureza, que já foi considerada a "Hollywood brasileira" na primeira metade do século passado, é uma das melhores "praças" para o cinema,ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, tanto que sedia festivais nacionais importantes, e por isso atrai as atenções de todo o país, não só dos atores, produtores e fãs, mas das distribuidoras também, não pode dizer, portanto, que não há "público" para esse tipo de produção. Há sim. E muito. Alguns complexos de salas de cinema até já dedicaram uma parte, ainda que timidamente ( são apenas algumas sessões ao longo da semana ), de sua programação aos filmes considerados "não pipocas". Talvez, tenham medo de não conseguir o "retorno" esperado, daí a "entrada sutil" no estilo. O Box foi que reservou uma sala exclusiva para "filmes de arte", mas quando bem entende, retiram e colocam qualquer blockbuster e nem ao menos avisam ao público, o que revela, também, um certo desinteresse em películas dessa natureza. Resta-nos apenas fazer peripécias em nossos horários para tentarmos assistir a alguma coisa, de fato, de boa qualidade na programação da FUNDAJ que, devido a grande quantidade de filmes e o curto espaço de tempo para exibi-los, ficou com vários horários ingratos.
Então, ficam as questões: será que temos cinema para todos??? Para todos os gostos ( digamos assim) ??? Será que "filme-cabeça" é chato??? É chato porque é só para intelectual, porque somente ele entende???
Suponho que não. O chato mesmo é não ter opção para irmos assistir a esses filmes e o que não se entende é que só temos a oportunidade de vê-los no Cinema da Fundação.
Ainda bem que existe o Cinema da Fundação.
terça-feira, dezembro 06, 2005
Uma Resenha Sobre um Show Imperdivel( E Eu Perdi!!!!)
Como já está se tornando rotina mais uma resenha da primeira dama, sobre um show que não tive a sorte de ir, estava na primeira comunhão de minha sobrinha, mas fui bem representado por Milla, a pessoa que me faz muito feliz...Geraldo Maia festeja 2 décadas e meia dedicados à música.
Por Mirella Alves
A fila que já se formava por volta das 17h30 na entrada do auditório da Livraria Cultura demonstrava que logo, logo o início da noite seria promissora. E foi. Tratava-se do show de Geraldo Maia celebrando as bodas de prata do seu "casamento" com a música.
Precisamente às 6 da tarde, as luzes se apagaram e começou a projeção de um vídeo com depoimentos de amigos que estiveram presentes nessa caminhada ( toda ou em parte dela ) com o artista, fosse trabalhando junto a ele ou apenas apoiando, mas todos peças importantes de todo o trabalho construído e movidos pelo mesmo propósito: declarar toda a admiração ( merecida ) a Geraldo Maia.
Em seguida, ouve-se a tão singular voz de Geraldo alguns versos de Manuel Bandeira ( do poema "Recife" ) e abrir o show com "Evocação N° 1" sem acompanhamento de instrumentos, apenas "declamada", portanto abrilhantada pelo timbre especial de Maia.
Era notória e contagiante a emoção transmitida no olhar, nas feições e, sobretudo, na voz de Geraldo Maia. E foi esse sentimento que permeou toda a apresentação. No repertório, entremeado por poemas de Manoel Bandeira e Carlos Pena Filho, uma compilação de músicas dos CDs "Verdágua", "Astrolábio e "Samba do Mar Quebrado" que deve ter sido uma tarefa, no mínimo, complexa, fazer essa seleção, uma vez que "todas" deveriam ser escolhidas, pois todas elas são especiais. Mas, como não daria para colocar "tudo", as opções não poderiam ter sido mais acertadas. Com uma ressalva: "Recífia" não poderia ter ficado de fora.
"Morena rara", do Verdágua, foi cantada na presença do próprio compositor, Zeh Rocha, que estava prestigiando e deve ter se sentido muito orgulhoso com a bela interpretação, "Barracão", do Samba do Mar Quebrado, contou com a participação inesperada de Gonzaga Leal ( que estava na platéia e Geraldo o convidou na hora para com ele dividir o palco e o microfone ); e um dos pontos altos do show foi a participação do Grupo Choro Brasil na excepcional canção "Padroeiro do Brasil", e em "Teu Retrato" , ambas de seu último disco. Aliás, foi o disco mais contemplado, digamos assim. E era de se esperar. Além de ser o trabalho mais recente do artista, é todo dedicado ao samba e um dos mais belos trabalhos feitos até hoje no Brasil sobre o gênero. Destaque ainda para "Monocultura", ressaltada pela extasiante percussão de Jerimum de Olinda e para um poema de João Cabral de Melo Neto, musicado por Cátia de França, e ainda intercalado pelo poema "O Bicho", de Bandeira.
Já se passara uma hora e meia de apresentação, quando Geraldo entoou "Mestiçagem" e "Feijão com couve", contando mais uma vez com o talento do Choro Brasil e a expressividade de sua banda, completando o que diz a letra da segunda música, feijão com couve, nesse caso, deu muito talento a Geraldo Maia.
Um Abraço para Todos:
terça-feira, novembro 22, 2005
Viva o Dia da Música!!!!
Hoje é o dia da música, data escolhida por ser dia de Santa Cecilia, padroeira dos músicos, então o blog não poderia estar de fora dessa homenagem...Resolvi prestar essa homenagem representando toda a classe artistica, com dois cantores aqui de Recife que tive a honra de estar em shows deles nesse final de semana passado...
Geraldo Maia e Lucinha Guerra, essa falada a alguns dias aqui no blog, fizeram dois shows intimistas que emocionaram a quem teve o privilegio de assistir...
Eles agora estão se preparando para participar da montagem do Baile do Menino Deus no Marco Zero no final do ano aqui em Recife...
Geraldo faz dois shows esse final de semana, um no Teatro Capiba no Sesc Casa Amarela no sábado e no domingo na Livraria Cultura, não percam vale a pena irem assistir...
As músicas de hoje são do repertório deles, a priemira foi cantada por ambos nesses shows e a segunda foi gravada por Geraldo no seu primeiro disco e por Lucinha na sua fita demo:
No velho cais dourado, esquirondo
Onde ela sambou, esquirondo
Seu lindo requebrado, esquirondo
Meu coração parou
Sambando, esquirondo
Eu vi a moreninha, esquirondo
Batendo as tamanquinhas, esquirondo
E eu maravilhado...láia, láia, láia
Sambando...
Numa tarde linda
Eu me lembro aindado velho cais dourado
Sambando, esquirondo
Eu vi a moreninha, esquirondo
Batendo as tamanquinhas, esquirondo
E eu maravilhado...láia, láia, láia
Sambando, esquirondo...
E eu maravilhado
Com seu requebrado
Quis sambar também
Ai linda moreninha
Tu serás só minha
Tu serás meu bem
A noite foi caindo
Lá no céu surgindo
Uma estrela brilhou
A linda moreninha
Foi se requebrando
E se retirou
Maria, mariazinha...iáiái
Maria, maria satisfeito o seu desejo
Eu até te dou razão
Eu tenho dado o meu amor
A outras mas não dou meu coração
Meu coração eu não dou
Porque não posso arrancar
Arrancando eu sei que morro
E morrendo eu não posso amar
Do amor, por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor de mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração, junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito teu
Tu és a forma ideal, estátua magistral
Oh alma perenal do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh flor, meu peito não resiste
Oh meu Deus, o quanto é triste
A incerteza de um amor que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia ao pé do altar
Jurar aos pés do Onipotente em preces comoventes
De dor, e receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer de todo fenecer
quarta-feira, novembro 16, 2005
Uma Resenha Teatral
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Uma Peça da Obra desse Mestre
Mais uma resenha da primeira dama que me estimula a continuar esse projeto que muito me orgulha, obrigado Milla...
UMA HISTÓRIA PARA RIR E CHORAR
Em cartaz no Teatro Armazém a peça "Fernando e Isaura", adaptação do texto homônimo de Ariano Suassuna.
Por Mirella Alves
Estreou semana passada, no Teatro Armazém, a peça "Fernando e Isaura", adaptação da obra homônima de Ariano Suassuna, primeiro romance do escritor datado de 1956, dirigida por Carlos Carvalho e produzida pela Remo Produções.
A história é ambientada no Sertão Alagoano, às margens do Rio São Francisco, entre cidades que possuem os mais variados tipos humanos revelando um lugar singular e, ao mesmo tempo, plural culturalmente. Os atores se revezam entre vários personagens, com exceção de Bobby Mergulhão e de Paula de Renor que interpretam o Fernando e a Isaura. E esses outros personagens que "cruzam' a vida do casal, em torno do qual gira a trama, dão um espetáculo à parte e são responsáveis pelas passagens mais hilárias ( porém não menos dramáticas ) da peça. São momentos cômicos sobre particularidades do cotidiano daquela região mostrados de forma inteligente, com um humor refinado, nunca caricato. Destaque para Marcelino Dias, tão envolvente na generosa interpretação de seus 4 apaixonatens personagens; e Carlos Lira, que conferes aos seus 7 personagens, embora tão distintos, um toque de humor peculiar. Vale salientar ainda a atuação de Ana Montarroyos e Cira Ramos, deliciosamente divertidas e agradáveis, e Sérgio Gusmão que insere em seus 2 papéis uma dramaticidade tão intensa que sugere todas as emoções ( e, de fato, emociona ) sentidas, muitas vezes, com um simples gesto ou atitude.
A trilha sonora é executada ao vivo e de forma precisa pelo Grupo SáGrama, que está soberbo - e não podeia ter sido melhor a posição que ocupam no teatro: NO ALTO. Sérgio Campelo ( do SáGrama ) é ainda o autor da trilha original - a canção tema de Isaura é belíssima - e assina a direção musical.
A montagem já havia sido encenada há cerca 2 anos pela mesmo Remo Produções que hoje produz ( leia-se Paula de Renor ), numa adaptação aprovada pelo próprio Ariano, mas foram poucas as apresentações: apenas 18. Graças ao patrocínio dos Correios e do Funcultura, o espetáculo volta à cena e em temporada popular, facilitando o acesso do público e ressaltando a importância do apoio de grandes empresas e do governo através de subsídios destinados à producão cultural.
O público agradece.Um abraço para todos:Beto L. CarvalhoCarpe Diem
terça-feira, novembro 15, 2005
Uma Resenha sobre outro Grande Show
Mais uma resenha da primeira dama do blog, Milla sobre outro show que vale a pena todos assistirem ao vivo...Cordel do fogo encantado "incendeia" o Teatro da UFPE em show de lançamento do DVD "MTV Apresenta".
Por Mirella Alves
Inebriante.
Assim foi o show de Cordel no último sábado: inebriante. Uma apresentação carregada de emoção para um platéia em êxtase. Platéia esta que não se conteve em permanecer sentada apenas. E não foi de se admirar a inquietude que tomou conta do ambiente. Cordel se apresentar para uma platéia "dignamente" sentada, sobretudo em Recife ( palco de tantas emoções para esse grupo ), seria, no mínimo, incongruente. Mas, a princípio, era essa a proposta, uma vez que se tratava de um show em um teatro.
A emoção, no entanto, falou mais alto.
E todos já se levantaram ao ouvir ecoarem os primeiros sons do batuque de Nego Henrique e Rafa Almeida; e entrou "em transe" quando Lirinha começou a cantar.
Lembro-me da primeira vez que "ouvi falar" de Cordel: foi por um amigo meu de Fortaleza - Que ironia! - ( Obrigada, Miguel!!! ); e confesso que não senti muito, apenas restringi-me a considerar um grupo que fazia um som diferente e interessante. E só. Foi pouco mesmo. E essa opinião só mudaria ( ou se formaria mesmo ) ao vê-los ao vivo em show no Recife Antigo tempos depois.
E isso é muito importante que seja salientado:
Cordel do fogo encantado é para ser visto e não ouvido apenas.
Ao escutarmos o CD, temos acesso apenas ao cordel, no entanto, perde-se o seu fogo que o torna, justamente, encantado. E isso só podemos ver e sentir ao vivo.
Talvez por isso, o próprio Lirinha dissera que nunca pensavam que gravariam um DVD. E o mesmo não considera este, o "MTV Apresenta: Cordel do fogo encantado", o 1º DVD do grupo, pois não se trata de uma produção própria e é sabido que a independência é uma "bandeira" carregada por eles por considerarem que somente dessa maneira não terão a sua liberdade podada. E será, portanto, o Cordel de verdade.
E é nessa linha de pensamento que sairá o seu 3º CD ( depois do Carnaval ) ao passo que deverão estar se organizando para a gravação de seu 1º DVD, de fato. E será aqui em Peranambuco, garantiu Lirinha, só deixou pairando no ar a dúvida se seria aqui em Recife ou em Arcoverde.
Resta-nos, agora, apenas aguardar ansiosos pelos próximos trabalhos. Enquanto isso, para não esquecer - como se fosse possível esquecer esses rapazes - vamos vasculhando em nossas mentes as imagens utópicas desse um show memorável que deixou um rio de saudade correndo em minha veia.
quarta-feira, outubro 26, 2005
Uma Opinião sobre um Grande Show
Hoje eu prometi e vou cumprir, só que quem não vai falar do show de Lucinha Guerra não sou eu é a uma pessoa muito especial para mim e posso dizer que é Primeira Dama do blog que fez uma resenha sobre o show maravilhosa...
Então com vocês:
PRECIOSAS "PÉROLAS NEGRAS"
Lucinha Guerra interpreta músicas de compositores brasileiros negros em seu novo show
Por Mirella Alves
Diz uma lenda árabe que a pérola leva às profundezas do mar um pouco da luz do luar. A pérola negra perfeita é raríssima: a cada mil, apenas uma é encontrada nessas condições, resultado de uma "gestação" de oito anos, nas águas do Pacífico Sul, razão pela qual é considerada preciosa. E esses são dois adjetivos muito apropriados para qualificar o novo show da cantora Lucinha Guerra: raro e precioso - e cheio de luz, como sugere o próprio nome da cantora. Sim, porque Lucinha é uma cantora rara com um repertório precioso. Intitulado "Perólas Negras", o show reúne músicas de grandes compositores negros da música popular brasileira, sobretudo dos sambistas.
Cartola, Candeia, Ataulfo Alves, Luiz Melodia, entre outros, são alguns dos escolhidos para serem interpretados. E "interpretados" na acepção mais profunda da palavra porque Lucinha dá a sua assinatura pessoal ( vocal e corporal ) a essas canções imrotalizadas na memória das pessoas, porém jamais vistas e ouvidas de maneira tão soberba e emocionante, peculiaridades encontradas em uma cantora da estirpe dela.
Madura e com uma voz afinada e forte, resultado de um longo e esmerado trabalho, Lucinha, como boa pernambucana que é, ainda nos presenteia Luiz Gonzaga, Selma do Coco e Jackson do Pandeiro, muito bem representados por interpretações impecáveis abrilhantadas pelos músicos talentosos que a acompanham. São eles: Paulinho - polivalente na percussão, Anderson que faz a marcação do samba com uma grande revelando bastante intimidade com o surdo, Índio Felipe que, por vezes, temos a impressão que o seu cavaquinho também irá cantar e Alex que dedilha dadivosamente as 6 cordas de seu violão.
Um grande show que, sem dúvida, agradará não só aos amantes do samba, que ficarão impressionados com "o samba que corre na veia" de Lucinha, como também, e principalmente, aos amantes da boa música. Portanto, não se espantem ( ou melhor, se surpreendam sim ) se ao final da apresentação chegarem à conclusão que em "Pérolas Negras", a verdadeira jóia que brilha é, sem dúvida, Lucinha Guerra.
terça-feira, outubro 25, 2005
Um Show de Uma Grande Amiga

Hoje tem o show de uma grande amiga e como não poderia deixar passar em branco falar desse talento feminino da MPB pernambucana...
Lucinha Guerra eu a conheço já tem um tempinho e só a pouco descobri esse talento e com isso me tornei fã a ponto de criar uma comunidade no orkut que vocês acessam clicando no titulo
Amanhã irei falar do show para quem não pode ir, mas espero que todos estejam lá e prestigiem...
As músicas de hoje são de artistas que estarão no repertório do show:
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouço confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
Chiclete Com Banana
Quando o Tio Sam pegar um tamborim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele entender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
Chicletes eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim
Quero ver a grande confusão
É o samba-rock meu irmão
É mas em compensação
Eu quero ver o boogie-woogie de pandeiro e violão
Quero ver o Tio Sam de frigideira
Numa batucada brasileira
As Rosas Não Falam
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhava meus sonhos
por mim
Boiadero
Vai, boiadeiro, que a noite já vem
Guarda o teu gado
E vai pra junto do teu bem
De manhãzinha quando eu sigo pela estrada
Minha boiada pra invernada eu vou levar
São dez cabeças, é muito pouco, é quase nada
Mas num tem outras mais bonitas no lugar
Vai, boiadeiro, que o dia já vem
Leva o teu gado
E vai pensando no teu bem
De tardezinha quando eu venho pela estrada
A fiarada tá todinha a me esperar
Todas feinha, é muito pouco, é quase nada
Mas num tem outros mais bonitos no lugar
Vai, boiadeiro, que a tarde já vem
Leva o teu gado
E vai pensando no teu bem
E quando eu chego na cancela da morada
Minha Rosinha vem correndo me abraçar
É pequenina, é miudinha, é quase nada
Mas num tem outra mais bonita no lugar
Vai, boiadeiro, que a noite já vem...
Guarda o teu gado
Um abraço para todos:
Beto L. Carvalho
quarta-feira, outubro 19, 2005
Um Artista que Merece Reconhecimento
Olá meu povo, depois de um certo tempo estou de volta para falar de uma indignação de minha parte, em virtude de um show que fui ontem no Teatro Arteplex com um artista que todos deviam conhecer, mas com a divulgação que foi feita poucos tiveram o privilégio de escutar uma bela voz passeando pelos sambas da antiga...
Marcos Sacramento vale a pena vocês entrarem no seu site clicando no titulo e conhecerem o seu trabalho...
Quem não foi perdeu essa grande oportunidade de se deliciar com uma banda muito bem ensaiada e que encantou artistas como Gonzaga Leal e Lia de Itamaracá que estavam presentes...
Memorável Samba é o disco cujas as músicas estarão aqui para fechar essa minha volta ao blog, e tem muita coisa vindo por ai...
As músicas de hoje:
Esse mulato forte
O mulato é de fato
Sei que ele anda agora aborrecido
Deixa Falar!
E todos têm seu valor
Deixa falar!
Este samba tem Flamengo
Tem São Paulo e São Cristóvão
Tem pimenta e vatapá
Fluminense e Botafogo
Já têm seu lugar
Você pensava que o Diamante
Fosse jóia de mentira para tapear
Você pensava que o Caboclinho
Fosse negro de senzala para se comprar
Só porque viu que ele tem um pé
Que deixou o mundo inteiro em revolução
Quando ele bota aquele pé em movimento
Chuta tudo para dentro e não tem sopa não!
Quando você dizia que trocava
A gostosa feijoada pelo macarrão
Desconfiava que você não era
Brasileiro abençoado deste meu rincão
Você torcia pro italiano
E apostou o meu dinheiro
E nem sequer me deu
Jogou a minha feijoada fora
Falou mal da minha gente
E ainda me bateu!
Errei... Erramos
(Ataulfo Alves)
Eu, na verdade,
Indiretamente sou culpado
Da tua infelicidade
Mas, se eu for condenado,
A tua consciência
Será meu advogado.
E, evidentemente,
Eu devia ser encarcerado
Nas grades do teu coração
Porque se sou um criminoso,
És também, nota bem,
Que estás na mesma infração.
Venho ao tribunal da minha consciência
Como réu-confesso, pedir clemência,
O meu erro é bem humano
É um crime que não evitamos
Este princípio alguém jamais destrói,
Errei... erramos.
Onde Está a Florisbela?
(Geraldo Pereira/Ary Monteiro)
De madrugada
Voltei do baile,
Na certa de encontrar minha amada
Achei a janela aberta e as portas
Quero esquecer mas não posso
Tive um pouco de remorso
As horas já eram mortas
Entrei e verifiquei toda a casa
Meus ternos já eram cinza
E meu violão era brasa
bati na janela da vizinha:
“Dona Estela me diga
Aonde foi a Florisbela?”
A vizinha respondeu:
“Quando notei a fumaça
Bem que eu disse, oh! Florisbela
Não é coisa que se faça
Ela contou-me chorando
Que lhe viu nos braços de outro alguém
Oh! meu vizinho, a razão dá-se a quem tem
Botei fogo também.”




